Publicado por: Espaco Espiritual | segunda-feira, 20 agosto 2012

HOMEOPATIA e ESPIRITISMO…

HOMEOPATIA e ESPIRITISMO

Vivemos momentos decisivos na história da Humanidade, que se reflete em todos os terrenos do conhecimento. Surgem propostas e modelos explicativos para questões antes inabordáveis, na tentativa de dilatar os horizontes da compreensão, hoje ensaiando apreender pontos transcendentais.

Essa Nova Era, predita e esperada, apresenta no seu limbo a diversidade e liberdade de pensamento e expressão. Facetas da Verdade são abordadas de mil maneiras, possibilitando sintonias diversas, em atendimento às necessidades individuais.

Assim, também no âmbito das terapêuticas, multiplicam-se recursos, apresentando o homem e sua linguagem objetiva e subjetiva, como um universo em si mesmo, a ser devassado.

Ganha força a vertente espiritual do ser como causa primária de muitas enfermidades, ainda que sob denominações diversas.

Avaliando a Homeopatia (homeo. – semelhante phatos – enfermidade) em sua amplitude filosófica, encontramos inúmeros pontos de interseção com a Doutrina Espírita.

Casamento de idéias que nos sustenta a confiança em seus postulados e estimula a continuar buscando, através do seu exercício, auxiliar o homem em crescimento.

A postura do médico diante do enfermo, de onipotência, dono do saber e da arte, cede lugar ao sujeito atuante, participativo, exigindo clareza nas colocações necessárias, paciência diante do limite individual e acima de tudo com compromisso com a Verdade.

“Não te limites a curar apenas os corpos, que tendem a desaparecer nas transformações do túmulo. Trata de elucidar, para curar ‘também as almas, por amor de mim, pois essas são eternas, mais necessitadas do que os corpos, e tenho pressa de que se iluminem com os fachos da verdade. ”

O objetivo da terapêutica homeopática envolve o estado de saúde gerador de possibilidades mais amplas para se atingir os altos fins da existência.

Quais seriam esses altos fins? A felicidade, a paz e serenidade priores, a plena comunhão com a divindade, o encontro do Deus imanente – Deus transcendente?

“O Criador criou todas as criaturas para que todas as criaturas engrandeçam. Para isso, sendo amor, repleto o caminho de bênçãos e luzes, e, sendo justiça, determinou possuísse cada um de nós vontade e razão.”

Origem e causas das enfermidades se conjugam, definindo painéis diversos a retratarem a intimidade do ser, como um núcleo gerador de linguagem própria, mediante o influxo do livre-arbítrio, expressão maior do Amor do Pai. …O verdadeiro homem enfermo é anterior ao corpo enfermo (…). O homem quer e compreende (“…) é o que chamamos vontade entendimento.”

Vontade e razão são atributos conferidos ao homem em sua marcha evolutiva, corolários da vera justiça.

Cabe-nos familiarizarmo-nos com esses componentes de nossa vida psíquica reconhecendo-os e procurando fazer contato com eles, eliminando a ignorância e a lassidão.

Cabe à primeira papel notório na governança de nossa vida mental, e, quando em exercício de suas funções, nos capacita a dar respostas às questões: ‘Que queres que te faça?”(Lucas 18:41) ‘Queres ficar são?” (João 5:6)

Diante dos argumentos acima, perderia o corpo físico a sua importância?

De forma alguma buscamos a “admirável e harmoniosa operação, tanto a respeito das sensações como às funções”. O corpo concretiza a existência do ser na Terra e é através dos seus sintomas que mais facilmente detectamos o que é digno de se curar. Menosprezando esse instrumento, distanciamo-nos do indivíduo.

“O corpo físico, esse templo sublime”, guarda em suas células as impressões das vivências transmitidas pelo plano genético e vibratório, é o repositório de informações de passado longínquo que eclodem em tempo certo. Sem esse dreno do espírito como alcançaríamos o vôo da libertação?

Na grandiosa harmonia universal, é nele que exercitamos o papel de co-criadores em plano menor, sensibilizando elementos celulares com novas cargas eletromagnéticas, nosso bem sentir, bem pensar e bem atuar.

Daquilo que estivermos cultivando em nosso íntimo, exalaremos e impregnaremos o ambiente onde vivemos.

Portanto, plantemos as virtudes no coração para assegurarmos o equilíbrio gerando equilíbrio onde estivermos.

“O homem do futuro compreenderá que as suas células não representam apenas segmentos de carne, mas companheiras de evolução, credoras de seu reconhecimento e auxílio efetivo.”

“A saúde real não se origina no equilíbrio orgânico, que, é por sua vez, resultado da estabilidade espiritual.” (Carneiro de Campos)

Lições da vida repetem conteúdos não trabalhados e que ainda nos aprisionam, seria essa a mancha da alma a ser tratada -Psora – a causa de todas as expressões da enfermidade, o tema central? 


