Publicado por: Espaco Espiritual | sábado, 26 dezembro 2009

O SISTEMA DE CAPELA

O conhecimento da Doutrina Espirita nos proporciona a ampliação dos nossos horizontes intelecto-morais.

Hoje veremos como se deu e o porquê do surgimento e desaparecimento das grandes civilizações do passado.

Atualmente a Terra se aproxima das condições que Capela vivia quando ocorreu o grande exílio. Em Capela a maior parte da população vivia voltada para o bem e o progresso enquanto uma minoria resistia ao bem praticando toda sorte de condutas não compativeis com a moralidade superior lá existente.

Foram então estas minorias, após várias tentativas e oportunidades concedidas pela espiritualidade superior para que se redimissem, “convidadas” a se retirarem para um Planeta em formação e ainda primitivo sob o aspecto físico, moral e intelctual.

Estes exilados ainda moralmente imperfeitos mas profundamente desenvolvidos intelectualmente ajudaram os habitante terricolas a evoluirem.

Foi a partir da chegada desses exilados que surgiu a organização familiar, a exploração racional da terra, a organização em coletivadades, o surgimento do alfabeto, etc, etc, etc….

Jesus disse: Na casa de meu Pai (Universo) têm muitas morada.

Alguma coincidência com a Terra atual???

Hoje todos os que estão em oposição ao bem e ao progresso aqui na Terra, também após inúmeras concessões de oportunidades por Jesus, serão exilados em outra Casa do Pai para que continuem a sua caminhada rumo à libertação espiritual, à perfeição moral e intelecutal e à luz.

Carlos Eduardo Cennerelli

O SISTEMA DE CAPELA

Fonte:

Nos mapas zodiacais, que os astrônomos terrestres compulsam em seus estudos, observa-se desenhada uma grande estrela na Constelação_do_Cocheiro, que recebeu, na Terra, o nome de Cabra ou Capela.

Magnífico sol entre os astros que nos são mais vizinhos, ela, na sua trajetória pelo Infinito, faz-se acompanhar, igualmente, da sua família de mundos, cantando as glórias divinas do Ilimitado.

A sua luz gasta cerca de 42 anos para chegar à face da Terra, considerando-se, desse modo, a regular distância existente entre a Capela e o nosso planeta, já que a luz percorre o espaço com a velocidade aproximada de 300.000 quilômetros por segundo

Quase todos os mundos que lhe são dependentes já se purificaram física e moralmente, examinadas as condições de atraso moral da Terra, onde o homem se reconforta com as vísceras dos seus irmãos inferiores, como nas eras pré-históricas de sua existência, marcham uns contra os outros ao som de hinos guerreiros, desconhecendo os mais comezinhos princípios de fraternidade e pouco realizando em favor da extinção do egoísmo, da vaidade, do seu infeliz orgulho.

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UM MUNDO EM TRANSIÇÕES

Há muitos milênios, um dos orbes da Capela, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos.

As lutas finais de um longo aperfeiçoamento estavam delineadas, como ora acontece convosco, relativamente às transições esperadas no século XX, neste crepúsculo de civilização.

Alguns milhões de Espíritos rebeldes lá existiam, no caminho da evolução geral, dificultando a consolidação das penosas conquistas daqueles povos cheios de piedade e virtudes, mas uma ação de saneamento geral os alijaria daquela humanidade, que fizera jus à concórdia perpétua, para a edificação dos seus elevados trabalhos As grandes comunidades espirituais, diretoras do Cosmos, deliberam, então, localizar aquelas entidades, que se tornaram pertinazes no crime, aqui na Terra longínqua, onde aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas do coração e impulsionando, simultaneamente, o progresso dos seus irmãos inferiores.

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ESPÍRITOS EXILADOS NA TERRA

Foi assim que Jesus recebeu, à luz do seu reino de amor e de justiça, aquela turba de seres sofredores e infelizes.

Com a sua palavra sábia e compassiva, exortou essas almas desventuradas à edificação da consciência pelo cumprimento dos deveres de solidariedade e de amor, no esforço regenerador de si mesmas.

Mostrou-lhes os campos imensos de luta que se desdobravam na Terra, envolvendo-as no halo bendito da sua misericórdia e da sua caridade sem limites. Abençoou-lhes as lágrimas santificadoras, fazendo-lhes sentir os sagrados triunfos do futuro e prometendo-lhes a sua colaboração cotidiana e a sua vinda no porvir.

Aqueles seres angustiados e aflitos, que deixavam atrás de si todo um mundo de afetos, não obstante os seus corações empedernidos na prática do mal, seriam andariam desprezados na noite dos milênios da saudade e da amargura; reencarnariam no seio das raças ignorantes e primitivas, a lembrarem o paraíso perdido nos firmamentos distantes. Por muitos séculos não veriam a suave luz da Capela, mas trabalhariam na Terra acariciados por Jesus e confortados na sua imensa misericórdia.

[52 - página 33]

O Homem reconhece a estreiteza do círculo em que respira.

Observa as dimensões diminutas do Lar Cósmico em que se desenvolve.

*

Descobre que o Sol, sustentáculo de sua apagada residência planetária, tem um volume de 1.300.000 vezes maior que o dela.

*

Aprende que a Lua, insignificante satélite do seu domicílio, dista mais de 380.000 quilômetros do mundo que lhe serve de berço.

*

Os Planetas vizinhos evolucionam muito longe, no espaço imenso.

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Dentre eles, destaca-se Marte, distante de nós cerca de 56.000.000 de quilômetros na época de sua maior aproximação.

*

Alongando as perquirições, além do nosso Sol, analisa outros centros de vida.

*

Sírius ofusca-lhe a grandeza. Pólux, a imponente estrela dos Gêmeos, eclipsa-o em majestade.

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Capela é 5.800 vezes maior.

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Antares apresenta volume superior.

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Canópus tem um brilho oitenta vezes superior ao do Sol. (Ver: Estrelas)

Deslumbrado, apercebe-se de que não existe vácuo, de que a vida é patrimônio da gota d´agua, tanto quanto é a essência dos incomensuráveis sistemas siderais, e, assombrado ante o esplendor do Universo, o homem que empreende a laboriosa tarefa do descobrimento de si mesmo volta-se para o chão a que se imanta e pede ao amor que responda à soberania cósmica, dentro da mesma nota de grandeza, todavia, o amor no ambiente em que ele vive é ainda qual planta milagrosa em tenro desabrochar.

[10 página 12] – Emmanuel – 1952

O Sol e a estrela Capela têm a mesma classe espectral, isto é, a mesma cor, mas Capela, uma gigante, é cerca de 100 vezes mais luminosa que o Sol.

http://astro.if.ufrgs.br/estrelas/node2.htm

Capela é a alfa,uma estrela 150 vezes mais brilhante e com mesmo tipo espectral (G) que o Sol. Possui outra estrela orbitando ao seu redor (estrela binária). Seu nome significa pequena cabra. Esta estrela fica angularmente bem próxima de um conjunto de três estrelas, que formam um pequeno triângulo denominado de as cabritinhas.

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Principais Características

o É um sistema de estrelas múltiplas que contém pelo menos 9 estrelas

o Este sistema brilhante está no Hemisfério Norte, a 45o da estrela Polaris, que é a estrela polar do norte.

o Ela está na constelação de Auriga

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Alguns objetos interessantes em Capela:

o

Estrelas:

+ As duas estrelas mais brilhantes em Capela são um sistema de estrelas binárias.

+ Elas são ambas amarelas, como o nosso Sol, com massas 2,6 e 2,7 vezes a massa do Sol.

+ Uma delas é 9 vezes maior do que o Sol e a outra é 12 vezes maior.

+ Cada uma delas libera, aproximadamente, 78 vezes a luz liberada pelo Sol.

+ Estas duas estrelas estão a aproximadamente 43 anos-luz da Terra

http://www.on.br/glossario/alfabeto/c/capella.html

FIXAÇÃO DOS CARACTERES RACIAIS

Com o auxílio desses Espíritos degredados, naquelas eras remotíssimas, as falanges do Cristo operavam ainda as últimas experiências sobre os fluidos renovadores da vida, aperfeiçoando os caracteres biológicos das raças humanas. A Natureza ainda era, para os trabalhadores da espiritualidade, um campo vasto de experiências infinitas; tanto assim que, se as observações do mendelismo fossem transferidas àqueles milênios distantes, não se encontraria nenhuma equação definitiva nos seus estudos de biologia. A moderna genética não poderia fixar, como hoje, as expressões dos “genes”, porquanto, no laboratório das forças invisíveis, as células ainda sofriam longos processos de acrisolamento, imprimindo-se-lhes elementos de astralidade, consolidando-se-lhes as expressões definitivas, com vistas às organizações do porvir.

Se a gênese do planeta se processara com a cooperação dos milênios, a gênese das raças humanas requeria a contribuição do tempo, até que se abandonasse a penosa e longa tarefa da sua fixação.

ORIGEM DAS RAÇAS BRANCAS

Aquelas almas aflitas e atormentadas reencarnaram, proporcionalmente, nas regiões mais importantes, onde se haviam localizado as tribos e famílias primitivas, descendentes dos “primatas”, a que nos referimos ainda há pouco

Com a sua reencarnação no mundo terreno, estabeleciam-se fatores definitivos na história etnológica dos seres.

Um grande acontecimento se verificara no planeta. É que, com essas entidades, nasceram no orbe os ascendentes das raças brancas.

Em sua maioria, estabeleceram-se na Ásia, de onde atravessaram o istmo de Suez para a África, na região do Egito, encaminhando-se igualmente para a longínqua Atlântida, de que várias regiões da América guardam assinalados vestígios.

Não obstante as lições recebidas da palavra sábia e mansa do Cristo, os homens brancos olvidaram os seus sagrados compromissos.

Grande percentagem daqueles Espíritos rebeldes, com muitas exceções, só puderam voltar ao país da luz e da verdade depois de muitos séculos de sofrimentos expiatórios; outros, porém, infelizes e retrógrados, permanecem ainda na Terra, nos dias que correm, contrariando a regra geral, em virtude do seu elevado passivo de débitos clamorosos.

QUATRO GRANDES POVOS

As raças adâmicas guardavam vaga lembrança da sua situação pregressa, tecendo o hino sagrado das reminiscências.

As tradições do paraíso perdido passaram de gerações a gerações, até que ficassem arquivadas nas páginas da Bíblia.

Aqueles seres decaídos e degradados, a maneira de suas vidas passadas no mundo distante da Capela, com o transcurso dos anos reuniram-se em quatro grandes grupos que se fixaram depois nos povos mais antigos, obedecendo às afinidades sentimentais e lingüísticas que os associavam na constelação do Cocheiro. Unidos, novamente, na esteira do Tempo, formaram desse modo:

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o grupo dos árias,

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a civilização do Egito,

*

o povo de Israel

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e as castas da Índia.

