Publicado por: Espaco Espiritual | domingo, 18 setembro 2011

O SUICÍDIO e o ESPIRITISMO

 

 

O SUICÍDIO  e o ESPIRITISMO

 

“O suicida, é um homem sem esperança, porque perdeu a fé… ou a deixou sobrepujar pela idéia, terrivelmente enganadora, de que a morte era o fim libertador!”

 

       O termo suicídio define um comportamento ou ato que visa a antecipação da própria morte. Essencialmente, ele resulta de um processo em que a dor psicológica intensa, conseqüência de acontecimentos que tornam a vida dolorosa e/ou insuportável, em que deixam de existir quaisquer soluções que permitam escapar a um processo de introspecção, que deixa como única solução a morte do próprio indivíduo. Este processo desenvolve-se, regra geral, gradualmente num sentido negativo provocando um estado dicotômico em que passam a existir apenas duas soluções possíveis para um problema ou situação: viver ou morrer.

Concorrem para este comportamento fatores psicológicos diversos, entre os quais se destacam a depressão, o abuso de drogas ou álcool, doenças do foro psicológico, tais como esquizofrenia e distúrbio de stress pós-traumático, entre outros.

A Organização Mundial de Saúde estima em 150 milhões os deprimidos do mundo. É de notar que entre os mais acometidos, neste capítulo das depressões, se encontram os pastores evangélicos e os psiquiatras, entre os quais as taxas de suicídio são oito vezes maiores do que no resto da população. Estes números parecem indicar que, na realidade, ninguém salva ninguém e que as religiões ditas salvadoras nem a si mesmas se salvam.

 

 Segundo a visão do sociólogo Émile Durkheim, podemos falar de três tipos de suicídio:

 

  O egoísta –

é aquele que resultaria de uma individualização excessiva nas sociedades onde a moral se esforça para incutir no indivíduo a idéia do seu grande valor, fazendo com que a sua personalidade se sobreponha à coletiva. O egoísmo é tema estudado nas obras básicas da Doutrina Espírita em diversas oportunidades. Assim, no cap. XI de O Evangelho Segundo o Espiritismo, Emmanuel ensina que o egoísmo é a chaga da Humanidade, o objetivo para o qual todos os verdadeiros crentes devem dirigir as suas armas, suas forças e sua coragem. Coragem porque é preciso mais coragem para vencer a si mesmo do que para vencer os outros. Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, relaciona o egoísmo à perda de pessoas amadas, à vida de isolamento, às desigualdades sociais, às ingratidões, ao problema da fome e aos laços de família.

 

  O altruísta –

é aquele praticado nos meios onde o indivíduo deve abrir mão da sua personalidade e ter espírito de abnegação e entrega de si às causas coletivas.

      Por exemplo, o espírito militar, que exige que o indivíduo esteja desinteressado de si mesmo em função da defesa patriótica. Nesse particular a questão n.º 951 de O Livro dos Espíritos comenta que todo o sacrifício feito à custa da sua própria felicidade é um ato soberanamente meritório aos olhos de Deus, porque é a prática da lei da caridade. Ora, a vida sendo o bem terrestre ao qual o homem atribui maior valor, aquele que a renuncia para o bem do seu semelhante não comete um atentado: ele faz um sacrifício. Mas, antes de o cumprir, ele deve refletir se a sua vida não pode ser mais útil que a sua morte.

 

  O anônimo –

é aquele que ocorre nos meios onde o progresso é e tem que ser rápido, levando a ambições e desejos ilimitados. O dever de progredir tira do homem a capacidade de viver dentro de situações limitadas, tira-lhe a capacidade de resignação e, conseqüentemente, tem-se o aumento dos descontentes e irrequietos. A doutrina espírita não poderia omitir-se face a este tema e são várias as obras básicas da Codificação que se debruçam sobre a resignação humana.