Distanciados da didática Superior, fixamos nosso acanhado “perceber” do momento como sendo a “verdade única”, vivendo sob a “cortina do eu”, condição dualística que procura realçar pontos de vista, diluindo a integração do “ego’ com o “Eu Crístico”.

“Porque todos buscam o que é seu, e não o que é de Cristo Jesus.” (Paulo – Fil. 02:21)

Na trilha da evolução, surgem expoentes oferecendo-nos do seu esforço em benefício geral, como a grandiosidade de Hipócrates, este luminar, que através do seu juramento nos legou a ética no exercício de tão nobre função, junto aos irmãos encarnados.

Hahnemann, renovador da tradição hipocrática, que perseguia a cura como a maior pretensão do médico, e no plano espiritual, continua investindo na busca de novos e mais eficazes recursos de auxílio à Humanidade. Mas, acima de tudo, acrescentando o que o próprio Mestre, o Médico dos médicos, afirmou:

“Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” (Mat. 11:28), definindo que a cura definitiva é conquista pessoal, sob o Amor de Deus.

1 – INTRODUÇÃO

A terapêutica terrena representa abençoado esforço para atender às necessidades do Espírito encarnado, conforme o seu progresso científico, entendimento moral e merecimento espiritual. Foram os êxitos imediatos, atestados pela remoção dos sofrimentos, que deram forças para a Alopatia se tornar a Medicina Oficial, em perfeita coerência com a mentalidade imediatista do homem moderno.

A Homeopatia busca compreender a enfermidade em sua origem imponderável e na sua vertente espiritual, ou seja, dinâmica psíquica da alma.

Ainda são poucos os verdadeiramente interessados, médicos e pacientes, em familiarizam-se com a realidade do mundo psíquico.

O evoluir constante das idéias, fruto da evolução dos seres, especialmente daqueles que se destacam como gênios, grandes artistas, cientistas ou filósofos, abre perspectivas novas que beneficiam a humanidade, impulsionando-a.

Ao estudarmos a vida e os passos seguidos por Hahnemann, percebemos como os pilares dessa nova abordagem terapêutica foram formados.

Ele completou até onde pode, seus discípulos continuaram seu trabalho, favorecendo nossa penetração na essência da “doutrina”.

Muito ainda deverá ser acrescido, ao que já conhecemos, pelos homeopatas do futuro, que conseguirem manterem-se fiéis aos princípios básicos.

2 – HAHNEMANN

Chrinstian Friedrich Samuel Hahnemann nasceu em 10 de abril de 1755, em Meissen, na Alemanha. Em abril de 1843 foi acometido por um episódio de bronquite, que não cedeu. Faleceu em 2 de julho de 1843, em Paris.

Demonstrou sua natureza especial, desde a infância, com grande facilidade para aprender outros idiomas. Dominou o inglês, francês, italiano, latim, árabe, sírio, espanhol e o grego sendo que aos 14 anos substituiu o professor do último.

Esses conhecimentos foram úteis, pois foi graças às traduções que fazia, à noite, que pode completar seus estudos e prover sua numerosa família, durante grande parte de sua vida.

Estudou Medicina em Leipzig, depois em Viena, e defendeu sua tese de doutorado em 1779, em Erlangen.

Aos 26 anos, 1781, casou-se pela primeira vez com Enriqueta Leopoldina Küchler, em Dessau. Tiveram onze filhos, num matrimônio que durou quase 50 anos, pois morreu em 31 de março de 1830. Foi esposa dedicada, passou por provações numerosas, teve vida quase nômade.

Realça o seu valor o fato de que, mesmo sem compreender a majestosa estatura do Espírito que vivia a seu lado, deu-lhe o apoio que precisou para realizar a sua obra genial. O campo familiar foi repleto de aflições.

Alguns dos filhos morreram ainda jovens, as moças casaram-se mal e se separaram o filho sobrevivente formou-se em Medicina e se perdeu pelo mundo, movido por íntima e inexplicável insatisfação.

Em 1835, com 80 anos, casou-se com a jovem Melaine D’hevilly, sua filha espiritual, que compreendia o vulto de sua missão.

Juntos, em Paris, desenvolveram um trabalho crescente até os últimos dias de sua vida. Foi alopata conceituado, em decorrência, especialmente, do seu caráter humanitário. Na sua época, a Medicina era mais contemplativa, limitando-se às descrições da enfermidade.

Até a metade do século XVIII, todas as moléstias eram atribuídas à vacilação de humores, baseando-se a maior parte dos métodos terapêuticos na sangria e nas substâncias purgativas.

Os médicos eram mais homens de pensamento que homens de ação, distanciados do enfermo.