Dos árias descende a maioria dos povos brancos da família indo-européia nessa descendência, porém, é necessário incluir os latinos, os celtas e os gregos, além dos germanos e dos eslavos.

As quatro grandes massas de degredados formaram os pródromos de toda a organização das civilizações futuras, introduzindo os mais largos benefícios no seio da raça amarela e da raça negra, que já existiam.

É de grande interesse o estudo de sua movimentação no curso da História. Através dessa análise, é possível examinarem-se os defeitos e virtudes que trouxeram do seu paraíso longínquo, bem como os antagonismos e idiossincrasias peculiares a cada qual.

AS PROMESSAS DO CRISTO

Tendo ouvido a palavra do Divino Mestre antes de se estabelecerem no mundo, as raças adâmicas, nos seus grupos insulados, guardaram a reminiscência das promessas do Cristo, que, por sua vez, as fortaleceu no seio das massas, enviando-lhes periodicamente os seus missionários e mensageiros.

Eis por que as epopéias do Evangelho foram previstas e cantadas alguns milênios antes da vinda do Sublime Emissário.

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Os enviados do Infinito falaram, na China milenária, da celeste figura do Salvador, muitos séculos antes do advento de Jesus.

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Os iniciados do Egito esperavam-no com as suas profecias.

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Na Pérsia, idealizaram a sua trajetória, antevendo-lhe os passos nos caminhos do porvir;

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na Índia védica, era conhecida quase toda a história evangélica, que o sol dos milênios futuros iluminaria na região escabrosa da Palestina,

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e o povo de Israel, durante muitos séculos, cantou-lhe as glórias divinas, na exaltação do amor e da resignação, da piedade e do martírio, através da palavra de seus profetas mais eminentes.

Uma secreta intuição iluminava o espírito divinatório das massas populares.

Todos os povos O esperavam em seu seio acolhedor; todos O queriam, localizando em seus caminhos a sua expressão sublime e divinizada. Todavia, apesar de surgir um dia no mundo, como Alegria de todos os tristes e Providência de todos os infortunados, à sombra do trono de Jessé, o Filho de Deus em todas as circunstâncias seria o Verbo de Luz e de Amor do Princípio, cuja genealogia se confunde na poeira dos sóis que rolam no Infinito.

(Ver: nota de Emmanuel)

[52 pág. 36]

Criação polêmica: apesar de a ciência não ter mais dúvidas de que humanos e macacos tiveram um mesmo ancestral, algumas escolas ensinam uma teoria diferente sobre a criação. Chamada de “desenho inteligente”, ela propõe que a origem do Universo é explicada pela existência de um agente criador. É uma forma de encontrar as digitais de Deus e deixar de escanteio a teoria evolucionista de Charles Darwin

http://www.terra.com.br/istoe/1889/ciencia/1889_as_razoes_da_fe.htm

Jesus reunira nos espaços infinitos os seres proscritos que se exilaram na Terra, antes de sua reencarnação geral na vizinhança dos planaltos do Irã e do Pamir.

Obedecendo às determinações superiores do mundo espiritual, eles nunca puderam esquecer a palavra salvadora do Messias e as suas divinas promessas. As belezas do espaço, aliadas à paisagem mirífica do plano que foram obrigados a abandonar, viviam no cerne das suas recordações mais queridas. As exortações confortadoras do Cristo, nas vésperas de sua dolorosa imersão nos fluidos pesados do planeta terrestre, cantavam-lhes no íntimo os mais formosos hosanas de alegria e de esperança. Era por isso que aquelas civilizações antigas possuíam mais fé, colocando a intuição divina acima da razão puramente humana. A crença, como íntima e sagrada aquisição de suas almas, era a força motora de todas as realizações, e todos os mais santos entusiasmos do coração, falaram dEle e da sua infinita misericórdia Suas vozes enchem todo o âmbito das civilizações que passaram no pentagrama dos séculos sem-fim e, apresentado com mil nomes, segundo as mais variadas épocas, o Cordeiro de Deus foi guardado pela compreensão e pela memória do mundo, com todas as suas expressões divinas ou, aliás, como a própria face de Deus, segundo as modalidades dos mistérios religiosos.

[52 pág. 82]

Ultimato se reuniu em Campinas, SP, com o físico Ross Alan Douglas e com o biblista Willian Lacy Lane para programar a presente entrevista. Ross Douglas, canadense naturalizado brasileiro, 66 anos, PhD em física pela Universidade de Winsconsin, é professor aposentado da UNICAMP e vice-presidente da Aliança Bíblia Universitária (ABU). Willian Lane, brasileiro descendente de missionários americanos, 36 anos, mestre em teologia pelo Calvin Theological Seminary (especialização em Antigo Testamento), é professor de hebraico e diretor do Seminário Presbiteriano do Sul, em Campinas.

*

Ultimato – Como nome próprio, Adão é mencionado em Gênesis (3.17 e 21, 4.25, 5.1-5), na genealogia de Jesus (Lc 3.23-38), nas Epístolas de Paulo aos Romanos (5.14), aos Coríntios (1 Co 15.22 e 45) e a Timóteo (2 Tm 2.13 e 14), na Epístola de Judas (14) e em outros livros da Bíblia (1 Cr 1.1, Jó 31.33 e Os 6.7). Esse Adão foi o primeiro ser humano?

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Douglas – Há especulações entre evangélicos de uns cem anos atrás sobre a possibilidade de uma raça pré-adâmica. Po sua vez, os arqueólogos evolucionistas têm procurado uma “Lucy”, que seria a mãe da humanidade. O Novo Testamento afirma claramente que Adão é o cabeça da humanidade, como Cristo é o cabeça da igreja. Uma boa discussão sobre este ponto é apresentada por Derek Kidner em seu comentário sobre Gênesis (Editoras Mundo Cristão e Vida Nova).

*

Lane – A Bíblia o diz que sim. Mas como Adão (palavra adam) significa “homem, ser humano” e, como tal, ocorre em Gênesis 1.26-27 e em outros versículos do capítulo 2, há quem diga que esse adam é nome simbólico para a humanidade. De fato, em Gn 1.27 inclui tanto o homem como a mulher: “à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou” (RC). Em alguns casos, inclusive, as versões bíblicas parecem não concordar quando se deve traduzir Adão e quando se deve traduzir homem para o termo adam. Uma comparação entre as versões Corrigida e Atualizada em Gênesis 2.19-23 mostra esta dificuldade. A Corrigida optou por traduzir adam, na maioria dos casos, Adão, enquanto que a Atualizada optou por homem.

o

O versículo 21 na Corrigida, por exemplo, ficou: “Então, o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão”.

o

Na Atualizada ficou: “Então, o Senhor Deus fez cair pesado sono sobre o homem”.

Esta diferença se dá pelo fato de não haver letras maiúsculas no hebraico para distinguir uma forma da outra. Mas há um outro fator fundamental. Para o leitor antigo, a questão da historicidade do personagem bíblico era irrelevante. Tanto judeus como cristãos consideram Gênesis parte do Pentateuco (ou Torah), que é a instrução de Deus para seu povo. Como instrução, usa bastante linguagem da sabedoria e muitas formas poéticas cujo tema principal é a vida humana e seu relacionamento com Deus. Quando lemos outras partes da Bíblia, não perguntamos sobre a veracidade dos fatos. Assim também deveríamos fazer com relação à historicidade de Adão. Quando lemos a parábola do Bom Samaritano, por exemplo, não ficamos nos perguntando se aquele personagem de fato existiu, mas extraímos o ensinamento da passagem. Entendo que qualquer discussão que se enverede por estabelecer a historicidade de Adão ou da criação afasta de nós o foco principal da instrução dada no texto. Não é dizer que não são fatos históricos, mas é dizer que estamos traindo o texto ao nos atermos em estabelecer as verdades históricas, como se a Bíblia só fosse aceita como Palavra de Deus se todos os fatos ali registrados tivessem que ser comprovados historicamente. Se a ciência quer provar o contrário, em nada fere o ensino bíblico.

A Índia

A ORGANIZAÇÃO HINDU

Dos Espíritos degredados no ambiente da Terra, os que se gruparam nas margens do rio Ganges foram os primeiros a formar os pródromos de uma sociedade organizada, cujos núcleos representariam a grande percentagem de ascendentes das coletividades do porvir.

As organizações hindus são de origem anterior à própria civilização_egípcia e antecederam de muito os agrupamentos israelitas, de onde sairiam mais tarde personalidades notáveis, como as de Abraão e Moisés.

As almas exiladas naquela parte do Oriente, muito haviam recebido da misericórdia do Cristo, de cuja palavra de amor e de cuja figura luminosa guardaram as mais comovedoras recordações, traduzidas na beleza dos Vedas e dos Upanishads. Foram elas as primeiras vozes da filosofia e da religião no mundo terrestre, como provindo de uma raça de profetas, de mestres e iniciados, em cujas tradições iam beber a verdade os homens e os povos do porvir, salientando-se que também as suas escolas de pensamento guardavam os mistérios iniciáticos, com as mais sagradas tradições de respeito.

OS ARIANOS PUROS

Era na Índia de então que se reuniam os arianos puros, entre os quais cultivavam-se igualmente as lendas de um mundo perdido, no qual o povo hindu colocava as fontes de sua lie origem. Alguns acreditavam se tratasse do antigo continente da Lemúria, arrasado em parte pelas águas dos Oceanos Pacífico e Indico, e de cujas terras ainda existem porções remanescentes, como a Austrália.

A realidade, porém, qual já vimos, é que, como os egípcios, os hindus eram um dos ramos da massa de proscritos da Capela, exilados no planeta. Deles descendem todos os povos arianos, que floresceram na Europa e hoje atingem um dos mais agudos períodos de transição na sua marcha evolutiva. O pensamento moderno é o descendente legitimo daquela grande raça de pensadores, que se organizou nas margens do Ganges, desde a aurora dos tempos terrestres, tanto que todas as línguas das raças brancas guardam as mais estreitas afinidades com o sânscrito, originário de sua formação e que constituía uma reminiscência da sua existência pregressa, em outros planos.

O EXPANSIONISMO DOS ÁRIAS

Muitos séculos antes de qualquer prenúncio de civilização terrestre, os árias espalharam-se pelas planícies hindus, dominando os autóctones, descendentes dos “primatas”, que possuíam uma pele escura e deles se distanciavam pelos mais destacados caracteres físicos e psíquicos. Mais tarde, essa onda expansionista procurou localizar-se ao longo das terras da futura Europa, estabelecendo os primeiros fundamentos da civilização ocidental…

* nos bosques da Grécia,

* nas costas da Itália e da França,

* bem como do outro lado do Reno, onde iam ensaiar seus primeiros passos as forças da sabedoria germânica.