 

Fatores Desencadeadores e Sinais de Alerta

 

      A tentativa de suicídio ou o suicídio em si não têm uma causa específica, mas sim um conjunto de fatores atuando sobre um indivíduo com transtornos emocionais graves. Na lista que se segue estão alguns dos fatores que podem agir como desencadeadores:

 

  Crise de identidade

  Baixa auto-estima

  Distúrbios psiquiátricos (depressão)

  Crises familiares (separação dos pais, violência doméstica, alcoolismo de um dos pais, doença grave ou morte)

  Falta de apoio no meio familiar

  Perda de um familiar ou amigo querido

  Crise disciplinar com os pais, na escola ou no trabalho

  Situações de desapontamento, rejeição ou humilhação

  Separação com o namorado ou cônjuge

  Fracasso em alguma atividade valorizada

  Exposição ao suicídio (meios de comunicação, família, comunidade…)

  Falta de esperança

  Abuso físico ou sexual

  Abuso de drogas

  Gravidez indesejada

  Instrumentos disponíveis em casa (arma carregada, comprimidos para dormir…)

 

Sinais de alerta

 

      A maioria das pessoas que tentam o suicídio ou o levam a termo, demonstram a sua intenção de alguma forma:

 

Sinais verbais:

 

  Não quero viver mais.

  A vida já não tem sentido.

  Não vou criar mais problemas a ninguém.

  Em breve o meu sofrimento vai acabar.

  Gostaria de estar morto.

  Ninguém se importa se estou vivo ou morto.

 

Planejamento:

 

  Inventário dos bens.

  Ritual de despedida ( cartas, e -mails, etc.)

 

Comportamentos na escola ou no trabalho:

 

  Declínio na produção, absentismo, pouca concentração.

  Comportamentos rebeldes repentinos.

  Abordagem de temas sobre a morte.

  Perda de interesse em atividades antes agradáveis.

 

Comportamento interpessoal:

 

  Abandono das relações habituais.

  Mudanças repentinas nas relações.

  Evita envolvimento com amigos e encontros sociais.

 

       As pessoas que apresentavam um quadro depressivo e repentinamente melhoram devem ser observadas com atenção, principalmente se demonstram algumas atitudes acima descritas, como o inventário dos bens. Esta súbita alegria pode ser devida ao fato de que concluíram que não têm outra saída e encontraram a solução para os seus problemas: o suicídio.

 

 

O SUICÍDIO  e as  CRIANÇAS

 

O Suicídio e as Crianças

 

Existem três etapas diferentes na infância para a interpretação da morte:

 

·          Até aos 5 anos a criança não tem a noção da morte definitiva, não reconhece que a morte envolve a total cessação da vida e não compreende a não reversibilidade da morte.

·          Entre os 5 e os 9 anos há uma forte tendência para personificar a morte. É compreendida como irreversível, porém não como inevitável.

·          Só entre os 9 e os 10 anos a criança reconhece a morte como cessação das atividades do corpo e como inevitável. Somente na adolescência será capaz de apreender verdadeiramente o conceito de morte e o significado da vida.

 

Nos Estados Unidos da América (EUA)  o suicídio é considerado como a 4ª causa mais freqüente de óbitos em adolescentes. A taxa de suicídios entre adolescentes nos EUA aumentou mais de quatro vezes da década de 50 à de 90. Nos anos 50, em cada 100 mil pessoas entre os 15  e os 19 anos apenas 2,7 se matavam por ano. Agora, esse número é de 11,1. Os índices de suicídio em jovens adultos (dos 20 aos 24 anos) duplicaram no mesmo período.

            Segundo uma pesquisa efetuada pelo governo dos EUA, o aumento dos índices de suicídio entre os jovens ocorreu em todos os segmentos da população, contudo é possível constatar picos quando algum personagem famoso se mata e o fato recebe grande cobertura dos meios de comunicação.

 

“Espera pelo amanhã, quando o teu dia se te apresente sombrio e apavorante. Se te parecem insuportáveis as doreslembra-te de Jesus, ora, aguarda e confia”.

