Publicado por: Espaco Espiritual | sábado, 25 janeiro 2014

PERCEPÇÃO DE DEUS

Deus 2

PERCEPÇÃO DE DEUS

 

Certa feita em uma escola de médio porte um professor substituto foi chamado as pressas pois um dos professores adoecera. Ao entrar na sala de aula e apresentar-se, foi logo indagando a uma garotinha que se sentava a primeira carteira de uma das filas.

– O que é a luz para você? – Muito tímida eis que a garota respondeu.

– Desculpe professor, não posso ver a luz por que nunca vi a luz. Desde que nasci eu não enxergo… Mas, penso que a luz deva ser como um abraço que Deus dá. Carinhoso, quentinho, aconchegante e que enche de vida a quem o recebe, assim como o de papai…

Assim como a garotinha acima, a humanidade ainda não consegue definir o que seja Deus em sua plenitude, mas pode identificar alguns de seus atributos, que de modo algum lhe deva faltar. Diz os historiadores, pautados por fatos e artefatos históricos encontrados ao longo do tempo, que a percepção de Deus e de seus sinais distintivos, mudou com o progresso da humanidade.

Para os povos mais antigos, deus – com d minúsculo mesmo, eram as forças da natureza, e dessa forma naturalmente para eles haviam muitos “deuses”, como o deus chuva, o deus trovão, o deus fogo, o deus terra etc., e cada um com características próprias  responsável por este ou aquele departamento da natureza. Foi apenas com os hebreus que a humanidade começou de forma mais lúcida perceber a divindade única que cria e rege o universo. A humanidade tem uma dívida de gratidão para com esse povo, pois foram os primeiros a reconhecerem e aceitarem a existência de apenas um único Ser Supremo, mesmo que com todas as qualidades humanas predominantes a época em que viveram: violento, vingativo, julgador, intolerante, castigador… Vale ressaltar que é deste povo que surgiram Judeus e Palestinos, e seria o berço do Cristianismo.

Com o Cristo Deus torna-se o amor, um Deus imparcial que ama a todas as suas criaturas indistintamente e que as cria com as mesmas possibilidades, capacidades e oportunidades para progredirem. Um Deus que nunca para de agir e que a todos convida a agirem também, construindo assim o reino dos céus dentro de nós e contribuindo na construção deste nos outros, apenas por amor ao semelhante. Um Deus que sempre faz o que é melhor para nós, mesmo que no momento que passamos, seja de alegria e felicidade, seja – e principalmente, por situações angustiosas, não compreendamos suas formas de educar o espírito individual e imortal que somos. Um Deus que perdoa indistintamente e sempre, quando para isso nos colocamos em condição de receber este, ao perdoarmos os outros quando estes nos ofendem, em fim um Deus de amor.

Nos últimos milênios, a humanidade progrediu significativamente, destacadamente no campo intelectual e mesmo que ainda nos falte um sentido para entendermos a natureza intima de Deus, já somos capazes de perceber alguns atributos que não lhe podem faltar sem ferir a razão, abstração feita de todo e qualquer crédulo religioso.

“Deus é sempiterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.” (O Livro dos Espíritos).

Reflitamos sobre estas características que nossa apequenada e vã razão nos permite entrever e analisemos se eles estão de alguma sorte em desacordo com o Deus de amor anunciado por Jesus. Se ainda não conseguimos penetrar na natureza íntima de Deus, isso não nos tira a responsabilidade de por uma ação consciente, refletir, pensar, buscar compreender, questionarmo-nos sobre aquilo que não lhe deve faltar, já que todos somos criados por Ele com estas capacidades, e segundo o Cristo “sua imagem e semelhança…”

 

Fonte: Internet

BIBLIOGRAFIA

KARDEC. Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução Guillon Ribeiro. 89. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2007.

 

 

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