* As balizas da sociedade dos gregos, dos latinos, dos celtas e dos germanos estavam lançadas.

Cada corrente da raça ariana assimilou os elementos encontrados, edificando-se os primórdios da civilização européia; cada qual se baseou no princípio da força para o necessário estabelecimento, e, muito cedo, começaram no Velho Mundo os choques de suas famílias e tribos.

OS MAHATMAS

Da região sagrada do Ganges partiram todos os elementos irresignados com a situação humilhante que o degredo da Terra lhes infligia. As arriscadas aventuras forneceriam uma noção de vida nova e aqueles seres revoltados supunham encontrar o esquecimento de sua posição nas paisagens renovadas dos caminhos; lá ficaram, apenas, as almas resignadas e crentes nos poderes espirituais que as conduziriam de novo às magnificências dos seus paraísos perdidos e distantes.

Os cânticos dos Vedas são bem uma glorificação da fé e da esperança, em face da Majestade Suprema do Senhor do Universo. A faculdade de tolerar, e esperar, aflorou no sentimento coletivo das multidões, que suportaram heroicamente todas as dores e aguardaram o momento sublime da redenção.

Os “mahatmas” criaram um ambiente de tamanha grandeza espiritual para o seu povo, que, ainda hoje, nenhum estrangeiro visita a terra sagrada da Índia sem de lá trazer as mais profundas impressões acerca de sua atmosfera psíquica. Eles deixaram também, ao mundo, as suas mensagens de amor, de esperança e de estoicismo resignado, salientando-se que quase todos os grandes vultos do passado humano, progenitores do pensamento contemporâneo, deles aprenderam as lições mais sublimes.

AS CASTAS

O povo hindu, não obstante o seu elevado grau de desenvolvimento nas ciências do Espírito, não aproveitou de modo geral, como devia, o seu acervo de experiências sagradas. Seus condutores conheciam as elevadas finalidades da vida.

Lembravam-se vagamente das promessas do Senhor, anteriores à sua reencarnação para os trabalhos do penoso degredo. A prova disso é que eles abraçaram todos os grandes missionários do pretérito, vendo neles os avatares do seu Redentor.

Viasa foi instrumento das lições do Cristo, seis mil anos antes do Evangelho, cuja epopéia, em seus mínimos detalhes, foi prevista pelos iniciados hindus, alguns milênios antes da organização da Palestina. Krishna, Buda e outros grandes enviados de Jesus ao plano material, para exposição de suas verdades salvadoras, foram compreendidos pelo grande povo sobre cuja fronte derramou o Senhor, em todos os tempos, as claridades divinas do seu amor desvelado e compassivo. Mas, como se a questão fosse determinada por um doloroso atavismo psíquico, o povo hindu, embora as suas tradições de espiritualidade, deixou crescer no coração o espinho do orgulho que, aliás, dera motivo ao seu exílio na Terra.

Em breve, a organização das castas separava as suas coletividades para sempre. Essas castas não se constituíam num sentido apenas hierárquico, mas com a significação de uma superioridade orgulhosa e absoluta. As fortes raízes de uma vaidade poderosa dividem os espíritos no campo social e religioso. Os filhos legítimos do país dão-se o nome de árias, designação original de sua raça primitiva, e o seu sistema religioso, de modo geral, chama-se “Ária-Darma”, que eles afirmam trazer de sua longínqua origem, e em cujo seio não existem comunidades especiais ou autoridade centralizadora, senão profunda e maravilhosa liberdade de sentimento.

OS RAJÁS E OS PÁRIAS

Na verdade, esses sistemas avançados de religião e filosofia evocam o fastígio da raça no seu mundo de origem, de onde foi precipitada ao orbe terreno pelo seu orgulho desmedido e infeliz.

Os arianos da Índia, porém, não se compadeceram das raças atrasadas que encontraram em seu caminho e cuja evolução devia representar para eles um imperativo de trabalho regenerador na face da Terra; os aborígenes foram considerados como os párias da sociedade, de cujos membros não podiam aproximar-se sem graves punições e severos castigos.

Ainda hoje, o espírito iluminado de Gandhi, que é obrigado a agir na esfera da mais atenciosa psicologia dos seus irmãos de raça não conseguiu eliminar esses absurdos sociais do seio do grande povo de iniciados e profetas. Os párias são a ralé de todos os seres e são obrigados a dar um sinal de alarme quando passam por qualquer caminho, a fim de que os venturosos se afastem do seu contágio maléfico.

A realidade, contudo, é que os rajás soberanos, ao influxo da misericórdia do Cristo, voltam às mesmas estradas que transitaram sobre o dorso dos elefantes ajaezados de pedrarias, como mendigos desventurados, resgatando o pretérito em avatares de amargas provações expiatórias. Os que humilharam os infortunados, do alto de seus palácios resplandecentes, volvem aos mesmos caminhos, cheios de chagas cancerosas, exibindo a sua miséria e a sua indigência.

E o que é de admirar-se é que nenhum povo da Terra tem mais conhecimentos, acerca da reencarnação, do que o hindu, ciente dessa verdade sagrada desde os primórdios da sua organização neste mundo.

EM FACE DE JESUS

Nos bastidores da civilização, somos compelidos a reconhecer que a Índia foi a matriz de todas as filosofias e religiões da Humanidade, inclusive do materialismo, que lá nasceu na escola dos charvacas.

Um pensamento de gratidão nos toma o íntimo, examinando a sua grandeza espiritual e as suas belezas misteriosas, mas, acima dos seus iogues e de seus “mahatmas”, temos de colocar a figura luminosa dAquele que é a luz do mundo, e cuja vinda à Terra se verificaria para trazer a palma da concórdia e da fraternidade, para todos os corações e para todos os povos, arrasando as fronteiras que separam os espíritos e eliminando os laços ferrenhos das castas sociais, para que o amor das almas substituísse o preconceito de raça no seu reinado sem-fim.

[52 - página 49]

* A Índia é, com efeito, a fonte donde deriva em grande parte a idéia religiosa dominante da vossa fé.

* Os mitos que ocultam as simples verdades reveladas são originários da Índia;

* as lendas messiânicas datam dos primeiros tempos;

* os homens imaginaram sempre que um salvador viria libertar a sua raça.

* A primitiva história religiosa da Índia logicamente indica o crescimento espiritual do homem.

Esse estudo vos é essencial e a erudição hindu tem manifesta relação com o lado científico da linguagem que ensinais. Ocupai-vos dessa questão. Aqueles que podem ajudar-vos estão conosco.

Há muito tempo já falamos de informações especiais que desejaríamos dar-vos, mas a vossa rude ignorância e a atitude singular do vosso espírito nos obrigaram a reservas. Convém que saibais como Djeminj e Veda Wjasa foram os predecessores de Sócrates e Platão; conhecereis a origem mítica da história de Krishna, filho miraculoso da pura virgem Devanagny.

* O Egito,

* a Pérsia,

* a Grécia,

* Roma,

* os grandes reinos do mundo devem a maior parte da sua filosofia e da sua religião à Índia.

Manu, o reformador e iniciador hindu, reaparece:

* Manés_no_Egito,

* Minos na Grécia

* ou Moisés para os hebreus.

O nome é impessoal, e é denominação “homem” em sua mais simples forma. Os grandes arautos da Verdade eram chamados enfaticamente “o Homem” pelos seus povos respectivos. Eram eles aos olhos dos seus contemporâneos a mais elevada encarnação do poder, da dignidade e da ciência humanas.

Manu da Índia era um erudito, um profundo filósofo desde mais de 3.000 anos antes de o Cristo aparecer, porém não passou de um recente reformador comparado àqueles cujas palavras são narradas nos antigos documentos da venerável erudição bramânica, precedentes de milhares de anos à época em que o sábio hindu fez a exposição filosófica dos mistérios de Deus, da criação e do destino do homem. É a ele que Zaratustra ou Zoroastro deveu o pouco de verdade que ensinou na Pérsia.

Todas as mais sublimes concepções sobre a Divindade vêm de Manu, e a influência da Índia em matéria legislativa, teológica, filosófica e científica é tão certa, que está provado ser a linguagem que empregais a mesma que servia a Manu. As adulterações modernas impedem-vos de tornar a achar-lhe a semelhança, mas os vossos sábios filósofos a reconhecem.

As idéias hindus, seguidas por Manés no Egito, e mais tarde por Moisés, manifestam-se igualmente na instituição das virgens consagradas aos…

* templos egípcios de Osíris,

* das pitonisas de Delfos,

* das sacerdotisas de Ceres,

* das vestais romanas, derivação das Devadassi,

* virgens santas devotadas, nos santuários da Índia, ao culto puro do Supremo, segundo o modo pelo qual elas o compreendiam.

Isso é apenas um exemplo insulado. Dirigimos o vosso espírito a esses estudos. Quando fordes capaz de melhor conhecê-los, preencheremos os claros.

[108 - páginas 214 / 215] – Médium: William Stainton Moses – (1839 – 1892)

Civilização Egípcia

OS EGÍPCIOS

Dentre os Espíritos_degredados_na_Terra, os que constituíram a civilização egípcia foram os que mais se destacavam na prática do Bem e no culto da Verdade. Aliás, importa considerar que eram eles os que menos débitos possuíam perante o tribunal da Justiça Divina. Em razão dos seus elevados patrimônios morais, guardaram no íntimo uma lembrança mais viva das experiências de sua pátria distante. Um único desejo os animava, que era trabalhar devotadamente para regressar, um dia, aos seus penates resplandecentes. Uma saudade torturante do céu foi a base de culto da morte foi tão altamente desenvolvido. Em todos os corações morava a ansiedade de voltar ao orbe distante, ao qual se sentiam presos pelos mais santos afetos. Foi por esse motivo que, representando uma das mais belas e adiantadas civilizações de todos os tempos, as expressões do antigo Egito desapareceram para sempre do plano tangível do planeta. Depois de perpetuarem nas Pirâmides os seus avançados conhecimentos, todos os Espíritos daquela região africana regressaram à pátria sideral.

A CIÊNCIA SECRETA

Em virtude das circunstâncias mencionadas, os egípcios traziam consigo uma ciência que a evolução da época não comportava. Aqueles grandes mestres da antigüidade foram, então, compelidos a recolher o acervo de suas tradições e de suas lembranças no ambiente reservado dos templos, mediante os mais terríveis compromissos dos iniciados nos seus mistérios. Os conhecimentos profundos ficaram circunscritos ao circulo dos mais graduados sacerdotes da época, observando-se o máximo cuidado no problema da iniciação.

A própria Grécia, que aí buscou a alma de suas concepções cheias de poesia e de beleza, através da iniciativa dos seus filhos mais eminentes, no passado longínquo, não recebeu toda a verdade das ciências misteriosas. Tanto é assim, que as iniciações no Egito se revestiam de experiências terríveis para o candidato à ciência da vida e da morte – fatos esses que, entre os gregos, eram motivo de festas inesquecíveis.