 

SUICÍDIO 
 O LIVRO DOS ESPÍRITOS

 

O Suicídio e o Espiritismo

 

944. Tem o homem o direito de dispor da sua vida?

            “Não, só a Deus assiste esse direito. O suicídio voluntário transforma-se numa transgressão desta lei.”

 

            944 a) Não é sempre voluntário o suicídio?

            “O louco que se mata não sabe o que faz.”

 

            945. Que se deve pensar do suicídio que tem como causa o desgosto da vida?

            “Insensatos! Por que não se esforçavam? A existência não lhes teria sido tão pesada.”

 

            946. E do suicídio cujo fim é fugir, aquele que o comete, às misérias e às decepções deste mundo?

            “Pobres espíritos, que não têm a coragem de suportar as misérias da existência! Deus ajuda aos que sofrem e não aos que carecem de energia e de coragem. As tribulações da vida são provas ou expiações. Felizes os que as suportam sem se queixar, porque serão recompensados! Ai, porém daqueles que esperam a salvação do que, na sua impiedade, chamam acaso, ou fortuna! O acaso, ou a fortuna, para me servir da linguagem deles, podem, com efeito, favorecê-los por um momento, mas para lhes fazer sentir mais tarde, cruelmente, a vacuidade dessas palavras.”

 

            957. Quais são, em geral, em relação ao estado do Espírito, as conseqüências do suicídio?

 

            “Muito diversas são as conseqüências do suicídio. Não há penas determinadas e, em todos os casos, correspondem sempre às causas que o produziram. Há, porém, uma conseqüência a que o suicida não pode escapar: é o desapontamento. Mas, a sorte não é a mesma para todos; depende das circunstâncias. Alguns expiam a falta imediatamente, outros em nova existência, que será pior do que aquela cujo curso interromperam”. (…)

 

A afinidade que permanece entre o Espírito e o corpo produz, nalguns suicidas, uma espécie de repercussão do estado do corpo no Espírito, que, assim, a seu mau grado, sente os efeitos da decomposição, donde lhe resulta uma sensação cheia de angústias e de horror, estado esse que também pode durar pelo tempo que devia durar a vida que sofreu interrupção. Não é geral este efeito; mas, em caso algum, o suicida fica isento das conseqüências da sua falta de coragem e, cedo ou tarde, expia, de um modo ou de outro, a culpa em que incorreu.

 

Assim é que certos Espíritos, que foram muito desgraçados na Terra, disseram ter-se suicidado na existência precedente e submetido voluntariamente a novas provas para tentarem suportá-las com mais resignação. Em alguns verifica-se uma espécie de ligação à matéria, de que inutilmente procuram desembaraçar-se, a fim de voarem para mundos melhores, cujo acesso, porém, se lhes conserva interdito. A maior parte deles sofre o pesar de haver feito uma coisa inútil, pois que só decepções encontram.

 

A religião, a moral, todas as filosofias condenam o suicídio como contrário às leis da Natureza. Todas nos dizem, em princípio, que ninguém tem o direito de abreviar voluntariamente a vida. Entretanto, por que não se tem esse direito? Por que não é livre o homem de pôr termo aos seus sofrimentos? Ao Espiritismo estava reservado demonstrar, pelo exemplo dos que sucumbiram que o suicídio não é uma falta, somente por constituir infração de uma lei moral, consideração de pouco peso para certos indivíduos, mas também um ato estúpido, pois que nada ganha quem o pratica, antes o contrário se dá, como no-lo ensinam, não a teoria, porém os fatos que ele nos revela.

 

Conclusão

 

Era de se esperar que, com o avanço da civilização, o homem tomasse consciência das verdades imutáveis e da razão por que estamos a viver, neste mundo, uma vida material. Isto não acontece no entanto, verificando-se a incidência de taxas de suicídio tanto mais elevadas, quanto mais evoluídas são as comunidades!