Insatisfeito com os métodos terapêuticos e seus resultados, optou por abandonar o exercício profissional e dedicar-se à tradução de trabalhos científicos, em 1789.

Essa decisão foi tomada após a morte de um amigo, que não conseguiu salvar; para ele, o grande transtorno estava localizado no fato de não curar as enfermidades, mas só ajudar a morrer.

Em 1790, ao traduzir a Matéria Médica de Cullen, professor da Universidade de Londres, no capítulo consagrado às indicações terapêuticas da cortiça peruana, a casca da quinina, usada no tratamento da malária, teve um rasgo luminoso de sua inspiração genial.

Percebeu que havia grande semelhança entre os quadros de intoxicação apresentados pelos trabalhadores do quinina e aqueles da febre intermitente.

Como para obter-se o peso de um corpo é preciso uma balança bem equilibrada, para saber o peso terapêutico de um medicamento seria necessário experimentá-lo no homem são.

Resolveu, então, experimentar nele próprio a droga em questão, e sentiram os sintomas, que são comumente característicos da febre palúdica, apareceu um após o outro.

Diante dessas observações, chegou à seguinte conclusão: “a casca peruana, que é utilizada como remédio contra a febre intermitente, age porque ela pode produzir sintomas similares aos da Febre Intermitente no homem são”.

Aí está o princípio da semelhança e as experimentações no homem são.

Hipócrates, pai da Medicina no Ocidente, representante do sintetismo de Cos, viveu entre 460 a 377 a.C. e foi o primeiro a formular a lei de similitude similia similibus curantur. Ele trouxera a teorização, cabendo a Hahnemann a experimentação e a implantação; por isso, o último é considerado o renovador da tradição hipocrática.

Nos próximos seis anos, de 1790 a 1796, mudou-se por seis vezes, estudando e anotando sintomas de todas as drogas tóxicas, ao longo da história da medicina, e fazendo experimentações em si mesmo e em seus colaboradores.

Como as agravações iniciais eram muito fortes, reduziu as doses. Feita a diluição, o conteúdo era submetido a sucussões com o objetivo de ficar bem misturado, e, assim, surgiu o medicamento dinamizado. Como não eram doses tóxicas, somente alguns indivíduos apresentavam sintomatologia.

Nessa irregularidade de resposta está a chave da Homeopatia, ou seja, a presença reveladora da individualidade, da sensibilidade peculiar de cada um, quer dizer, a maneira de ver, sentir, reagir de cada pessoa, a idiossincrasia.

Viram surgir uma sintomatologia nova da ordem afetivo-instintivo, transtornos de caráter, susceptibilidades alimentares etc.

Passou a usar essas doses pequenas e observou que obtinha ótimos resultados, mas ao cabo de algum tempo os sintomas recidivavam.

Concluiu por mais uma vez: “eu não curo tão pouco com esta forma de atuar, melhoro, melhoro melhor, mas simplesmente melhoro”.

Pensou que deveria existir um transtorno mais profundo, mais sutil, que determinava a persistência da tendência mórbida, quer dizer, um terreno de discrasia.

Em 1796, nasceu a Homeopatia, quando iniciou sua aplicação, após publicação do “Ensaio sobre um novo princípio para descobrir as virtudes curativas das substâncias medicinais, seguido de alguns comentários a respeito dos princípios aceitos na época atual”.

Neste ponto, faremos uma pausa na vida do homem para abordarmos o espírito, que do plano espiritual continuou o trabalho de auxílio ao progresso da humanidade, tendo sido participante ativo na implantação da Doutrina dos Espíritos. Seguem alguns registros:

• 7/5/1856, em Obras Póstumas sob o título Minha Missão, Allan Kardec conversa com Hahnemann e foi desses contatos preliminares com o mundo espiritual que saíram definidos os contornos de sua missão. É bom lembrar que as primeiras notícias a respeito da comunicação dos Espíritos chegaram a Kardec em 1854.

•10/6/1856, em Obras Póstumas, diálogo sobre a escolha de médiuns, sendo uma delas desaconselhada em função do caráter frágil do médium. A vida do mesmo veio a confirmar as previsões feitas.

•13/3/1863, na Revista Espírita, escreve A Medicina Homeopática, com conteúdo esclarecedor. Alguns pontos: “O Espiritismo lhe será poderoso auxiliar”, “Nenhum remédio é indiferente e inofensivo;” “Gostaria de corrigir os abusos e advertir quanto à negligência dos colegas que não estudam o ‘Organon'”.

•1863, em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo IX, item 10 – A Cólera comenta a presença do orgulho de permeio a todas as imperfeições do espírito. “Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao Espírito.” Cabendo a ele modificar suas raízes morais, quando o quer com vontade firme.

