Publicado por: Espaco Espiritual | quarta-feira, 7 maio 2014

OS APRENDIZES DE FEITICEIROS

Amanto (1)

OS APRENDIZES DE FEITICEIRO

 – Amanto, – disse Neiva – de tudo isso que você me mostrou e contou, não consigo formar uma idéia de conjunto do porquê de tantos altos e baixos, tantos fracassos. Afinal, esses séculos de lutas, com instrumentos tão preciosos nas mãos dos espíritos evoluídos, tudo isso para termos um fim melancólico como esse que está sendo profetizado? Onde está a lógica disso tudo?

– Neiva, – respondeu ele – você conhece a lenda do aprendiz de feiticeiro?

– Não, nunca ouvi falar dela.

– Certa vez, diz a lenda, um mago poderoso, que vivia num castelo, saiu para uma viagem e deixou seu aprendiz tomando conta da casa. Este, tão pronto se viu a sós, resolveu experimentar os conhecimentos que julgava haver aprendido do seu mestre. A primeira coisa que lhe ocorreu foi usar aqueles poderes mágicos para executar as tarefas desagradáveis pelas quais era responsável. Assim, usando as palavras apropriadas, ordenou à vassoura que varresse o castelo, e esta entrou em ação na mesma hora. O mesmo aconteceu com o balde de água, e o aprendiz se deleitou com seus poderes. Mas, a vassoura varria tanto e o balde jogava tanta água, que o castelo começou a ser inundado. O aprendiz não sabia as palavras mágicas para pará-los.

– E como terminou a estória?

– Não sei bem. Creio que o feiticeiro pressentiu qualquer coisa de errado, e voltou a tempo de salvar o castelo, mas não pode impedir o aprendiz de quase morrer afogado e de passar um bom susto…

– Quer dizer nós estamos na mesma situação desse aprendiz?

– Em termos, de certa forma, sim. Através de todos os tempos, os Mestres promoveram todo o necessário a cada situação, a cada programa civilizatório, sempre visando adequar o planeta para a realização dos espíritos, dar a eles os meios de continuar sua evolução e colaborar na obra divina.

– Mas, Amanto, esse é outro ponto que a gente sempre interroga. Afinal como é isso? Os espíritos são perfeitos e, depois, decaem, passam a precisar evoluir de novo?

– Minha filha, essa pergunta vem sendo feita pelos Homens há milhares de anos. A mesma interrogação é feita em outros recantos do Universo, mas a resposta é sempre o silêncio e a incógnita. E possivelmente obtenhamos essa resposta quando estivermos integrados em Deus. Talvez os espíritos que já atingiram essa meta saibam o porquê de tudo! Mas, isso é impossível, tanto para você como para mim, pois somos, apenas, retas entre o menos e o mais infinito, somos espíritos a caminho… Voltando ao nosso aprendiz de feiticeiro, no caso o ser humano desses últimos trinta e dois mil anos, eles muitas vezes usaram sua mágica para varrer e lavar. Veja o exemplo dos Incas, dos Maias e dos Astecas. Eram herdeiros de profundos conhecimentos científicos, recebidos de seus ancestrais, aos quais tinham acesso através da herança tecnológica arquivada no recesso dos seus templos e palácios. Entretanto, esse tesouro era usado para o engrandecimento de seus egos hipertrofiados, do seu egoísmo palaciano e de suas conquistas insensatas. Preocupavam-se, muito, em receber, obter cada vez mais assistência dos Mestres, e, para isso, não poupavam esforços. Por isso, construíram complicados sistemas de propiciação aos deuses e observavam religiosamente seus calendários iniciáticos. Tudo visava a obtenção de energias do Céu, no caso representadas pelo deus Sol e pela deusa Lua. Pelo que a história da Terra registra, eles rezavam mais do que trabalhavam.

– Mas você não pode dizer que eles não trabalhavam! Se assim fosse, como é que poderiam ter construído aqueles majestosos monumentos, que até hoje estão de pé?