 

Este facto denuncia-nos que, na sua maioria, a causa está no afastamento de Deus da vida humana, na quebra do sentido e da necessidade de aperfeiçoamento e ainda no desconhecimento de que o sofrimento é o melhor meio que temos ao nosso alcance, para obtermos cada vez mais elevação espiritual, preferindo fazer com que o desânimo predomine, apoderando-se da vontade e conduzindo  o homem à tresloucada resolução do suicídio, na esperança de que assim acabará tudo, deixando de sofrer, deleitando-se nesta enganosa libertação.

 

Como os homens estão enganados! E a surpresa não se fará esperar e será dolorosa, angustiante, porque em breve verificarão que a “morte”  não é o fim absoluto, mas apenas o fim de uma etapa da vida… como se fosse o fim de um acto, da infinita cena da vida, que, para cada um, será uma comédia ou uma tragédia e esta o será sempre, para todos aqueles que recorram ao suicídio.

 

 

SUICÍDIO

PERGUNTAS E RESPOSTAS

 

 

O Suicídio: Perguntas e Respostas

 

Quais as principais motivações que podem levar alguém ao suicídio nos dias de hoje?

 

A primeira delas é a falta da noção da Idéia de Deus. O restante é tudo conseqüência, como por exemplo, uma noção deturpada da vida após a morte. Hoje, como conseqüência destas duas idéias citadas acima, vemos as pessoas a procurar necessidades que as fazem sofrer por não atingir o padrão que os meios de comunicação e a sociedade impõem; estes cobram das criaturas que elas tenham determinado padrão de beleza, determinado padrão social, determinado padrão de cultura determinado padrão de pensamentos e se as pessoas não alcançam este padrão, entram num desânimo, num sentimento de menos valia, na depressão e daí, como lhes faltam o conhecimento da Idéia de Deus e de Suas Leis, para o suicídio faltam poucos passos, pois a noção de mundo espiritual também é frágil.

 

Todo aquele que se suicida sofre muito ao chegar ao plano espiritual, ou existe alguma excepção a esta regra?

 

Cada caso é um caso. Não podemos esquecer que mesmo o suicídio sendo um crime, as Leis de Deus usarão todos os nossos créditos que tenhamos no sentido do socorro. Por exemplo, pode existir uma pessoa que se tenha suicidado por qualquer razão, mas que traga alguns méritos, de ser um indivíduo trabalhador, honesto, de ter sido bom pai, de ter auxiliado as pessoas, até aquela data. É claro que este será visto de maneira diferente daquele que não traz nenhuma qualidade, pois ele próprio dificultará o socorro.

 

Ao reencarnar, absorvemos uma quantidade de fluido vital. O suicida antecipa a sua morte. Como se extingue, então, este fluido?

 

Com o passar do tempo, este fluido vai se extinguindo neles. Muitas vezes pode levar até anos. No Livro “Memórias de Um Suicida” vemos que os suicidas que estão na região chamada Vale dos Suicidas, que já é uma região de socorro, pois os suicidas ali estão a ser monitorizados, quando estes fluidos começam a extinguir-se, eles tornam-se capazes de perceber o socorro junto deles, e é nestas horas que são levados para ambientes hospitalares no Plano Espiritual. No livro citado, o Hospital Maria de Nazaré.

 

No caso de uma criança, por volta dos 12/13 anos, que consequências terá para ela o suicídio?

 

O erro é sempre um erro, mas a percepção desse erro estará na medida do entendimento daquele que errou, pois muitas das vezes a criança que se mata fá-lo sem a devida noção dos seus atos, até mesmo as leis humanas as olham de maneira diferente quando apreciam os seus erros e crimes.

 

O suicida carrega para outra vida a recordação “inconsciente” deste ato? Esta recordação pode fazer surgir, em algum momento da sua vida, este desejo novamente?