Os sábios egípcios conheciam perfeitamente a inoportunidade das grandes revelações espirituais naquela fase do progresso terrestre; chegando de um mundo de cujas lutas, na oficina do aperfeiçoamento, haviam guardado as mais vivas recordações, os sacerdotes mais eminentes conheciam o roteiro que a Humanidade terrestre teria de realizar. Aí residem os mistérios iniciáticos e a essencial importância que lhes era atribuída no ambiente dos sábios daquele tempo.

O POLITEÍSMO SIMBÓLICO

Nos círculos esotéricos, onde pontificava a palavra esclarecida dos grandes mestres de então, sabia-se da existência do Deus Único e Absoluto, Pai de todas as criaturas e Providência de todos os seres, mas os sacerdotes conheciam, igualmente, a função dos Espíritos prepostos de Jesus, na execução de todas as leis físicas e sociais da existência planetária, em virtude das suas experiências pregressas. Desse ambiente reservado de ensinamentos ocultos, partiu, então, a idéia politeísta dos numerosos deuses, que seriam os senhores da Terra e do Céu, do Homem e da Natureza.

As massas requeriam esse politeísmo simbólico, nas grandes festividades exteriores da religião. Já os sacerdotes da época conheciam essa fraqueza das almas jovens, de todos os tempos, satisfazendo-as com as expressões esotéricas de suas lições sublimadas. Dessa idéia de homenagear as forças invisíveis que controlam os fenômenos naturais, classificando-as para o espírito das massas, na categoria dos deuses, é que nasceu a mitologia da Grécia, ao perfume das árvores e ao som das flautas dos pastores, em contacto permanente com a Natureza. (Ver: Formação da mitologia )

O CULTO DA MORTE E A METEMPSICOSE

Um dos traços essenciais desse grande povo foi a preocupação insistente e constante da Morte. A sua vida era apenas um esforço para bem morrer. Seus papiros e afrescos estão cheios dos consoladores mistérios do além-túmulo. Era natural. O grande povo dos faraós guardava a reminiscência do seu doloroso degredo na face obscura do mundo terreno. E tanto lhe doía semelhante humilhação, que, na lembrança do pretérito, criou a teoria da metempsicose, acreditando que a alma de um homem podia regressar ao corpo de um irracional, por determinação punitiva dos deuses. A metempsicose era o fruto da sua amarga impressão, a respeito do exílio penoso que lhe fora infligido no ambiente terrestre.

Inventou-se, desse modo, uma série de rituais e cerimônias para solenizar o regresso dos seus irmãos à pátria espiritual. Os mistérios de Ísis e Osíris mais não eram que símbolos das forças espirituais que presidem aos fenômenos da morte.

OS EGÍPCIOS E AS CIÊNCIAS PSÍQUICAS

As ciências psíquicas da atualidade eram familiares aos magnos sacerdotes dos templos. O destino e a comunicação_dos_mortos e a pluralidade_das_existências e dos mundos eram para eles, problemas solucionados e conhecidos. O estudo de suas artes pictóricas positivam a veracidade destas nossas afirmações. Num grande número de afrescos, apresenta-se o homem terrestre acompanhado do seu duplo_espiritual. Os papiros nos falam de suas avançadas ciências nesse sentido, e, através deles, podem os egiptólogos modernos reconhecer que os iniciados sabiam da existência do corpo_espiritual_preexistente, que organiza o mundo das coisas e das formas. Seus conhecimentos, a respeito das energias solares com relação ao magnetismo_humano, eram muito superiores aos da atualidade. Desses conhecimentos nasceram os processos de mumificação dos corpos, cujas fórmulas se perderam na indiferença e na inquietação dos outros povos.

Seus reis estavam tocados do mais alto grau de iniciação, enfeixando nas mãos todos os poderes espirituais e todos os conhecimentos sagrados. É por isso que a sua desencarnação provocava a concentração mágica de todas as vontades, no sentido de cercar-lhes o túmulo de veneração e de supremo respeito. Esse amor não se traduzia, apenas, nos atos solenes da mumificação. Também o ambiente dos túmulos era santificado por um estranho magnetismo. Os grandes diretores da raça, que faziam jus a semelhantes consagrações, eram considerados dignos de toda a paz no silêncio da morte.

Nessas saturações magnéticas, que ainda aí estão a desafiar milênios, residem as razões da tragédia amarga de Lord Carnarvon e de alguns dos seus companheiros que penetraram em primeiro lugar na câmara mortuária de Tut Ankh Amon, e ainda por isso é que, muitas vezes, nos tempos que correm, os aviadores ingleses observam o não funcionamento dos aparelhos radiofônicos, quando as suas máquinas de vôo atravessam a limitada atmosfera do vale sagrado.

AS PIRÂMIDES

A assistência carinhosa do Cristo não desamparou a marcha desse povo cheio de lieza moral. Enviou-lhe auxiliares e mensageiros, inspirando-o nas suas realizações, que atravessaram todos os tempos provocando a admiração e o respeito da posteridade de todos os séculos.

Aquelas almas exiladas, que as mais interessantes características espirituais singularizam, conheceram, em tempo, que o seu degredo na Terra atingia o fim.

Impulsionados pelas forças do Alto, os círculos iniciáticos sugerem a construção das grandes pirâmides, que ficariam como a sua mensagem eterna para as futuras civilizações do orbe. Esses grandiosos monumentos teriam duas finalidades simultâneas: representariam os mais sagrados templos de estudo e iniciação, ao mesmo tempo que constituiriam, para os pósteros, um livro do passado, com as mais singulares profecias em face das obscuridades do porvir.

Levantaram-se, dessarte, as grandes construções que assombram a engenharia de todos os tempos. Todavia, não é o colosso de seus milhões de toneladas de pedra nem o esforço hercúleo do trabalho de sua justaposição o que mais empolga e impressiona a quantos contemplam esses monumentos. As pirâmides revelam os mais extraordinários conhecimentos daquele conjunto de Espíritos estudiosos das verdades da vida. A par desses conhecimentos, encontram-se ali os roteiros futuros da Humanidade terrestre. Cada medida tem a sua expressão simbólica, relativamente ao sistema cosmogônico do planeta e à sua posição no sistema solar. Ali está o meridiano ideal, que atravessa mais continentes e menos oceanos, e através do qual se pode calcular a extensão das terras habitáveis pelo homem, a distância aproximada entre o Sol e a Terra, a longitude percorrida pelo globo terrestre sobre a sua órbita no espaço de um dia, a precessão dos equinócios, bem como muitas outras conquistas científicas que somente agora vêm sendo consolidadas pela moderna astronomia.

REDENÇÃO

Depois dessa edificação extraordinária, os grandes iniciados do Egito voltam ao plano espiritual, no curso incessante dos séculos. Com o seu regresso aos mundos ditosos da Capela, vão desaparecendo os conhecimentos sagrados dos templos tebanos, que, por sua vez, os receberam dos grandes sacerdotes de Mênfis. Aos mistérios de Ísis e de Osíris, sucedem-se os de Elêusis, naturalmente transformados nas iniciações da Grécia antiga.

Em algumas centenas de anos, reuniram-se de novo, nos planos espirituais, os antigos degredados, com a sagrada bênção do Cristo, seu patrono e salvador. A maioria regressa, então, ao sistema_de_Capela, onde os corações se reconfortam nos sagrados reencontros das suas afeições mais santas e mais puras, mas grande número desses Espíritos, estudiosos e abnegados, conservaram-se nas hostes de Jesus, obedecendo a sagrados imperativos do sentimento e, ao seu influxo divino, muitas vezes têm reencarnado na Terra, para desempenho de generosas e abençoadas missões

[52 - página 41]

Enxerto revitalizador

A Espiritualidade Sublime, amparando o homem, jamais lhe menosprezou a sede de consolo e esclarecimento.

Quando mais angustiosos se lhe esboçavam os problemas da dor, com a guerra íntima entre a razão e a animalidade, grande massa de Espíritos ilustrados, mas decaídos de outro sistema cósmico, renasceu no tronco genealógico das tribos terrestres, qual enxerto revitalizador, embora isso representasse para eles amarga penitência expiatória.

Constituiu-se desse modo a raça adâmica, instilando no homem renovadas noções de Deus e da vida.

Levantam-se organizações religiosas primordiais.

Povos nômades e agrupamentos escravizados ao solo por extremado gregarismo adotaram as mais estranhas formas de fé, a se emoldurarem por barbárie natural, através de intercâmbio fragmentário com o plano extrafísico.

Os Espíritos exilados, presos à rede organogênica em que se lhes tecia o cárcere, no carro biológico, ainda profundamente primitivista, muita vez revoltados e endurecidos, aliavam-se às tabas selvagens, em cultos sangüinários e indescritíveis, desvairando-se nos mais aviltantes espetáculos de crueldade, em nome dos deuses com que fantasiavam as entidades inferiores do seu convívio doméstico.

Alguns deles, no entanto, movidos de compunção, entraram em fervoroso arrependimento das culpas contraídas no mundo aprimorado de que provinham, e, não obstante os embaraços que se lhes antepunham aos sonhos de recuperação, começaram instintivamente a formar núcleos isolados para o cultivo de meditações superiores, em sagrados tentames de elevação.

[56 pág. 153] Pedro Leopoldo – 13/4/1958

O povo de Israel

ISRAEL

Dos Espíritos degredados na Terra, foram os Hebreus que constituíram a raça mais forte e mais homogênea, mantendo inalterados os seus caracteres através de todas as mutações.

Examinando esse povo notável no seu passado longínquo, reconhecemos que, se grande era a sua certeza na existência de Deus, muito grande também era o seu orgulho, dentro de suas concepções da verdade e da vida.

Consciente da superioridade de seus valores, nunca perdeu oportunidade de demonstrar a sua vaidosa aristocracia espiritual, mantendo-se pouco acessível à comunhão perfeita com as demais raças do orbe. Entretanto, em honra da verdade, somos obrigados a reconhecer que Israel, num paradoxo flagrante, antecipando-se às conquistas dos outros povos, ensinou de todos os tempos a fraternidade, a par de uma fé soberana e imorredoura – Sem pátria e sem lar, esse povo heróico tem sabido viver em todos os climas sociais e políticos, exemplificando a solidariedade humana nas melhores tradições de trabalho; sua existência histórica, contudo, é uma lição dolorosa para todos os povos do mundo, das conseqüências nefastas do orgulho e do exclusivismo.