3 – NÍVEIS DE CURA

A teoria homeopática repousa no aspecto unitário do ser humano, portanto, o medicamento deve apresentar uma correspondência qualitativa ao desequilíbrio do organismo, naquele momento, e deve ser administrado sozinho.

Seus pilares são:

1) Simila Similibus Curantur;
2) Experimentação no homem são;
3) Medicamento em dose infinitesimal;
4) Medicamento único.

Historicamente, existiram duas fases distintas na evolução da Homeopatia.

1ª fase: Toxicológica.

Em 1796, utilizava-se o medicamento em substância, matéria; tratava-se a sintomatologia clínica com visão e atuação organicista, ou seja, o primeiro nível.

As recidivas não tardavam e com elas a conclusão que não havia sido concretizada a cura.

O primeiro nível de cura é aquele utilizado pelo receituário mediúnico, que muito contribuiu para divulgar e tornar familiar a nova terapêutica.

2ª fase: Idiossincrásica.

Surgiu em decorrência da conceituação de enfermo, da inter-relação do corpo e da mente, descritos no Organon de l’Art de Guérir, publicado em 1810, em Torgau.

Idiossincrasia refere-se à índole do temperamento e do caráter do sujeito, é a enfermidade individual, a forma com que o sujeito manifesta o seu desequilíbrio.

Organon é palavra de origem grega que significa “os meios”.

Nessa fase, propunha-se curar um Terreno Enfermo, com duas formas de atuar.

No segundo nível de cura, a similitude se cumpre, entre enfermo e medicamento, de acordo com uma imagem obtida de uma soma ou mosaico de sintomas. O que se consegue é fazer desaparecer os sintomas, mas não curar o enfermo.

O terceiro nível levanta a sintomatologia miasmática, porque o que deve ser curado em cada caso é a predisposição mórbida profunda:

Psora

Psora é a causa de todas as enfermidades, é a única doença real, a doença da alma.

A terapêutica não é capaz de agir nessa essência profunda, sendo que a saúde máxima que se consegue é um estado harmonioso ou Psora Latente, por ação do medicamento Simillimum.

Ramatis, ao discorrer sobre o assunto, elucida:

“O verdadeiro temperamento fundamental e congênito desse enfermo, que é torturado e modificado por força do clima angustioso que vive no silêncio de sua alma, é que então o médico homeopata terá que identificar…

“Cada pessoa tem um tema central ou desejo principal, que se manifesta na maioria dos seus produtos mentais”.

Avaliando a vida do indivíduo, observamos que é tentado, exteriormente, pela tentação que alimenta em si próprio.

Assumimos atitudes defensivas na tentativa de driblar a ordem, as quais recebem os nomes de Sicose e Sífilis estabelecendo o movimento pendular, de fluxo e refluxo característico da nossa dinâmica de vida.

4 – OBJETIVOS DA TERAPÊUTICA HOMEOPÁTICA

” No estado de saúde, a força vital que dinamicamente anima o corpo material, governa com poder ilimitado e conserva todas as partes do organismo em admirável e harmoniosa operação vital, tanto a respeito das sensações como das funções, de modo que o espírito dotado de razão, que reside em nós, possa utilizar livremente estes instrumentos vivos e sãos para os mais altos fins de nossa existência.”

Aprendemos com os amigos espirituais que a “saúde é harmonia de vibrações”, e que “renascendo no Planeta somos portadores de um fato sujo, para lavar no tanque da vida.

Essa roupa imunda é o corpo causal, tecido por nossas mãos, nas experiências anteriores”.

A reencarnação, mais do que purgar e sofrer as culpas de ontem, tem por objetivo a construção de um futuro, individual e coletivo, melhor.

“Porquanto um anjo descia em certo tempo ao tanque, e agitava a água; e o primeiro que ali descia, depois do movimento da água, sarava de qualquer enfermidade que tivesse.” (João 5:4).

5 – PARALELOS

1) Natureza trina do homem:

“… Considerados desse ponto de vista mais interno, teremos a vontade e o entendimento que formam uma unidade no interior do homem; a força vital, ou seja, vice-regente da alma (quer dizer, o limbo da alma, a substância formativa), que é material, e logo o corpo que é material.”

Um breve comentário sobre Kent, discípulo de Hahnemann e seguidor de Swedenborg. O último, sábio sueco (1688-1772), dominava, praticamente, todo o conhecimento de sua época.

Antecessor e depois cooperador na implantação da Doutrina dos Espíritos, foi o guia espiritual de Andrew Jackson Davis, médium notável americano, que viveu entre 1826 e 1910. Assinou prolegômenos de O Livro dos Espíritos (18/4/1857).

A Doutrina nos diz: “O homem é constituído de Espírito, Perispírito e corpo físico”.

A Força Vital continua sendo um capítulo de difícil abordagem, recebe sinonímia extensa.