– Tais monumentos não foram feitos com o trabalho braçal. Isso é um engano que os cientistas cometem, ao interpretá-los em termos da atual capacidade humana e devido ao desconhecimento das técnicas empregadas naquele tempo. As teorias atuais se ressentem de lógica. A confusão ainda é maior devido à interpretação religiosa que se dá, atualmente, aos fatos, ou melhor, somente religiosa. É preciso unir as duas coisas, os atos psicofísicos e as finalidades do espírito, para se ter uma idéia mais precisa. Já lhe disse que não só os monumentos como, também, as cidades, foram feitos mediante processos fisioquímicos e forças magnéticas. Os construtores eram os nobres, os sacerdotes e os especialistas nas várias artes e ciências, principalmente os astrônomos. O povo mesmo, as massas daqueles tempos, era apenas espectador. Aliás, isso pode ser facilmente verificado nos episódios registrados em épocas mais recentes, como, por exemplo, no Século XVI da era atual. Toda a classificação sociológica dos povos antigos demonstra, sempre, essa defasagem entre os círculos dominadores e as massas.

– Mas, isso não é assim, também, em nossos dias?

– Sim, mas com distanciamento bem menor e com o fenômeno participativo cada vez maior. Mas, entre os Incas, por exemplo, a distância era imensurável. As referências a essas civilizações são sempre em termos de monumentos, riquezas em metais preciosos, rituais estranhos e templos. A gente não houve falar de ruas, casas, comércio e povo. Veja a facilidade como abandonavam suas cidades e se mudavam para outros sítios. Eles não tinham muito a carregar; os dirigentes, porque refaziam suas coisas com relativa facilidade, e os da periferia porque viviam do meio ambiente, sem muitas exigências. Até hoje isso pode ser visto nos países latinos, essa defasagem entre o monumental das cidades e a pobreza dos bairros, subúrbios e zonas rurais. O exemplo mais frisante se encontra na história dos Maias, que ocupavam a península de Yucatan.

– Mas, Amanto, isso faz surgir uma indagação: por que, realmente, eles se mudavam e abandonavam suas cidades? Pelo que ouvi um professor de História dizer, isso constitui um dos maiores mistérios dessas civilizações.

– Devido à degenerescência da natureza em torno deles, dado o abuso das forças nobres como o magnetismo, a fissão atômica e a fisioquímica em geral. Essas forças provocavam alterações na coesão molecular das coisas vivas e, com isso, seu enfraquecimento. As plantas e os animais morriam com facilidade, enquanto os seres humanos se tornavam apáticos e preguiçosos. Isso explica, em parte, a derrota desses povos diante dos espanhóis, numericamente inferiores, e as humilhações sofridas diante dos invasores. A história dos Astecas demonstra isso claramente.

– Mas, se eles podiam manipular forças atômicas e magnéticas, e tinham tais conhecimentos científicos, como no caso da Astronomia, como é que se explicam essas contradições que tanto confundem os pesquisadores atuais?

– Já lhe falei, Neiva, das dificuldades da transformação dos Capelinos em terráqueos, da adaptação desses espíritos à missão a que se propuseram. Mesmo depois do desaparecimento dos Equitumans e das catástrofes que se sucederam na superfície terrestre, eles continuaram indecisos quanto ao rumo certo. Milhares de anos se passaram, cerca de cento e vinte e cinco séculos depois da tragédia do Titicaca, até surgirem os conceitos da realidade humana, da necessidade de autonomia, do uso do livre arbítrio e do caminho criativo. Podemos traçar uma analogia desses tempos com o fenômeno migratório atual. Os imigrantes que chegaram ao Brasil nos fins do século passado, principalmente no Sul do país, levaram três gerações para abandonar os hábitos de seus países de origem, e assim mesmo ainda se nota, nos seus descendentes, a nostalgia, o saudosismo. A maior dificuldade era a adaptação ao ciclo vital – nascer, viver, reproduzir, morrer e nascer de novo. Sua grande preocupação era a de garantir os vínculos com os Mestres, e isso durou até a derrocada diante dos europeus. Aliás, esse traço da psique, de se garantir fora de si mesma, se renova agora, nas preocupações com o extraterreno, na busca de novos mundos, onde possa se perpetuar.