MOISÉS

As lendas da Torre de Babel não representam um mito nas páginas antigas do Velho Testamento, porque o exílio na Terra não pesou tanto às outras raças

Se procurarmos os seus antepassados, anteriores a Moisés, vamos encontrar o grande legislador hebreu saturando-se de todos os conhecimentos iniciáticos, no Egito antigo, onde o seu espírito recebeu primorosa educação, à sombra do prestígio de Termútis, cuja caridade fraterna o recolhera.

Moisés, na sua qualidade de mensageiro do Divino Mestre, procura então concentrar o seu povo para a grande jornada em busca da Terra da Promissão. Médium extraordinário, realiza grandes feitos ante os seus irmãos e companheiros maravilhados. É quando então recebe, de emissários do Cristo, no Sinai, os dez sagrados mandamentos que, até hoje, representam a base de toda a justiça do mundo.

Antes de abandonar as lutas da Terra, na extática visão da Terra Prometida, Moisés lega à posteridade as suas tradições no Pentateuco, iniciando a construção da mais elevada ciência religiosa de todos os tempos, para as coletividades porvindouras.

(Ver: Missão de Moises; Médiuns intuitivos; Os Dez Mandamentos)

O JUDAÍSMO E O CRISTIANISMO

Estudando-se a trajetória do povo israelita, verifica-se que o Antigo Testamento é um repositório de conhecimentos secretos, dos iniciados do povo judeu, e que somente os grandes mestres da raça poderiam interpretá-lo fielmente, nas épocas mais remotas.

Eminentes espiritualistas franceses, nestes últimos tempos, procuraram penetrar os seus obscuros segredos e, todavia, aproximando-se da realidade com referência às interpretações, não lhes foi possível solucionar os vastos problemas que as suas expressões oferecem.

Os livros dos profetas israelitas estão saturados de palavras enigmáticas e simbólicas, constituindo um monumento parcialmente decifrado da ciência_secreta_dos_hebreus. Contudo, e não obstante a sua feição esfingética, é no conjunto um poema de eternas claridades. Seus cânticos de amor e de esperança atravessam as eras com o mesmo sabor indestrutível de crença e de beleza. É por isso que, a par do Evangelho, está o Velho_Testamento tocado de clarões imortais, para a visão espiritual de todos os corações. Uma perfeita conexão reúne as duas Leis, que representam duas etapas diferentes do progresso humano.

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Moisés, com a expressão rude da sua palavra primitiva, recebe do mundo espiritual as leis básicas do Sinai, construindo desse modo o grande alicerce do aperfeiçoamento moral do mundo;

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e Jesus, no Tabor, ensina a Humanidade a desferir, das sombras da Terra, o seu vôo divino para as luzes do Céu.

O MONOTEÍSMO

O que mais admira, porém, naquelas tribos nômadas e desprotegidas, é a fortaleza espiritual que lhes nutria a fé nos mais arrojados e espinhosos caminhos.

Enquanto a civilização_egípcia e os iniciados hindus criavam o politeísmo para satisfazer os imperativos da época, contemporizando com a versatilidade das multidões, o povo de Israel acreditava somente na existência do Deus Todo-Poderoso, por amor do qual aprendia a sofrer todas as injúrias e a tolerar todos os martírios.

Quarenta anos no deserto representaram para aquele povo como que um curso de consolidação da sua fé, contagiosa e ardente. Seguiu-lhe Jesus todos os passos, assistindo-o nos mais delicados momentos de sua vida e foi ainda, sob o pálio da sua proteção, que se organizaram os reinos de Israel e de Judá, na Palestina.

Todas as raças da Terra devem aos judeus esse benefício sagrado, que consiste na revelação do Deus Único, Pai de todas as criaturas e Providência de todos os seres.

O grande legislador dos hebreus trouxera a determinação de Jesus, com respeito à simplificação das fórmulas iniciáticas, para compreensão geral do povo; a missão de Moisés foi tornar acessíveis ao sentimento popular as grandes lições que os demais iniciados eram compelidos a ocultar. E, de fato, no seio de todas as grandes figuras da antigüidade, destaca-se o seu vulto como o primeiro a rasgar a cortina que pesa sobre os mais elevados conhecimentos, filtrando a luz da verdade religiosa para a alma simples e generosa do povo.

A ESCOLHA DE ISRAEL

No reino de Israel sucederam-se as tribos e os enviados do Senhor. Todos os seus caminhos no mundo estão cheios de vozes proféticas e consoladoras, acerca dAquele que ao mundo viria para ser glorificado como o Cordeiro de Deus.

A cada século renovam-se as profecias e cada templo espera a palavra de ordem dos Céus, através do Salvador do Mundo. Os doutores da Lei, no templo de Jerusalém, confabulam, respeitosos, sobre o Divino Missionário; na sua vaidade orgulhosa esperavam-no no seu carro vitorioso, para proclamar a todas as gentes a superioridade de Israel e operar todos os milagres e prodígios.

E, recordando esses apontamentos da história, somos naturalmente levados a perguntar o porque da preferência de Jesus pela árvore de David, para levar a efeito as suas divinas lições à Humanidade; mas a própria lógica nos faz reconhecer que, de todos os povos de então, sendo Israel o mais crente, era também o mais necessitado, dada a sua vaidade exclusivista e pretensiosa “Muito se pedirá de quem muito haja recebido”, e os israelitas haviam conquistado muito, do Alto, em matéria de fé, sendo justo que se lhes exigisse um grau correspondente de compreensão, em matéria de humildade e de amor.

A INCOMPREENSÃO DO JUDAÍSMO

A verdade, porém, é que Jesus, chegando ao mundo, não foi absolutamente entendido pelo povo judeu. Os sacerdotes não esperavam que o Redentor procurasse a hora mais escura da noite para surgir na paisagem terrestre. Segundo a sua concepção, o Senhor deveria chegar no carro magnificente de suas glórias divinas, trazido do Céu à Terra pela legião dos seus Tronos e Anjos; deveria humilhar todos os reis do mundo, conferindo a Israel o cetro supremo na direção de todos os povos do planeta; deveria operar todos os prodígios, ofuscando a glória dos Césares. E, no entanto, o Cristo surgira entre os animais humildes da manjedoura; apresentava-se como filho de um carpinteiro e, no cumprimento de sua gloriosa missão de amor e de humildade, protegia as prostitutas, confundia-se com os pobres e com os humilhados, visitava as casas suspeitas para de Iá arrancar os seus auxiliares e seguidores; seus companheiros prediletos eram os pescadores ignorantes e humildes, dos quais fazia apóstolos bem-amados.

Abandonando os templos da Lei, era freqüentemente encontrado ao longo do Tiberíades, em cujas margens pregava aos simples a fraternidade e o amor, a sabedoria e a humildade. O judaísmo, saturado de orgulho, não conseguiu compreender a ação do celeste emissário. Apesar da crença fervorosa e sincera, Israel não sabia que toda a salvação tem de começar no íntimo de cada um e, cumprindo as profecias de seus próprios filhos, conduziu aos martírios da cruz o divino Cordeiro.

NO PORVIR

As organizações dos doutores da Lei subsistiram no curso incessante dos tempos. Embalde esperaram eles outro Cristo, nestes dois milênios que ora chegam a termo. A realidade é que um sopro de amargura pesou mais fortemente sobre os destinos da raça, depois da ignominiosa tarde do Calvário. As sombras simbólicas, que caíram sobre o Templo de Jerusalém, acompanharam igualmente o povo escolhido em todas as diretivas, pelas estradas longas do mundo, com amplos reflexos no ambiente contemporâneo.

Israel continua a cultuar o Deus Todo-Poderoso dos seus profetas, seus rituais prosseguem em pontos isolados do orbe inteiro. É talvez a raça mais livre, mais internacionalista, mais fraternal, entre si, mas também a mais altiva e exclusivista do mundo.

Apesar de não ter uma pátria (*) e não obstante todas as perseguições e clamorosas injustiças experimentadas nas suas jornadas de sofrimento, Israel faz o seu roteiro através das cidades tumultuosas, esperando o Messias da sua redenção e da sua liberdade. Jesus acompanha-lhe a marcha dolorosa através dos séculos de lutas expiatórias e regeneradoras.

Novos conhecimentos dimanam do Céu para o coração dos seus patriarcas e não tardará muito tempo para que vejamos os judeus compreendendo integralmente a missão sublime do verdadeiro Cristianismo e aliando-se a todos os povos da Terra para a caminhada salvadora, em busca da edificação de um mundo melhor.

[52 - página 65]

(*) Nota da Editora: O Livro A Caminho da Luz foi escrito em 1938, dez anos antes de ser criado, na Palestina, o Estado de Israel.

A família indo-européia

AS MIGRAÇÕES SUCESSIVAS

Se as civilizações hindu e egípcia definiram-se no mundo em breves séculos, o mesmo não aconteceu com a civilização ariana, que ia iniciar na Europa os seus movimentos evolutivos.

Somente com o escoar de muitos séculos regularizaram-se as suas migrações sucessivas, através dos planaltos da Pérsia. Do Irã procederam quase todas as correntes da raça branca, que representariam mais tarde os troncos genealógicos da família indo-européia.

Conforme afirmávamos, os arianos que procuravam as novas emoções de uma terra desconhecida eram, na sua maioria, os espíritos revoltados com as condições do seu degredo; pouco afeitos aos misteres religiosos que, pela força das circunstâncias, impunham uma disciplina de resignação e humildade, não cuidaram da conservação do seu tradicionalismo, na ânsia de conquistar um novo paraíso e serenarem, assim, as suas inquietações angustiosas.

A AUSÊNCIA DE NOTÍCIAS HISTÓRICAS

Aí reside a razão do escasso conhecimento dos historiadores, acerca dos árias primitivos que lançaram os marcos da civilização européia.

Caminheiros do desconhecido, erraram pelas planícies e montanhas desertas, não como o povo hebreu, que guardava a palavra divina com a sua fé, mas desarvorados e sem esperança, contando apenas com as próprias forças, em virtude do seu caráter livre e insubmisso Suas incursões, entre as tribos selvagens da Europa, datam de mais ou menos dez milênios antes da vinda do Cristo, não obstante a humanidade localizar-lhe a marcha apenas quatro mil anos antes do grande acontecimento da Judéia. É que, em vista de sua situação psicológica, os primitivos árias do Velho Mundo não deixaram vestígios nos domínios da fé, único caminho, daqueles tempos, através do qual poderia uma raça assinalar sua passagem pela Terra. Não guardavam a história verbal de uma religião que não possuíam. Mais revoltados e enrijecidos que todos os demais companheiros exilados no orbe terrestre, suas reminiscências da vida pregressa nos planos mais elevados, qual a que haviam experimentado no sistema da Capela, traduziam-se numa revolta íntima, amargurada e dolorosa, contra as determinações de ordem divina. Apenas, muito mais tarde, com a contribuição dos milênios, os Celtas retornaram ao culto divino, venerando as forças da Natureza, junto dos carvalhos sagrados, e os Germanos iniciaram a sua devoção ao fogo, que personificava, a seus olhos, a potência criadora dos seres e das coisas, enquanto outros povos começaram a sacrificar vítimas e objetos aos seus numerosos deuses.