Kent introduz a idéia de substância primitiva ou substância simples em perfeita correspondência ao fluido universal ou primitivo.

A forma tem necessariamente algo que a preceda e que é, exatamente, essa substância imaterial modeladora.

Cada elemento, cada ser vivente, cada expressão física possui sua própria substância simples identificadora, que define sua natureza essencial.

Portanto, toda matéria está sujeita a redução, e pode ser reduzida, continuamente, até que se chegue à sua substância simples somente.

A verdadeira força medicamentosa está imanente na substância natural bruta, escravizada, contida, abafada pela matéria, e é atributo da substância imaterial que lhe deu forma.

Do exposto, entendemos como determinados medicamentos homeopáticos de grande utilidade clínica são substâncias inertes, no estado natural ou cru.

Por meio da dinamização cada vez mais alta, se modifica e sutiliza até se obter um poder medicinal, não material.

2) Origem da enfermidade:

“… O verdadeiro homem enfermo é anterior ao corpo enfermo, e devemos concluir que o homem enfermo se encontra em alguma parte que não é anulada depois da morte (…).

O homem quer e compreende ( …) é o que chamamos vontade e entendimento.

Isto é aquilo que pode ser mudado, ou seja, o que é anterior ao corpo.”

“O espírito é que é o ser. Nele se elaboram os quadros da saúde física e mental, tendo em vista as próprias necessidades evolutivas.” (Carneiro de Campos)

“As chagas da alma se manifestam através do envoltório humano.

O corpo doente reflete o panorama interior do espírito enfermo.

A patogenia é um conjunto de inferioridades do aparelho psíquico.”

3) Causa da enfermidade:

“… Tão pronto como um homem leva uma vida desordenada, é suscetível a influências exteriores e quanto mais desordenado vive, é tanto mais suscetível à atmosfera em que vive. Se o homem pensa de uma maneira desordenada, também levará uma vida desordenada e se fará enfermo pelos costumes desordenados de pensar e viver.

Exemplo: A causa do depósito tuberculoso está na psora, no miasma crônico.

“Os bacilos não são a causa da enfermidade, mas vêm depois.”

Na visão espírita:

“… A falta cometida opera em nossa mente um estado de perturbação, ao qual não se reúnem simplesmente as forças desvairadas do nosso arrependimento, mas também as ondas de pesar e acusação da vítima e de quantos se lhe associam ao sentimento instaurando desarmonias de vastas proporções nos centros da alma, a percutirem sobre a nossa própria instrumentação.

(“…) É assim que, muitas vezes, a tuberculose e o câncer, lepra e a ulceração aparecem como fenômenos secundários, residindo à causa primária no desequilíbrio dos reflexos da vida interior”.

“… Sublimamos ou desequilibramos o delicado agente de nossas manifestações, conforme o tipo de pensamento que nos flui da vida íntima. (…)

Quando a nossa mente, por atos contrários à Lei Divina, prejudica a harmonia de qualquer um desses fulcros de força de nossa alma, naturalmente se escraviza aos efeitos da ação desequilibrante, obrigando-se ao trabalho de reajuste.

(“…) A forma de nosso pensamento dá feição ao nosso destino.”

Não conhecer-se a si mesmo, eis a etiologia básica; considerar-se exclusivamente matéria a viver como tal, esta a grande ilusão.

A doença é o “resultado do desequilíbrio energético do corpo em razão da fragilidade emocional do espírito que o aciona”.

“Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, (…)

Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem.” (Marcos 07h21min e 23) Mal pensar, mal sentir e mal atuar constitui as geratrizes básicas dos processos mórbidos.

6 – TRANSTORNOS MENTAIS

Analisando a natureza das doenças crônicas, teríamos a psora como a mais antiga doença miasmática, cuja apresentação é extremamente variável, tornando-a, muitas vezes, irreconhecível. 


Todas as moléstias miasmáticas que evidenciam transtornos locais peculiares na pele estão sempre presentes na forma de moléstias internas no sistema, antes de se mostrarem. A doença interna fundamental necessita de tratamento para que abandone o corpo.

Ainda que sua expressão superficial desapareça espontaneamente, a raiz interna permanece em evolução.

A linguagem da enfermidade é a linguagem dos sintomas.

As sensações mórbidas em um organismo sadio deverão ser consideradas em primeiro lugar.

O verdadeiro estudo do homem enfermo é a meditação sobre seus sintomas e ao reconhecê-los chegamos à condição de prescrever com habilidade.

As doenças mentais são de origem psórica, com alterações da disposição e da mentalidade.

Elas deverão ser curadas da mesma maneira que as demais doenças, mediante o uso de um medicamento que promova no corpo e na mente um estado patológico tão semelhante quanto possível ao caso patológico que confrontamos. Parágrafo 214 (Organon, Hahnemann).