– Mas, – perdoe-me por tantos “mas” – você não disse que a derrota dos Equitumans foi devida à perda de sintonia com os Mestres, com os planos originais? Como explica você, agora, que seu fracasso seria devido a essa mesma preocupação?

– Isso se explica, Neiva, pela errônea interpretação de Deus. Eles se esqueceram, como o Homem sempre se esquece, de que Deus é intrínseco na natureza, no íntimo do ser e não exterior a ele. A projeção antropomórfica é que O faz assim. Em vez de se voltarem para si mesmos, de usarem sua força criativa e seus instrumentos no fazimento do mundo, na tarefa construtiva, eles se preocuparam mais em manter vivo seu cordão umbilical e em voltar para o útero materno. Aliás, as pirâmides nos dão uma idéia bem aproximada disso. Enquanto eles usavam a energia atômica, até para a iluminação delas, nos arredores os homens plantavam milho e trigo com paus pontudos, na forma mais primitiva. O mesmo sucede hoje, num paralelo absolutamente nítido. Enquanto os cientistas colocam milhares de custosos satélites em órbita e fabricam onerosas bombas atômicas, populações inteiras morrem de fome e a superfície do planeta se esvai no enfraquecimento progressivo da natureza. Esse é o aspeto fundamental de todos os problemas que afligem o Homem. É na luta básica dos campos de força que está situada a defasagem. O planeta foi planejado para determinada tônica de coesão molecular, uma dinâmica que se ajusta automaticamente a cada estágio posicional em relação ao sistema. A utilização de energias nobres deveria ser feita com critério espiritual, isto é, apenas nas tarefas criativas de impulso e em harmonia com o sistema. Nesse caso, “deus” seria considerado como “criador”. Mas, se essas forças são usadas indiscriminadamente, sem o planejamento cuidadoso, elas se transformam em destruição, e, nesse caso, “deus” se confunde com “vingança”. O mundo que, depois, se chamou América, se enfraqueceu no contraste energético, e isso se verifica na atual desarmonia da superfície, na sucessão de florestas e desertos e nas contradições da dinâmica humana. Por isso, as civilizações pré-colombianas eram civilizações de pedra. As florestas que, atualmente, cobrem suas ruínas, resultam de um custoso trabalho da natureza na retomada da tônica adequada. Houve um momento em que a Humanidade pareceu compreender isso: no Século XIX. Observe a história atual e você verificará os movimentos sérios que nasceram naquele século. Mas a euforia resultante está levando, novamente, ao fracasso. Se não houvesse o desencadeamento mal feito da energias atômicas, não haveria o triste 1984, que já começa a se manifestar. Os atuais aprendizes de feiticeiro se comprazem em “varrer” territórios com a bomba atômica, esquecendo-se de que são incapazes de parar as “vassouras” e os “baldes de água”. Isso explica, Neiva, a ausência de provas das civilizações mais antigas. Seus restos foram devorados nas transformações ciclópicas sofridas pela natureza. Depois, na medida em que a tônica própria foi sendo readquirida, o planeta foi conseguindo conservar suas amostras civilizatórias, que permitem as atuais cronologias da História. De cinco mil anos A.C. para trás, apenas existe o nada, ou o quase nada…

Neiva se quedou pensativa. No plano etérico em que se encontrava, na sintonia cada vez mais perfeita com sua existência transcendental, ela compreendia as lições profundas que estava recebendo. Mas, o ser humano que havia nela se manifestava, na preocupação de armazenar informações. Procurando manter os pés na Terra, ela se defendia com perguntas que Amanto, pacientemente, respondia.

– Amanto, – pergunto ela – e as pirâmides? Explique melhor sobre elas.

– Sim, explico. O grande Jaguar, o Tumuchy, era um cientista, conhecedor profundo da fisioquímica, e, com sua chalana, ele viajou para o Egito e outros pontos do planeta. Ele trabalhava com maestria o cobre e seus compostos e, com isso, ensinou a fundir grandes tubos e utensílios de metal, que eram usados em vários pontos da Terra. Isso permitiu o florescimento de núcleos tecnologicamente avançados, sendo um deles localizado na região coberta, atualmente, de gelo, que correspondem ao Pólo Norte e à Sibéria. O degelo dessa região, agora começando, vai revelar tudo isso. Mas, foi no Egito que teve início a conscientização da realidade humana. Observe a história dos egípcios, e verá as transformações básicas que ali tiveram lugar.