A GRANDE VIRTUDE DOS ÁRIAS EUROPEUS

A misericórdia do Cristo, porém, jamais deixou de acompanhar esse grande povo no seu atribulado desterro. Ao influxo dos seus emissários, as massas migratórias da Ásia se dividiram em grupos diversos, que penetraram na Europa, desde o Peloponeso até as vastas regiões da Rússia, onde se encontram os antepassados dos gregos, latinos, samnitas, úmbrios, gauleses, citas, iberos, romanos, saxônios, germanos, eslavos.

Essas tribos assimilaram todos os elementos encontrados em seus caminhos, impulsionando-lhes os passos nas sendas do progresso e do aperfeiçoamento.

Enquanto os semitas e hindus se perderam na cristalização do orgulho religioso, as famílias arianas da Europa, embora revoltadas e endurecidas, confraternizaram com o selvagem e nisso reside a sua maior virtude.

Assimilando os aborígenes, engendraram as premissas de todos os surtos das civilizações futuras. Nessa movimentação para o estabelecimento de novo “habitat”, organizaram as primeiras noções políticas da vida coletiva, elegendo cada tribo um chefe para a direção de sua vida em comum.

A agricultura, as indústrias pastoris, com elas encontraram os primeiros impulsos nas estradas incertas dos que descendiam do “primata” europeu.

Com as organizações econômicas, oriundas do trato direto com o solo, deixaram perceber a lembrança de suas lutas no antigo mundo que haviam deixado. Bastou que inaugurassem na Terra o senso da propriedade, para que o germe da separatividade e do ciúme, da ambição e do egoísmo lhes destruísse os esforços benfazejos…

As rivalidades entre as tribos, na vida comum, induziram-nas aos primeiros embates fratricidas.

O MEDITERRÂNEO E O MAR DO NORTE

Por essa época, novos fenômenos geológicos abalam a vida do globo. Precisava Jesus estabelecer as linhas definitivas da grande civilização, cujos primórdios se levantavam; e dessas convulsões físicas do orbe surgem renovações que definem o Mediterrâneo e o Mar do Norte, fixando-se os limites da ação daqueles núcleos de operários da evolução coletiva.

O Cristo sabia valorizar a atividade da família indo-européia, que, se era a mais revoltada contra os desígnios do Alto, era também a única que confraternizava com o selvagem, aperfeiçoando-lhe os caracteres raciais, sem esmorecer na ação construtiva das oficinas do porvir. Através dos milênios, aliviou-lhe os pesares no caminho sobrecarregado de lutas e dores tenazes. Assim, enviou-lhe emissários em todas as circunstâncias, atendendo-lhe os secretos apelos do coração, no labor educativo das tribos primitivas do continente.

Suavizou-lhe a revolta e a amargura, ajudando a reconstruir o templo da fé, na esteira das gerações. Nos bosques da Armórica, os Celtas antigos levantaram os altares da crença entre as árvores sagradas da Natureza. Doces revelações espirituais caem na alma desse povo místico e operoso, que, muito antes dos Saxões, povoou as terras da Grã-Bretanha.

A reencarnação de numerosos auxiliares do Mestre, em seus labores divinos, opera uma nova fase de evolução no seio da família indo-européia, já caracterizada pelas mais diversas expressões raciais.

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Enquanto os germanos criam novas modalidades de progresso,

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o Lácio se ergue na Itália Central, entre a Etrúria e a Campânia;

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a Grécia se povoa de mestres e cantores,

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e todo o Mediterrâneo oriental evolve com o uso da escrita, adquirido na convizinhança das civilizações mais avançadas.

OS NÓRDICOS E OS MEDITERRÂNICOS

O fenômeno das trocas e os primeiros impulsos comerciais levantam, todavia, longa série de barreiras entre as relações desses povos.

De um lado, estavam os nórdicos e de outro permaneciam os mediterrânicos, em luta acérrima e constante. A rivalidade acende nessas duas facções os fogos da guerra, sob os céus tranqüilos do Velho Mundo.

Uns e outros empunham as armas primitivas para as lutas de extermínio e destruição das hostes inimigas, e a linha divisória dos litigantes se alonga justamente no local onde hoje se traçam os limites da França e da Alemanha contemporâneas.

É como se explica essa intensidade de aversão racial entre as duas nações, contadas entre as mais progressistas e operosas do planeta. Tal situação psicológica entre ambas haveria de tornar-se em fatalidade histórica, oriunda dos atritos entre o Germanismo e a Latinidade, nas épocas primitivas. O que se não justifica, porém, é a perpetuação dessas animosidades no curso do tempo, pelo que se impõe, como imperativo constante, a concentração de todos os pensamentos no objetivo da fraternidade geral.

ORIGEM DO RACIONALISMO

Os arianos da Europa, como ficou esclarecido, não possuíram grandes ascendentes religiosos na sua formação primitiva, em vista do senso prático que os caracterizou nos primeiros tempos de sua organização.

O racionalismo de suas concepções, a tendência para as ciências positivas e o amor pela hegemonia e liberdade são, dessa maneira, elucidados dentro da análise dos seus primórdios. Em matéria de religião, quase todos os seus passos foram orientados pelos povos semitas e hindus, mas, pelo cultivo da razão, puderam aperfeiçoar a Ciência até às culminâncias das conquistas modernas.

O mundo, se muitas vezes perdeu com as suas inquietações e com as suas lutas renovadoras, muito lhes deve pela colaboração decidida e sincera no labor do pensamento, em todas as épocas e períodos evolutivos.

AS ADVERTÊNCIAS DO CRISTO

A sua confraternização com os terrícolas primários, encontrados no seu caminho, constitui uma divida sagrada da Humanidade para com os seus labores planetários.

O Senhor da semeadura e da seara não lhes desconhece essa grande virtude e é por isso que as exortações de toda natureza são por ele enviadas do Alto, nos tempos que correm, às nações européias, a fim de que se preservem do extermínio e da destruição terrestre, arrancando-as do primitivismo para um elevado nível de aperfeiçoamento nos grandes trabalhos construtivos da evolução global; se erraram muito, foram igualmente muito sinceras, porque a sua inquietação era por levantar um novo paraíso para si mesmas e para os homens terrestres, com cujas famílias fraternizaram-se desde o princípio. Faltaram-lhes os valores espirituais de uma perfeita base religiosa, situação essa para a qual concorreram, inegavelmente, na utilização do livre-arbítrio; mas o Cristo, nas dolorosas transições deste século, há de amparar-lhes as expressões mais dignas e mais puras, espiritualmente falando, e, no momento psicológico das grandes transformações, o fruto de suas atividades fecundas há de ser aproveitado, como a semente nova, para a civilização do porvir.

Arianos e Judeus

Ariano – adj. e s. m. ou ária adj. e s. m. f. El. Nome que se dá desde a Antiguidade às populações da bacia oriental do Mediterrâneo que invadiram o norte da Índia. (O têrmo foi modernamente retomado pelos teóricos do racismo, para designar os europeus de origem indo-européia.) — Ling. Por vêzes designa o ramo indo-irânico da família indo-européia.

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A Conexão Vinda da Capela – Estudo Analítico (Final)

KLEBER HALFELD

Estabelecida a conexão entre arianos e judeus, vejamos no presente trabalho de pesquisa o elo entre a civilização egípcia e a organização hindu. Semelhante estudo continua tendo como base principal a obra de Emmanuel, A Caminho da Luz, (28. ed. FEB), repositório extraordinário de revelações a respeito da história da Humanidade, ou melhor, da própria história do nosso planeta desde seus primeiros dias. Revelações não somente identificadas com compêndios terrenos, mas, outrossim, analisadas pela visão de uma Entidade Espiritual – Emmanuel – que através da fiel mediunidade de Francisco Cândido Xavier nos entrega páginas repletas de inestimável ensinamento quanto de abençoado conforto!

Como no trabalho anterior, enumeremos os itens para melhor análise.

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Em sua apreciação sobre os egípcios escreve Emmanuel: “Dentre os Espíritos degredados na Terra, os que constituíram a civilização egípcia foram os que mais se destacavam na prática do Bem e no culto da Verdade.” (P. 41.)

Que eles reproduzissem os ritos que presidiram à paixão e à ressurreição do deus e que conformassem suas vidas às exigências de justiça e de verdade” (vol. 9, p. 2029).

No capítulo V de A Caminho da Luz – As Castas –, percebemos que o povo hindu igualmente compreendia a exigência de um culto à Verdade, malgrado por uma questão de “doloroso atavismo psíquico (…) deixou crescer no coração o espinho do orgulho (…)”. É o que deduzimos de uma apreciação da Entidade Espiritual, quando faz considerações a respeito do povo da Índia: “

Crisna, Buda e outros grandes enviados de Jesus ao plano material, para exposição de suas verdades salvadoras, foram compreendidos pelo grande povo sobre cuja fronte derramou o Senhor, em todos os tempos, as claridades divinas do seu amor desvelado e compassivo.” (P. 53.)

Observação: – O mesmo interesse a respeito dos dois povos, quanto à Justiça (Bem) e à Verdade!

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O estudo sobre os egípcios e indianos do passado revela-nos curiosa característica: a confinação de seus conhecimentos a um restrito grupo de pessoas, restrição essa que – no caso particular dos primeiros –, foi observada mesmo quando da chegada ao Egito da civilização grega. Disto tomamos ciência ao lermos a informação de Emmanuel: “

A própria Grécia, que aí (no Egito) buscou a alma de suas concepções cheias de poesia e de beleza, através da iniciativa dos seus filhos mais eminentes, no passado longínquo, não recebeu toda a verdade das ciências misteriosas.” (P. 42.)

Quanto à Índia as palavras do autor deixam-nos divisar “que também as suas escolas de pensamento guardavam os mistérios iniciáticos, com as mais sagradas tradições de respeito”. (P. 50.)

Observação: Nas duas civilizações este denominador comum: a tendência de restringir a alguns setores as grandes revelações, considerando que o povo ainda não estava devidamente amadurecido para receber todas as informações.

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Atentos a alguns princípios fundamentais da Doutrina Espírita, consideremos o que segue. Egípcio sentia dentro de si, explica Emmanuel que “(…) tanto lhe doía semelhante humilhação, que a alma de um homem podia regressar ao corpo de um irracional, por determinação

a) acreditavam os egípcios na existência da alma;

b) na sua imortalidade;

c) na possibilidade de seu retorno ao corpo de um animal. (Com esta tese os espíritas não concordamos.)