 

O suicida em determinada época já reencarnado, se trazia no mundo espiritual plena consciência após ser socorrido, traz com ele não só o mapa das expiações, conseqüência direta do suicídio, como também a necessidade da prova, e é nessas horas que encontra situações semelhantes àquela que o fizeram desistir da luta, procurando o suicídio. Embora não exista uma regra, o fato se dá quase sempre  numa idade próxima daquela em que ocorreu o suicídio.

 

No suicídio inconsciente (tabagismo, alcoolismo) o espírito terá de sofrer-lhe também as consequências, embora minoradas. Como entender as penas deste?

 

Sofrerá as consequências de ter lesado determinadas partes do seu corpo, como também sofrerá as conseqüências morais de ter cedido as paixões que o levou ao vício.

 

Como ajudar uma pessoa que diz que pretende se suicidar? É indicado um tratamento com psicólogo para estes casos?

 

Há necessidade de se usar todos os recursos  de que se puder dispor para cada caso específico. A psicologia será de grande auxílio, alguns casos será necessário até o auxílio da psiquiatria (nos casos de depressão) mas não podemos esquecer que o conhecimento da Doutrina Espírita, fortalecendo em nós a idéia de Deus e mostrando-nos que não vale a pena o suicídio como porta de saída, será sempre o antídoto perfeito contra o suicídio, principalmente porque poderemos valer-nos não só dos conhecimentos, da fluidoterapia que nos recompõem corpo e mente, como também nos indicará o trabalho do bem como elemento sustentador da nossa harmonia íntima. Diz Kardec, no livro A Viagem Espírita de 1862 da editora “O Clarim” que muitos poderiam rir das nossas crenças na Doutrina Espírita, mas jamais poderiam rir quando vissem homens transformados. O Espírito Hilário Silva no livro O Espírito de Verdade (FEB), conta-nos uma história, que ocorreu na França no tempo de Kardec, de um livreiro que manda para Kardec um livro ricamente encadernado e narra na dedicatória que estava prestes a suicidar-se, atirando-se ao rio Sena, quando tocou em algo que caiu no chão. Era O Livro dos Espíritos e na contracapa estava escrito: “Este livro salvou a minha vida”. Curioso, ele leu o livro e quando o remeteu a Kardec acrescentou: “Também salvou a minha.”

 

 

DEPOIMENTOS de SUICIDAS

 

Camilo Castelo Brancoin Memórias de um Suicida (Ivone A. Pereira)

 

“(…) O vale dos leprosos, lugar repulsivo da antiga Jerusalém de tantas emocionantes tradições, e que no orbe terráqueo evoca o último grau da abjeção e do sofrimento humano, seria consolador estágio de repouso comparado ao local que tento descrever. Pelo menos, ali existiria solidariedade entre os renegados! Os de sexo diferente chegavam mesmo a amar-se! Adotavam em boas amizades, irmanando-se no seio da dor para suavizá-la! Criavam a sua sociedade, divertiam-se, prestavam-se favores, dormiam e sonhavam que eram felizes!

 

Mas no presídio de que vos quero dar contas nada disso era possível, porque as lágrimas que se choravam ali eram ardentes demais para se permitirem outras atenções que não fossem as derivadas da sua própria intensidade!

 

No vale dos leprosos havia a magnitude compensadora do Sol para retemperar os corações! Existia o ar fresco das madrugadas com seus orvalhos regeneradores! Poderia o preceito ali detido contemplar uma faixa do céu azul! … Seguir, com o olhar enternecido, bandos de andorinhas ou de pombos que passassem em revoada! (…)

 

Mas na caverna onde padeci o martírio que me surpreendeu além do túmulo, nada disso havia!

Aqui, era a dor que nada consola a desgraça que nenhum favor ameniza a tragédia que idéia alguma tranqüilizadora vem orvalhar de esperança! Não há céu, não há luz, não há sol, não há perfume, não há tréguas!

 

Antero de Quental

 

“Ah! Que se soubessem por que preço pagamos a libertação pelo suicídio, ninguém se suicidaria!

 

Os maiores martírios da Terra são doces consolações em comparação com os mais suaves sofrimentos de um suicida!