– E essas máquinas, esses tubos, ainda existem?

– Sim, são coisas recentes, de cinco ou seis mil anos passados. Sob a areia dos desertos e no fundo lamacento do Nilo, encontram-se objetos que irão espantar os cientistas de hoje, quando forem encontrados.

– Mais uma pergunta: essa história da arca de Noé tem algum fundamento?

– Há muitos fatos que se transformam em lendas. Na verdade, sempre existiram noés que precederam as catástrofes. Essa lenda se prende à seleção do mundo animal, feita sob a orientação dos Mestres. Sempre foram feitas experiências nesse sentido, e a habilidade do Homem em relação aos animais existe até hoje. Veja a miscigenação dos rebanhos atuais e todas as experiências com animais, e você poderá fazer uma comparação com o que acontecia.

– Outra pergunta, sobre essa questão de contatos com os Capelinos. Quais os problemas que havia?

– Os mesmos que existem hoje. Nós habitamos um planeta de constituição diferente, embora física, material. Para que possamos nos aproximar em nosso estado natural, somos obrigados a alterar o campo vibratório dos lugares onde chegamos, e isso provoca uma série de alterações na natureza. Assim mesmo, não podemos sair do interior de nossas naves, pois seríamos esmagados pela densidade do plano da Terra. Naqueles tempos, ainda conseguíamos estabelecer bases na superfície, onde podíamos sair das naves com relativa segurança. Mas isso era uma anormalidade que exigia enorme dispêndio de preciosas energias, e só era feito em função dos planos da época. Mas não era qualquer ser humano que podia chegar até nós. Apenas os missionários, que tinham o conhecimento das técnicas empregadas e organização física adequada, o faziam.

– E essas bases, como eram elas?

– Campos magnéticos preparados no subsolo e delimitados na superfície. Ainda hoje, se os cientistas usarem instrumentos adequados, eles irão detectar a diferença desses solos em relação às regiões circunvizinhas. Em sua maioria, esses pontos eram demarcados, e a aproximação totalmente vedada aos seres humanos comuns. Tais lugares ainda são considerados sítios sagrados ou malditos, conforme o folclore local, pois são, realmente, inadequados ao equilíbrio psicofísico dos seres humanos. Esse mesmo fenômeno ocorre em todos os lugares onde foram utilizadas energias magnéticas ou atômicas. Os discípulos do Jaguar usavam uma espécie de pincel atômico, que lhes permitia esculpir, com perfeição, os mais duros metais ou pedras. Os ambientes onde trabalhavam, bem como os objetos, ficavam emanados com essas energias, e se transformavam em tabus. Com o passar do tempo, essa emanação vai desaparecendo, mas ainda existe muito perigo nesse sentido. O desequilíbrio que isso provoca é facilmente confundido com problemas mediúnicos, daí surgirem as lendas e superstições. Naqueles tempos, isso mantinha os curiosos afastados, mas isso gerou o mistério religioso. Tais mistérios sempre foram habilmente utilizados pelos sacerdotes de todos os tempos, e incorporados aos rituais. No Templo de Salomão havia uma câmara onde somente o supremo sacerdote entrava, uma vez por ano.

– E havia algum perigo para outra pessoa que penetrasse nessa câmara?

– Havia, sim, Neiva, porque ali estava localizado um núcleo de captação de energias que somente aquele sacerdote sabia como manipular. O fenômeno acontece, hoje, no Templo do Amanhecer. O cristal que existe na cruz, atrás da Pira, emite um tipo de energia recebida do plano astral. É por isso que o ritual exige a abertura dos braços quando se cruza a linha mediana do Templo. Mas a energia que é emitida no Templo não oferece perigo algum para as pessoas de fora do ritual, pois não estão sintonizadas com a onda vibratória emitida. Já os médiuns em trabalho, recebem uma pequena carga todas as vezes que atravessam a linha de emissão.