Quanto ao povo hindu, diz Emmanuel: “E o que é de admirar-se é que nenhum povo da Terra tem mais conhecimentos, acerca da reencarnação, do que o hindu, ciente dessa verdade sagrada desde os primórdios da sua organização neste mundo”. (P. 55)

Observação: Se o povo hindu aceita a tese reencarnacionista, é óbvio que aceite igualmente a existência da alma e sua imortalidade, do que observamos mais uma ligação com o povo egípcio!

*

A Enciclopédia Conhecer, publicação da Abril Cultural, referência feita ao Egito, faz uma descrição longa, por sinal, informando: “Poucos povos têm uma civilização tão antiga como a do Egito. Três mil anos a.C. este pedaço do Norte da África já constituía um Estado organizado socialmente. A maioria do povo vivia da agricultura (…). (Vol. XII, p. 2938.)

Francisco Valdomiro Lorenz, em sua obra A Voz do Antigo Egito escreve: “Já nos tempos pré-históricos os egípcios cultivavam a terra, embora de maneira muito primitiva. Quando, nos tempos das primeiras dinastias, chegaram a usar o arado, tornou-se a plantação mais rápida e mais perfeita, e a colheita mais abundante. O Egito foi o maior produtor de trigo na antigüidade.”

Decorridos tantos séculos, renovadas tantas civilizações, observamos que esta tendência para o setor agrícola persiste, merecendo a atenção de cada governo. De acordo com a Grande Enciclopédia Larousse Cultural – da qual temos lançado mão na elaboração de nossa pesquisa –, “o rápido crescimento da população levou ao aumento das áreas cultiváveis, através da construção de uma série de barragens, que permitem a cultura ao longo de todo o ano, muitas vezes com várias colheitas”. (Vol. 9, p. 2028.)

Observação: O mesmo acentuado pendor para a agricultura entre as duas nações!

*

Voltemos agora nossas vistas para o que registra a Enciclopédia Conhecer. À página 2938 do volume XII, lemos sobre o Egito: “(…) seguia uma religião que exaltava as forças da natureza” (…).

“As terras férteis foram ocupadas desde os tempos pré-históricos por pequenas tribos que formavam comunidades rurais e adoravam elementos da natureza” (…).

Observação: Nova ligação!

Com a elaboração do presente estudo, acreditamos de nossa parte finda a pesquisa em torno dos quatro povos degredados da Capela.

Duas conexões:

*

Civilização egípcia e hindu.

*

Civilização dos arianos e judeus.

Cada uma com suas peculiaridades:

*

negativas e

*

positivas.

Terá esta valiosa obra de Emmanuel impressionado nossos historiadores?

Difícil uma resposta. Não importa!

O que esperamos diz respeito às sucessivas e cada vez mais ampliadas revelações de fatos e circunstâncias por parte do Plano Espiritual, tendo como mensageiros Entidades Superiores, em intelecto e moral. Mas, que possamos todos ter olhos de ver e ouvidos de escutar. Para amplitude de nosso saber. Para melhoria de nossos sentimentos.

Revista REFORMADOR – Junho de 2002

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

[1] REFORMADOR de dezembro de 2001, p. 24- -25.

[2] Lorenz, Francisco Valdomiro. A Voz do Antigo Egito, 2. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1946, cap. IX, p. 42. l

Nota de Emmanuel

Devemos ponderar o interstício de muitos séculos. Aliás, no que e refere à historicidade das raças adâmicas, será justo meditarmos atentamente no problema da fixação dos caracteres raciais.

Apresentando o meu pensamento humilde, procurei demonstrar as largas experiências que os operários do Invisível levaram a efeito, sobre os complexos celulares, chegando a dizer da impossibilidade de qualquer cogitação mendelista nessa época da evolução planetária. Aos prepostos de Jesus foi necessária grande soma de tempo, no sentido de fixar o tipo humano.

Assim, pois, referindo-nos ao degredo dos emigrantes da Capela, devemos esclarecer que, nessa ocasião, já o primata hominis se encontrava arregimentado em tribos numerosas. Depois de grandes experiências, foi que as migrações do Pamir se espalharam pelo orbe, obedecendo a sagrados roteiros, delineados nas Alturas.

Quanto ao fato de se verificar a reencarnação de Espíritos tão avançados em conhecimentos, em corpos de raças primigênias, não deve causar repugnância ao entendimento. Lembremo-nos de que um metal puro, como o ouro, por exemplo, não se modifica pela circunstância de se apresentar em vaso imundo, ou disforme. Toda oportunidade de realização do bem é sagrada. Quanto ao mais, que fazer com o trabalhador desatento que estraçalha no mal todos os instrumentos perfeitos que lhe são confiados? Seu direito, aos aparelhos mais preciosos, sofrerá solução de continuidade. A educação generosa e justa ordenará a localização de seus esforços em maquinaria imperfeita, até que saiba valorizar as preciosidades em mão. A todo tempo, a máquina deve estar de acordo com as disposições do operário, para que o dever cumprido seja caminho aberto a direitos novos.

Entre as raças negra e amarela, bem como entre os grandes agrupamentos primitivos da Lemúria, da Atlântida e de outras regiões que ficaram imprecisas no acervo de conhecimentos dos povos, os exilados da Capela trabalharam proficuamente, adquirindo a provisão de amor para suas consciências ressequidas. Como vemos, não houve retrocesso, mas providência justa de administração, segundo os méritos de cada qual, no terreno do trabalho e do sofrimento para a redenção.

(Nota de Emmanuel.)

[52 pág. 39]

Pamir: Montes ou montanhas situadas no Tadjiquistão.

A China milenária

A CHINA

Depois de nossas divagações a respeito da raça branca, que se constituía dos antigos árias no ambiente da Terra, é cabível examinarmos a árvore mais antiga das civilizações terrestres, a fim de observarmos a assistência carinhosa e constante do Divino Mestre para com todas as criaturas de Deus. Inegavelmente, o mais prístino foco de todos os surtos evolutivos do globo é a China milenária, com o seu espírito valoroso e resignado, mas sem rumo certo nas estradas da edificação geral.

Quando se verificou o advento das almas proscritas do sistema da Capela, em épocas remotíssimas, já a existência chinesa contava com uma organização regular, oferecendo os tipos mais homogêneos e mais selecionados do planeta, em face dos remanescentes humanos primitivos.

Suas tradições já andavam de geração em geração, construindo as obras do porvir. Daí se infere que, de fato, a história da China remonta a épocas remotíssimas, no seu passado multimilenário, e esse povo, que deixa agora entrever uma certa estagnação nos seus valores evolutivos, sempre foi igualmente acompanhado na sua marcha por aquela misericórdia infinita que, do Céu, envolve todos os corações que latejam na Terra.

A CRISTALIZAÇÃO DAS IDÉIAS CHINESAS

A cristalização das idéias chinesas advém, simplesmente, desse insulamento voluntário que prejudicou, nas mesmas circunstâncias, o espírito da Índia, apesar da fascinante beleza das suas tradições e dos seus ensinos.

É que a civilização e o progresso, como a própria vida, dependem das trocas incessantes. O Universo, na sua constituição maravilhosa, não criou nem sanciona leis de isolamento na comunidade eterna dos mundos e dos seres. A existência é uma longa escada, na qual todas as almas devem dar-se as mãos, na subida para o conhecimento e para Deus. Enquanto a família indo-européia pervagava no desconhecido, assimilando as expressões das tribos encontradas – em longas iniciativas de construção e trabalho -, os arianos da Índia estacionaram no repouso de suas tradições, desenvolvendo-se, no curso do tempo, as mais prestigiosas lições de experiência para a alma dos povos. E agora, quando os israelitas são chamados por forças poderosas ao deslocamento no seio das nações, a fim de aprenderem mais intimamente a doce lição da fraternidade e do amor universal, renovando a fibra da sua fé a caminho da perfeita compreensão do Cristo, a China é também convocada, pelas transformações do século, à grande lição do entrelaçamento da comunidade planetária, a fim de ensinar as suas virtudes e aprender as virtudes dos outros povos.

Foi pela sua obstinada resistência que a idéia chinesa estagnou-se na marcha do tempo, embora, nestas despretensiosas observações, sejamos dos primeiros a reconhecer a grandeza de suas elevadas expressões espirituais.

FO-HI

Jesus, na sua proteção e na sua misericórdia, desde os tempos mais distantes enviou missionários àqueles agrupamentos de criaturas que se organizavam, econômica e politicamente, entre as coletividades primárias da Terra.

As raças adâmicas ainda não haviam chegado ao orbe terrestre e entre aqueles povos já se ouviam grandes ensinamentos do plano espiritual, de sumo interesse para a direção e solução de todos os problemas da vida.

A História não vos fala de outros, antes do grande Fo-Hi, que foi o compilador de suas ciências religiosas, nos seus trigramas duplos, que passaram do pretérito remotíssimo aos estudos da posteridade.

Fo-Hi refere-se, no seu “Y-King”, aos grandes sábios que o antecederam no penoso caminho das aquisições de conhecimento espiritual. Seus símbolos representam os característicos de uma ciência altamente evolutiva, revelando ensinamentos de grande pureza e da mais avançada metafísica.

Em seguida a esse grande missionário do povo chinês, o Divino Mestre envia-lhe a palavra de Confúcio ou Kong-Fo-Tsé, cinco séculos antes da sua vinda, preparando os caminhos do Evangelho no mundo, tal como procedera com a Grécia, Roma e outros centros adiantados do planeta, enviando-lhes elevados Espíritos da ciência, da religião e da filosofia, algum tempo antes da sua palavra mirífica, a fim de que a Humanidade estivesse preparada para a aceitação dos seus ensinos.

CONFÚCIO E LAO-TSÉ

Confúcio, na qualidade de missionário do Cristo, teve de saturar-se de todas as tradições chinesas, aceitar as circunstâncias imperiosas do meio, de modo a beneficiar o país na medida de suas possibilidades de compreensão.

Ele faz ressurgir os ensinamentos de Lao-Tsé, que fora, por sua vez, um elevado mensageiro do Senhor para as raças amarelas.

Suas lições estão cheias do perfume de requintada sabedoria moral. No “Kan-Ing”, de Lao-Tsé, eis algumas de suas afirmações que nada ficam a dever aos vossos conhecimentos e exposições do moderno pensamento religioso: – “O Senhor dos Céus é bom e generoso, e o homem sábio é um pouco de suas manifestações. Na estrada da inspiração, eles caminham juntos e o sábio lhe recebe as idéias, que enchem a vida de alegria e de bens.”