 

E é porque Deus castigue? Não, é porque tem de ser.

 

É da lei. É fatal como é da lei girar a Terra no seu eixo, e as estrelas na sua órbita.

 

Esse sofrimento não é cego e igual. É harmônico, equitativo, justo, como é justo, equitativo e harmônico tudo o que obedece à lei imutável do Universo, que Deus firmou com a sua vontade e perfeição.

 

E nós, aí na Terra, a querermos apreciar com a nossa inteligência microscópica a grandeza do infinito!

É querermos iluminar o mundo na treva de uma noite, com a luz de uma lamparina!

 

Avalias tu, ou alguém, o que é o infinito?

 

Se avaliares, terás apreciado Deus e a sua obra!”

 

 

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Responses

  1. Texto muito esclarecedor!!!
    Ví poucos materiais na net tão completo e tão fiel,no que diz respeito ao suicidio,como esse,que acabo de ler!
    Parabéns.

    • Salve “Deus”
      Nara Gomes, obrigado visitar o meu blog e deixar a sua opinião que muito importante para mim.

      Graças a “Deus”

  2. Veja blog da espiritualista Carmem Tiepolo ,Blog este que aborda assuntos relacionados a saúde,transplante de órgãos e outros.

    O Pódium da Imortalidade.

    Olhando pelo retrovisor e descobrindo o passado de sua própria alma, o renomado piloto é amparado por espíritos que o incentivaram a prosseguir lutando. O Pódium da Imortalidade é uma sensação de retas e curvas onde a velocidade da alma não tem limites. Dentro desta velocidade o ex-piloto também é amparado pelo manto sagrado da Virgem Maria, dedicando-se aos ensaios musicais, tendo como professor John Lennon que, em vidas passadas, mais precisamente na época de Jacó, foi um de seus Irmãos. Transformando a velocidade terrena em velocidade cósmica o ex-piloto descobriu que a vida carnal é o show business, a Imprensa é um episódio e a alma é uma benção Prosseguindo perseverante e entendendo que suas pegadas na areia se transformaram em asfalto, o qual lhe sustenta, assim como Isaias, o profeta, foi sustentado pelo capacete e pela couraça, e o embala, acelerando sem jamais entrar no box da covardia.

    http://carmemtiepolo.blogspot.com/2011/11/transplante-de-orgaos-amai-vos-aos.html

    • Andrea Lucia Darão.
      Obrigado por visitar o meu blog.

  3. Estou sentindo-me muito mal, minhha vida esta parecendo sem sentido, preciso de ajuda

    • Salve “Deus”
      ANA RITA GOMES

      O QUE ACONTECE COM O SUICIDA?

      Se você está pensando em se suicidar deve estar procurando saber o que acontece com um suicida logo após a morte, correto? Eu não tenho boas notícias para você. O suicida é sem dúvida nenhuma o ser que mais sofre após a morte.

      Primeiro você precisa saber que nada se perde neste universo. Ao morrer seu corpo volta para a Terra e sua mente, sua consciência, seu EU, que chamamos de espírito não desaparece. Ele continua vivo. O que da vida a seu corpo é justamente a existência de um espírito que anima a matéria.

      Então tentar se matar achando que você será apagado do universo, apagado para sempre é uma tolice. O seu corpo realmente vai se decompor a vai desaparecer na Terra, mas você continua existindo.

      A morte não é um processo automático. É necessário um determinado tempo para que o espírito se desconecte do corpo. É necessário tempo para que o espírito deixe de sentir as impressões do corpo. Quando a pessoa esta doente este desligamento é gradual e segue um processo natural. Por isso que dizemos que a melhor forma de morrer é através da velhice quando ocorre o falecimento gradativo dos órgãos e o desligamento gradativo do espírito.

      No caso do suicídio não existe um desligamento do espírito do corpo. Se o suicida da um tiro na cabeça ele sente a dor terrível do tiro e continua sentindo a dor e os efeitos do tiro depois de morto. Uma pessoa que pula de um determinado local para se suicidar continua sentindo as dores do corpo quebrado depois do impacto.