– Quer dizer que os médiuns que atravessam a linha sem fazer o gesto apropriado recebem carga?

– Receberiam, se não fosse a proteção das entidades que os assistem. Você sabe muito bem, filha, o trabalho que nos dá a proteção dos médiuns incautos!… É preciso não esquecer que, embora semelhantes, os fenômenos são diferentes. No caso das civilizações antigas, eram energias fisioquímicas, mas, no presente caso, se tratam de energias ectoplasmáticas, flluídicas.

– Amanto, ainda lembrando Noé, o mundo não foi inundado naquele tempo?

– Não, se você se refere ao dilúvio como diz a lenda. Na verdade, as catástrofes sísmicas e os degelos já fizeram imensas inundações e afundamentos de terras. Muitas regiões da Terra foram submergidas e outras emergiram. Mas, esses foram fenômenos localizados, e não gerais. A idéia do geral se deve ao fato do conceito de mundo como sendo apenas a região onde o fato foi registrado.

– E agora, o mundo vai ser inundado?

– Apenas parcialmente, como já ocorreu no passado. Desta vez serão submergidos vinte e um países, que desaparecerão totalmente.

– Amanto, o que podemos fazer ou, então, deixar de fazer para evitar tantas perdas?

– O que o Homem pode fazer é se compenetrar de si mesmo, da sua situação de espírito em caminho, e acomodar sua mente às coisas do transcendente. As catástrofes e os acontecimentos planetários pouca diferença fazem ao indivíduo. Para aqueles que já vão desencarnando nos desastres e nas doenças incuráveis, o fim já chegou, embora muitos continuem, talvez, até os reajustes finais.

– Mais uma pergunta, que me escapou quando você falava dos contatos dos Capelinos com a Terra. Esses contatos traziam algum mal à Terra?

– Sim, Neiva, embora esses males fossem bem menores do que aqueles causados pelos próprios terráqueos. Quando os Tumuchy perceberam que os repetidos encontros conosco produziam danos à Terra, eles se entristeceram demais. Depois disso, eles rarearam muito, pois nos cercamos de imensos cuidados. A melhor forma de nos comunicar é através do plano etérico, como estamos fazendo neste momento com você. O problema que se apresenta, porém, é a falta de terráqueos equilibrados, para um trabalho dessa natureza, como é o seu caso, Neiva. A prova dessa dificuldade são os incríveis relatos de pessoas que dizem ter viajado em nossas chalanas, pois isso é tecnicamente impossível, em corpo físico. O mesmo acontece conosco em relação à Terra, embora muitos tenham afirmado terem visto e conversado conosco, fisicamente… Entretanto, existe em andamento toda uma série de acontecimentos, técnicos e naturais, que irão permitir esse contato. Quando o grande Seta Branca lhes diz que o “Céu irá se encontrar com a Terra”, ele se refere a esses acontecimentos. Mas tenha certeza, Neiva, que, quando isso vier, as coisas serão bem diferentes no seu planeta.

– Bem, Amanto, acho que, por hoje, me dou por satisfeita. Deixe-me voltar ao meu corpo.

– Sim, Neiva, creio que hoje a dosagem foi grande. Aliás, nos preocupa muito nos servirmos tanto do seu trabalho. Mas você é o repositório desses antepassados e a intelectual de nossos dias.

– Eu, intelectual? – retrucou Neiva, dando uma risada.

Então, ouviu o eco da risada que dera, como se estivesse reproduzida por um aparelho eletrônico, e disse:

– Que foi, Amanto? É minha esta risada?

– Sim, Neiva, – respondeu ele, rindo – isto foi um pequenino carinho eletrônico, pois você é tão querida para nós, como sabemos que o somos para você. Que você seja bem-aventurada até o término da sua missão. Bem-aventurados sejam todos os que, esquecendo-se de si mesmo, cuidam do seu próximo!  Por hoje, chega, Neiva. Noutra oportunidade voltaremos aos Tumuchy e seus descendentes, e às proximidades do Titicaca.

– Ao Titicaca de novo?

         Não. Desta vez iremos adiante, subindo as cordilheiras dos Andes!

 

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