A tomada do caso envolve anotar cuidadosamente as mínimas peculiaridades. Muitos pacientes ficam tão acostumados com seus sofrimentos que não lhe dão importância.

Esses sintomas são geralmente cheios de determinação da escolha do medicamento.

Deve-se inquirir sobre o quadro completo da doença, dando toda credibilidade à descrição de padecimentos e sensações – (Organon) embora possa acrescentar o depoimento de familiares e amigos.

Os sintomas peculiares falam da idiossincrasia e constituem, portanto, o guia seguro para obtenção da cura.

O médico e aqueles que cuidam dos pacientes com distúrbios mentais devem sempre tratá-los como se fosse lúcidos.

(Organon) Essa postura respeitosa tem sido objeto de estudo e mudança de paradigma no que tange ao saber psiquiátrico, ao em que o paciente “objeto” de interesse e tratamento passa a ser visto como o “sujeito” enquanto cidadão.

De elemento passivo, o ser passa a agente ativo com compromisso e responsabilidade na conquista de uma nova expressão da vida.

Muitas vezes, o próprio paciente é obstáculo ao tratamento.

Sua disposição poderá necessitar ser dirigida, encorajada ou modificada.

Outra ordem de obstáculos são a postura do médico que elege medicamentos favoritos, como também a presença na dieta do paciente ou mesmo o uso de qualquer substância de ação medicinal.

Na renovação de tais elementos, deveríamos sugerir recreações inocentes morais e intelectuais, exercícios ativos ao ar livre em qualquer condição de tempo.

Das colocações clássicas acima, surgem os questionamentos de ordem prática. Com o objetivo de não limitarmos tal exposição ao nosso depoimento pessoal, recorremos a um grupo de 18 homeopatas que ao responder pequeno questionário, enriqueceu e corroborou aquilo que vivenciamos nesses dez anos de exercício da Homeopatia.

Citaremos a síntese de tal procedimento.

1) Você valoriza os sintomas mentais como sendo aqueles de alta hierarquia, “síndrome mínima de valor máximo”.

Responderam: sim – 10; não – 3; nem sempre – 5. Há valorização do mental desde que este seja realmente um sintoma modalizado.

2) Quais os diagnósticos clínicos, envolvendo “a saúde mental”, mais atendidos? Cite cinco.

Respostas obtidas: Depressão (9); Ansiedade (8); Síndrome do Pânico (5); Neuroses (3); Disfunção Cerebral Mínima (3); Esquizofrenia (2).

Foram feitas 27 citações distintas, fato que demonstra e dilui, naturalmente, a importância do diagnóstico clínico para realçar a valorização de outros diagnósticos:

Tomada do caso, diagnóstico miasmático, observações prognosticas, diagnóstico do medicamento, diagnóstico de potência, úteis no encaminhamento da abordagem terapêutica.

3) Das queixas abaixo, assinale as cinco mais freqüentes.

Agressividade, Alucinação, Angústia, Ansiedade, Delírio, Depressão, Desânimo, Ilusões, Insatisfação, Insônia, Irritabilidade, Medo, Rituais, Sensações, Sintomas Produtivos, Tristeza, Outros (citando-os).

Essas queixas foram eleitas após avaliação feita com grupo de psiquiatras que respondeu outro questionário e as citaram como os cinco sintomas, usualmente, geradores da busca do tratamento psiquiátrico.

Ocuparam destaque: Ansiedade (18), Depressão (15), Insônia (12), Irritabilidade (9) e Insatisfação (7) na enquete feita com os homeopatas.

4) Acha válido e associa o medicamento homeopático, em pacientes que estão em uso de medicamentos alopáticos (psicotrópicos)?

Todos responderam sim, postura justificada em decorrência da insegurança do paciente e familiar, tornando-se necessária a manutenção de drogas ativas com o tratamento homeopático.

5) Observa resposta favorável na associação acima?

Novamente todos responderam que sim, percebendo demanda de menores doses dos medicamentos alopáticos, restrição no tempo de uso, sendo muitas vezes suspenso pelo próprio paciente.

Há maior tranqüilidade do paciente e melhora de alguns sintomas não tocados pelo tratamento inicial isoladamente.

6) Quais as especialidades farmacêuticas integrantes dessa associação? Cite três.
Ansiolítico (12); Antidepressivo (10); Neuroléptico (5).

Esse resultado está em perfeita coerência com aqueles encontrados na questão.

7 – CONCLUSÃO:

CONCLUSÃO

Muitos são os caminhos utilizados pelos homens, mas só o caminho interior o levará ao seu objetivo maior, ser feliz e viver em paz.

Nossos amigos espirituais vêm nos esclarecendo para que nosso retorno ao Pai se opere de forma serena e segura, o mais prontamente possível.