      Logo depois do ato suicida vem o momento de loucura. O suicida não é uma pessoa emocionalmente e mentalmente equilibrada. Ao perceber que não existe a morte da sua consciência, e que ele continua vivo, pensando, sentindo, enxergando, bate um desespero e a loucura.

      Muitos suicidas têm o desprazer de sentir seus corpos decompondo. Apos um longo e sofrido desprendimento da matéria em decomposição, normalmente o suicida é levado para um local referenciado em muitos livros psicografados como “Vale dos Suicidas”.

      Do outro lado as pessoas com personalidade parecida se unem em determinados locais. Aqui na Terra também funciona assim. As pessoas de personalidade parecida costumam se reunir. Na Internet onde não temos limites geográficos temos grupos de pessoas que tem afinidades que se reúnem em grupos virtuais como o Orkut.

      Desta forma os suicidas são atraidos para locais repletos de pessoas que também cometaram suicídio pois ali existe uma compatibilidade de pensamentos e sentimentos.

      Não é preciso fazer muita força para imaginar como seria um local com centenas de milhares de suicidas com o coração cheio de remorso, vingança, raiva, medo e dor. Não é um lugar bonito, cheiroso e organizado. É um verdadeiro caos, ou o que podemos imaginar como um verdadeiro inferno.

      Mas porque o suicida não recebe ajuda?

      Da mesma forma que aqui no nosso mundo, lá do outro lado às pessoas só podem ser ajudadas quando realmente desejam serem ajudadas. Você só pode recuperar um drogado se ele deseja sair da droga. Você só pode ajudar uma pessoa afundada pela vingança se ela está verdadeiramente disposta a perdoar. Como curar o fumante a força? Sentimentos negativos como a raiva, remorso, vingança prende o espírito do suicida a uma camada de nível vibracional muito baixo por ser esta camada compatível com seus sentimentos negativos.

      Tirar um suicida deste lugar só é possível quando ele por conta própria consegue eliminar todos os sentimentos negativos que o fazem ficar em sintonia com este lugar. Se possui o sentimento de vingança por alguém o espírito precisa perdoar e se livrar deste sentimento.

      Se tem autopiedade, ou seja, pena de si mesmo precisa eliminar este sentimento. Se é arrogante, invejoso, se é alimentado por raiva, precisa “queimar” estes sentimentos. E infelizmente isso costuma acontecer diante do sofrimento. Quantas coisas na vida só aprendemos depois que sofremos as conseqüências dos nossos atos? Lá do outro lado é a mesma coisa.

      Legiões de bons espíritos estão sempre vasculhando o lodo do Vale dos Suicidas em busca de pessoas que estejam prontas para receber ajuda. Infelizmente o suicida não é uma pessoa que não gosta de pedir ajuda. Se não fosse assim não teria cometido o suicídio, teria procurado ajuda em vida. Ele está tão mergulhado em seus sentimentos negativos e egoismo que não consegue ver e aceitar qualquer ajuda.

      Se você tem um amigo ou parente que cometeu o suicídio saiba que é possível ajudar. A ajuda pode ser feita através de orações. Orando para que o suicida se perdoe. Normalmente o suicida se arrepende muito e fica se culpando pelo ocorrido. Então ele precisa primeiro se perdoar pelo erro cometido. Precisa perdoar as pessoas envolvidas. Precisa retirar do coração da raiva que possa ter de alguém, ou qualquer sentimento de vingança. O Suicida precisa ter a humildade para pedir ajuda. Você também pode orar para que espíritos amigos possam ajudar neste resgate. A oração e o pensamento positivo podem ajudar muito.

      Para quem gostaria de saber mais o que acontece com um suicida depois da morte eu recomendo a leitura do livro que foi psicografado por um suicida. Visite: http://evangelhonolar.com/memorias_de_um_suicida.pdf


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