Publicado por: Espaco Espiritual | sexta-feira, 22 julho 2011

O Africanismo Brasileiro

 

O Africanismo Brasileiro

Ao longo da história da nação brasileira vivenciamos a mesma sendo dominada por povos mais fortes do ponto de vista econômico, principalmente, mas também militar.

Hoje, fruto de um trabalho constante a iniciar-se com o ex-presidente Itamar Franco, pois foi em sua gestão presidencial que o então ministro Fernando Henrique Cardoso implantou o Plano Real. Posteriormente com a continuidade, tendo o próprio FHC no comando nacional e, por fim, essa continuidade da política econômica ter sido mantida nos governos Lula e, igualmente, na atual recém empossada presidente Dilma.

Diferentemente dos discursos políticos que tendem a demonstrar que o novo e o extraordinário que essa ou aquela figura política fez ou faz. A verdade é que se o Brasil já deu certo é fruto do trabalho de governos sucessivos. E se o governo atual é capaz de fazer melhor do que os seus anteriores, nada mais natural. Progressivamente o Brasil está cada vez mais forte e saudável. Graças a Deus!

Em seu princípio, éramos dominados pelos costumes franceses e na economia, pelos ingleses. Nessa época procurávamos imitar os europeus.

Findo a segunda guerra mundial, complicou muito. Pois passamos a incorporar os costumes estadunidenses em nossas vidas e a termos a Casa Branca como CEO de nossos governantes militares.

Da implantação da DEMOCRACIA no Brasil é que iniciamos a nossa verdadeira INDEPENDÊNCIA. E se exponho “implantação” e não, retorno. É senão pelo fato do que antes da ditadura militar o que tínhamos era um engodo político, populismo ou qualquer outro termo. Não um Estado vivendo plenamente a democracia.

Referente ao trabalho que devemos, sim, parabenizar a D. Pedro I e a ação da Maçonaria, esse foi apenas um iniciar louvável e totalmente necessário. Mas apenas muito tempo após é que começamos a usufruí-la.

O quadro acima apresentado é totalmente verdadeiro, apesar de ser apenas uma visão muito superficial do Brasil. Brasil, que hoje não é orquestrado nem por nenhum país europeu ou por EUA. De uma Nação que hoje cumpre, sim, mas as normas e padrões internacionais. E se algo nessas normas mundiais estiverem erradas, nós iremos lutar para consertar. Afinal, não somos uma bolha solta no universo. Mas, sim, uma nação inserida em um mundo chamado Terra.

Mas se o quadro acima apresentado, novamente repito, é verdadeiro. Igualmente é verdadeiro que nos costumes e tradições de nosso povo ainda encontramos ranços de várias fases de nossa história. E é exatamente o que doravante apresentar nesse texto despretensioso.

Entre nós, ainda, encontramos para muitos, de tão acostumados, imperceptíveis traços dos costumes e tradições do Brasil escravocrata. Isso, em pleno Séc. XXI. Observemos, por exemplo, quando em discursos e palestras há eminentes oradores que utilizam os termos: costumes africanistas; africanismo e outros similares. Se não houvesse na utilização desses termos um ranço dos costumes que já deveriam há muito tempo estarem ultrapassados por nós. Igualmente deveríamos utilizar a expressão: europeísmo. Isso, pois muitas tradições e costumes que nosso povo tem.

E por qual razão não a usamos?

Não utilizamos por ser totalmente descabida. Tão descabida quanto à utilização de termos como o africanismo, e assim por diante. Afinal, nossas tradições e costumes, claramente provêm de nossos antepassados europeus e os africanos. Igualmente dos orientais, que em quantidade não pequena vieram e continuam a vir para o amado solo tupiniquim. Isso mais recentemente.

Mas se de forma consciente ou inconsciente utilizamos as expressões que visam demarcar os costumes dos homens brancos dos negros, isso ainda é um traço marcantes das concepções euro centristas, empoeiradas e totalmente ultrapassadas. Ao menos, ultrapassada, a todos os cidadãos do mundo que habitamos. Mundo esse, como bem exposto no texto apresentado nesse blog: Comunicação de Bezerra de Menezes – Mundo de Regeneração. Necessita que todos nós, encarnados, tenhamos um extremo cuidado. Isso, para sermos merecedores de aqui continuarmos na nova fase que, em sua introdução, nos encontramos atualmente.

Há total necessidade, ampliando a nossa responsabilidade em revermos os nossos conceitos e práticas do cotidiano, em observarmos detalhes que a nós, espiritualistas, temos conhecimentos a mais do que os demais habitantes da Terra de outros credos religiosos. Visto que é de nosso conhecimento a informação de que os negros escravos que para o Brasil vieram, a sua maior parte se não for a sua totalidade, passaram a retornar para o Brasil através do processo da reencarnação. Sejam em corpos negros, brancos, morenos e tantas outras formas que em nosso solo encontramos. Conscientes dessa preciosa informação – não temos o direito de continuarmos a efetuar essas separações descabidas, mesmo de brincadeira.

Visto que o Brasil tem os seus costumes e tradições, atualmente, fruto da somatória de TODOS aqueles que contribuíram, no passado, com a formação de nosso povo! E nós ainda mais do que os demais sabemos que esses irmãos retornaram e vivem hoje no mesmo solo que habitamos. E que estão entre nós nas inúmeras formas genéticas de nosso povo. E que, inclusive, nós próprios ou qualquer um de nossos familiares e amigos podem, perfeitamente, ser um dos antigos escravos trazidos para o Brasil.

Assim sendo, o continuísmo das expressões erradas não devemos mais permitir. Não existe, de fato, africanismo ou europeísmo no Brasil atual. Existem, sim, em nossa querida terra brasileira OS COSTUMES E TRADIÇÕES ATUAIS de uma NAÇÃO que não se envergonha da somatória benéfica que resultou no que somos hoje e o que será o Brasil para todos nós brasileiros e para o mundo, de agora em diante. (consultar: Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho – Francisco Cândido Xavier)

Reflitamos, pois, nossas condutas e expressões que habitualmente utilizamos para ver se não há em nós, ainda, os velhos e atrasados conceitos das concepções euro centristas. Necessitamos evoluir muito para merecermos usufruir um planeta que viverá uma nova fase. 

O de mundo em regeneração.

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