E é no conteúdo de suas mensagens; que buscamos os recursos que corroboram as nossas conclusões.

1 ) Corpo físico é instrumento indispensável em nossa trajetória evolutiva, dreno do espírito.


‘… “Todas as doenças da patologia médica são de difícil recuperação podem ser consideradas espiritualmente como escoadouros dos Múltiplos Detritos Morais.” (Carneiro Campos).

‘… “A carne, de certo modo, em muitas circunstâncias não é apenas um vaso divino para o crescimento de nossas potencialidades, mas também uma espécie de Carvão Milagroso; absorvendo-nos os tóxicos e resíduos de sombra que trazemos no corpo substancial.”

“A enfermidade é um desequilíbrio centrífugo cuja raiz se localiza no Espírito, projeta-se no Perispírito e alcança o corpo em sua última expressão. Nosso estadiamento temporário na carne representa um excelente recurso terapêutico, e o prognóstico é ótimo em todos os indivíduos.”

2) O próprio indivíduo é o médico de si.

“… E é ainda na alma que reside a fonte primária de todos os recursos, medicamentos definitivos.

A assistência farmacêutica do mundo não pode remover as causas transcendentes do caráter mórbido dos indivíduos. O remédio eficaz está na ação do próprio espírito enfermiço.

(..) O homem tratará da saúde do corpo, até que aprenda a preservá-lo e defendê-lo, conservando a preciosa saúde de sua alma..”

Diante da dor, nosso posicionamento íntimo é decisivo. Assumindo uma atitude corajosa de examinar, enfrentar e remover a causa, que caracteriza a resignação dinânimica.

O trabalho nas causas pressupõe recursos hábeis: “educação do pensamento, disciplina de hábitos e a segurança das metas”.

” Educar a mente, disciplinando a vontade, constitui o passo inicial para extirpar as causas das aflições, infundindo responsabilidades atuais, geradoras, por sua vez, de novos resultados saudáveis, para propiciarem o futuro bem-estar a que se está fadado.”

“… Não penses jamais em tua enfermidade e tão pouco ingiras drogas.

Basta!

Em vinte anos de enfermidade, tratando com as maiores sumidades da terra, não compreendeste ainda que teu mal é de origem psíquica?

– Trata, antes, de te renovares para Deus, isso sim! A fim de curares teus sentimentos infelicitados pelas paixões inferiores (…)

Se não quiseres, em outra existência porvindoura, renascer em piores condições. Saneia a mente, impondo-te disciplinas reeducativas, com o estudo sobre ti mesmo e as leis da vida, que desconheces.

E ressuscita o coração nas claridades do Evangelho, que te descerrará novos horizontes a conquistar.” (Ressurreição e Vida)

A lei de Hering, quando em vigência, demonstra que o sentido da cura é o mesmo trilhado pela enfermidade. Os sintomas desaparecem numa das quatro direções seguintes:

• do centro para a periferia do corpo;
• do alto para baixo;


• dos órgãos mais vitais para os menos vitais;
• ou, finalmente, na ordem inversa de sua aparição, isto é, os mais recentes desaparecerão primeiro e os antigos por último.

Quando nos dispomos a trabalhar a reforma íntima, há um período de luta interna, de crise ou conflito e podemos nos deixar levar pelas emboscadas do desânimo recaindo no estado enfermiço anterior.

Com a manutenção da vontade ativa, obteremos resultados satisfatórios, pelo reajustamento da personalidade.

“E Jesus, vendo este deitado, e sabendo que estava neste estado havia muito, disse-lhe: QUERES ficar são?” (João 5:6)

Leon Denis, em O Problema do Ser, do Destino e da Dor comenta, com grande poesia, a força da vontade, e o que ela opera em nós.

“Cada alma é um foco de vibrações que a vontade põe em movimento.

O poder da vontade é ilimitado, o homem consciente de si mesmo, de seus recursos latentes, sente crescerem suas forças na razão dos esforços.

Para ser feliz basta que o queira com energia e constância.

Podeis vir a ser o que quiserdes. Da força mental emanam todas as forças magnéticas e físicas. 


Quando tiverdes conquistado este domínio sobre vós mesmos, não mais tereis que temer os retardamentos nem as quedas, nem as doenças, nem a morte; tereis feito de vosso ‘eu’ inferior e frágil uma alta e poderosa individualidade.” (Léon Denis)

3) Saúde é harmonia da alma.

Através de experiências repetidas, nossa consciência se ampliará e incorporaremos o verdadeiro sentido da saúde.

“… a saúde é a perfeita harmonia da alma, para obtenção da qual, muitas vezes, há necessidade da contribuição preciosa das moléstias e deficiências transitórias da Terra.”

“… A saúde real não se origina no equilíbrio orgânico, que é, por sua vez, resultado da estabilidade espiritual.” Carneiro de Campos

O apóstolo Paulo demonstrou-nos que a imunidade perfeita vem da posição de sintonia com as leis da vida. Ilustra-nos o episódio ocorrido, logo após o naufrágio, na ilha de Malta: “…mas, quando o Apóstolo atirava um feixe de ramos secos à labareda crepitante, uma víbora cravou-lhe na mão os dentes venenosos.

É que os naturais da ilha, observando o fato, davam alarme, asseverando que o réptil era dos mais venenosos da região, e que as vítimas não sobreviviam mais que horas.

(…) Diante do prognóstico dos nativos da Ilha, Timóteo aproximou-se mais intimamente e buscou cientificá-lo do que diziam a seu respeito.

O ex-rabino sorriu e murmurou:

– Não te impressiones.

As opiniões do vulgo são muito inconstantes, tenho disso experiência própria.

Estejamos atentos aos nossos deveres, porque a ignorância sempre está pronta a transitar da maldição ao elogio e vice-versa.

É bem possível que daqui a algumas horas me considerem um deus.

“Com efeito, quando viram que ele não acusava a mais leve impressão de dor, os indígenas passaram a observá-lo como entidade sobrenatural.”

No estado de harmonização interna, ou psora latente, o indivíduo situa o seu tema básico e aprende a conviver com sua carência básica, que é o estímulo para sua ascensão espiritual, sem empreender medidas defensivas para “esconder”, de si mesmo, a sua vulnerabilidade.

“Depois Jesus encontrou-o no templo, e disse-lhe: eis que já estás são; não peques mais, para que não te suceda alguma coisa pior.” (João 5:14)

Depende de nós a manutenção da saúde ou a queda em novas situações conflitantes, geradoras de sofrimento.

O altruísmo, expressão superior do sentimento de amor enobrecido, dilatação da solidariedade, lição viva de caridade, fomenta a vigência da saúde integral.

A sua vivência requer algumas conquistas: generosidade geradora de serenidade; paciência que sabe aguardar a realização almejada; coragem para enfrentar a luta e perseverar; esforço bem direcionado para crescer e melhorar-se; estratégia, ou seja, parar para refletir, recuar para ganhar forças sem perder de vista o objetivo de avançar sempre; e concentração do pensamento nas metas, ampliando os horizontes e fortalecendo o íntimo.

“O pensamento de fraternidade e compreensão com que nos recordamos do próximo transformar-se-á em fator de nosso equilíbrio.” (Emmanuel)

4) Evolução na abordagem terapêutica.

Em março de 1875, Hahnemann, em mensagem recebida por madame W. Krell, em Bordeaux, França, nos coloca a par da importância e benefícios obtidos com o uso dos fluidos e afirma: “a Homeopatia é o primeiro passo dado nesse sentido: o segundo, mais amplo, será a medicação por meio dos fluidos, o terceiro será a medicação puramente espiritual”.

“(…) lá estaremos novamente para fazê-los avançar mais e experimentar a medicação fluídica, objeto de nossos estudos atuais.”

Interessante observar a estreita relação entre o trabalho de médicos homeopatas e a valorização dos recursos terapêuticos espirituais.

“Foram, eles, os médicos homeopatas (Bento Mure e Vicente Martins que chegaram ao Brasil por volta de 1840), que iniciaram aqui os passes magnéticos, como imediato auxílio das curas.”

Temos progredido na busca das origens profundas de nossas dores, e conseqüentemente, dos meios de saná-las.

Recorremos a Emmanuel que tão bem elucida sobre esse novo ciclo evolutivo da Humanidade, caracterizado pela vigência da medicina eminentemente espiritual.

Suas bases estão assentadas numa nova postura: “O homem terá de voltar os olhos para a terapêutica natural, que reside em si mesmo, na sua personalidade e no seu meio ambiente”.

Pois a cura definitiva do Espírito só será alcançada sob a terapêutica sublime e certa dos princípios vividos por nosso Mestre Jesus.

5) Aos profissionais da área de saúde um lembrete:

“Os sãos não necessitam de médico, mas sim os enfermos.

Ide e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não holocausto; pois não vim chamar os justos, mas os pecadores ao arrependimento”. (Mat. 9:13)

O apelo da misericórdia é o exercício da compaixão, esclarecendo sempre; pois mais doentes do que nós, são aqueles que ainda desconhecem as leis do amor.

“… Não te limites a curar apenas os corpos, que tendem a desaparecer nas transformações do túmulo.

Trata de elucidar, para curar também as almas, por amor de mim, pois estas são eternas, mais necessitadas do que os corpos, e tenho pressa de que se iluminem com os fachos da verdade.” (Ressurreição e Vida).

Dra. Lenice A. de Souza (Médica pediatra – A.M.E.)

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