Lao-Tsé, de cujos ensinamentos Confúcio fez questão de formar a base dos seus princípios, viveu seis séculos antes do advento do Senhor, e, em face dessa filosofia religiosa, avançada e superior, somos obrigados a reconhecer a prodigalidade da misericórdia de Jesus, enviando os seus porta-vozes a todos os pontos da Terra, com o objetivo de fazer desabrochar no espírito das massas a melhor compreensão do seu Evangelho de Verdade e de Amor, que o mundo, entretanto, ainda não compreendeu, não obstante todos os seus sacrifícios.

O NIRVANA

Para fundamentar devidamente a nossa opinião relativa à estagnação do espírito chinês, examinemos ainda as suas interessantes e elevadas concepções religiosas.

De um modo geral, é o culto dos antepassados o principio da sua fé. Esse culto, cotidiano e perseverante, é a base da crença na imortalidade, porquanto de suas manifestações ressaltam as provas diárias da sobrevivência. As relações com o plano invisível constituem um fenômeno comum, associado à existência do indivíduo mais obscuro. A idéia da necessidade de aperfeiçoamento espiritual é latente em todos os corações, mas o desvio inerente à compreensão do Nirvana é aí, como em numerosas correntes do budismo, um obstáculo ao progresso geral.

O Nirvana, examinado em suas expressões mais profundas, deve ser considerado como a união permanente da alma com Deus, finalidade de todos os caminhos evolutivos; nunca, porém, como sinônimo de imperturbável quietude ou beatifica realização do não ser. A vida é a harmonia dos movimentos, resultante das trocas incessantes no seio da natureza visível e invisível. Sua manutenção depende da atividade de todos os mundos e de todos os seres. Cada individualidade, na prova, como na redenção, como na glória divina, tem uma função definida de trabalho e elevação dos seus próprios valores. Os que aprenderam os bens da vida e quantos os ensinam com amor, multiplicam na Terra e nos Céus os dons infinitos de Deus.

A CHINA ATUAL

A falsa interpretação do Nirvana disturbou as elevadas possibilidades criadoras do espírito chinês, cristalizou-lhe as concepções e paralisou-lhe a marcha para as grandes conquistas. É certo que essas conquistas não consistem nas metralhadoras e nas bombardas da civilização do Ocidente, cheia de comodidades multifárias, mas aqui me refiro à incompreensão geral acerca da lição sublime do Cristo e dos seus enviados.

A China, como os outros povos do mundo, tem de esmar neste século os valores obtidos na sua caminhada longa e penosa Destas palavras, não há inferir que a invasão japonesa, na sua incrível agressividade, esteja tocada de uma sanção divina. O Japão poderá realizar, na grande república, todas as conquistas materiais; usando a psicologia dos conquistadores, poderá melhorar as condições sanitárias do povo, rasgar estradas e multiplicar escolas; mas não amortecerá a energia perseverante do espírito chinês, valoroso e resignado, que poderá até ceder-lhe as próprias rédeas do governo, enchendo-o de fortuna, de suntuosidade e de honrarias, sem desprestígio do seu próprio valor, porquanto a China milenária sabe que os espíritos de rapina embriagam-se facilmente com o vinho de sangue do triunfo, e tão logo o luxo lhes amoleça as fibras da desesperação, todas as vitórias voltam, automaticamente, à reflexão, ao raciocínio, à cultura e à inteligência.

O que se faz necessário examinar é o estado de estagnação da alma chinesa nestes últimos séculos, para concluirmos pela sua necessidade imperiosa de comungar no banquete de fraternidade dos outros povos.

A EDIFICAÇÃO DO EVANGELHO

É verdade que a palavra direta do Cristo, consubstanciada no seu Evangelho, ainda não chegou até lá de um modo geral, aclarando o caminho de todos os corações, mas um sopro de vida romperá as sombras milenárias que caíram sobre a república chinesa, onde milhões de almas repousam, indevidamente, na falsa compreensão do Nirvana e do Absoluto. Mãos valorosas erguerão o monumento evangélico naquele mundo de dolorosas antigüidades, e um novo dia raiará para a grande nação que se tornou em símbolo de paciência e de perseverança, para os outros povos. Esperemos a providência dAquele que guarda em suas mãos augustas e misericordiosas a direção do mundo.

“Bem-aventurados os pacíficos, os aflitos, os humildes.” E as suas palavras mansas e carinhosas nos fazem lembrar a China milenária, que, amando a paz, sofre agora o insulto das forças tenebrosas da ambição, da injustiça e da iniqüidade.

[52 - página 73]

EVOLUÇÃO HUMANA A CAMINHO DA LUZ

Enquanto as penosas transições do século XX se anunciam ao tinido sinistro das armas, as forças espirituais se reúnem para as grandes reconstruções do porvir.

Aproxima-se o momento em que se efetuará a aferição de todos os valores terrestres para o ressurgimento das energias criadoras de um mundo novo, e natural é que recordemos o ascendente místico de todas as civilizações que surgiram e desapareceram, evocando os grandes períodos evolutivos da Humanidade, com as suas misérias e com os seus esplendores, para afirmar as realidades espirituais acima de todos os fenômenos transitórios da matéria.

Esse esforço de síntese será o da fé reclamando a sua posição em face da ciência_dos_ homens, e ante as religiões da separatividade, como a bússola da verdadeira sabedoria.

*

Diante dos nossos olhos de espírito passam os fantasmas das civilizações mortas, como se permanecêssemos diante de um “écran” maravilhoso.

*

As almas_mudam_a_indumentária_carnal, no curso incessante dos séculos; constroem o edifício milenar da evolução_humana com as suas lágrimas e sofrimentos, e até nossos ouvidos chegam os ecos dolorosos de suas aflições.

*

Passam as primeiras organizações do homem e passam as suas grandes cidades, transformadas em ossuários silenciosos.

*

O tempo, como patrimônio divino do espírito, renova as inquietações e angústias de cada século, no sentido de aclarar o caminho das experiências humanas.

*

Passam as raças e as gerações, as línguas e os povos, os países e as fronteiras, as ciências e as religiões.

*

Um sopro divino faz movimentar todas as coisas nesse torvelinho maravilhoso. Estabelece-se, então, a ordem equilibrando todos os fenômenos e movimentos do edifício planetário, vitalizando os laços eternos que reúnem a sua grande família.

Vê-se, então, o fio inquebrantável que sustenta os séculos das experiências terrestres, reunindo-as, harmoniosamente, umas às outras, a fim de que constituam o tesouro imortal da alma humana em sua gloriosa ascensão para o Infinito.

* As raças são substituídas pelas almas e as gerações constituem fases do seu aprendizado e aproveitamento;

* as línguas são formas de expressão, caminhando para a expressão única da fraternidade e do amor,

* e os povos são os membros dispersos de uma grande família trabalhando para o estabelecimento definitivo de sua comunidade universal.

Seus filhos_mais_eminentes, no plano dos valores espirituais, são agraciados pela Justiça Suprema, que legisla no Alto para todos os mundos do Universo, e podem visitar as outras pátrias siderais, regressando ao orbe, no esforço abençoado de missões regeneradoras dentro das igrejas e das academias terrenas.

Na tela mágica dos nossos estudos, destacam-se esses missionários que o mundo muitas vezes crucificou na incompreensão das almas vulgares, mas, em tudo e sobre todos, irradia-se a luz desse fio de espiritualidade que diviniza a matéria, encadeando o trabalho das civilizações, e, mais acima, ofuscando o “écran” das nossas observações e dos nossos estudos, vemos a fonte de extraordinária luz, de onde parte o primeiro ponto geométrico desse fio de vida e de harmonia, que equilibra e satura toda a Terra numa apoteose de movimento e divinas claridades.

Nossos pobres olhos não podem divisar particularidades nesse deslumbramento, mas sabemos que o fio da luz e da vida está nas suas mãos. É Ele quem sustenta todos os elementos ativos e passivos da existência planetária. No seu coração augusto e misericordioso está o Verbo do princípio. Um sopro de sua vontade pode renovar todas as coisas, e um gesto seu pode transformar a fisionomia de todos os horizontes terrestres.

Passaram as gerações de todos os tempos, com as suas inquietações e angústias. As guerras ensangüentaram o roteiro dos povos nas suas peregrinações incessantes para o conhecimento superior. Caíram os tronos dos reis e esfacelaram-se coroas milenárias. Os príncipes do mundo voltaram ao teatro de sua vaidade orgulhosa, no indumento humilde dos escravos, e, em vão, os ditadores conclamaram, e conclamam ainda, os povos da Terra, para o morticínio e para a destruição.

O determinismo do amor e do bem é a lei de todo o Universo e a alma humana emerge de todas as catástrofes em busca de uma vida melhor.

Só Jesus não passou, na caminhada dolorosa das raças, objetivando a dilaceração de todas as fronteiras para o amplexo universal. Ele é a Luz do Principio e nas suas mãos misericordiosas repousam os destinos do mundo. Seu coração magnânimo é a fonte da vida para toda a Humanidade terrestre. Sua mensagem de amor, no Evangelho, é a eterna palavra da ressurreição e da justiça, da fraternidade e da misericórdia. Todas as coisas humanas passaram, todas as coisas humanas se modificarão. Ele, porém, é a Luz de todas as vidas terrestres, inacessível ao tempo e à destruição

Enquanto falamos da missão do século XX, contemplando os ditadores da atualidade, que se arvoram em verdugos das multidões, cumpre-nos voltar os olhos súplices para a infinita misericórdia do Senhor, implorando-lhe paz e amor para todos os corações.

Francisco Cândido Xavier

Ditada pelo Espírito EMMANUEL

(Mensagem recebida em 17- 8 -1938.)

 

EXPLICANDO

ÀS ALMAS ENFRAQUECIDAS:

O que é o moderno Espiritualismo.

Necessidade do esforço próprio.

A prece.

Aos enfraquecidos na luta

A ASCENDÊNCIA DO EVANGELHO

As tradições religiosas.

Os missionários do Cristo.

A lei mosaica.

Jesus.

O Evangelho e o futuro

ROMA E A HUMANIDADE

Roma em seus primórdios.

O Cristianismo em suas origens.

Os bispos de Roma.

Inovações e dogmas romanos.

As pretensões romanas

A BASE RELIGIOSA

O tóxico do intelectualismo.

Experiência que fracassaria.

A falibilidade humana.

O sublime legado.

Religião e religiões.

Sabedoria integral e ordem inviolável

A NECESSIDADE DA EXPERIÊNCIA

O momento das grandes lutas.

Os planos do Universo são infinitos.

O progresso isolado dos seres.

O futuro é a perfeição.

O que significam as reencarnações

PELA REVIVESCÊNCIA DO CRISTIANISMO

Época de desolação.

A norma de ação educativa.

A falha da Igreja Romana.

O propósito dos Espíritos

O LABOR DAS ALMAS

Dificuldades da comunicação.

O trabalho dos Espíritos.

Necessidade do sacrifício.

Desenvolvimento da intuição

A CONFISSÃO AURICULAR:

A confissão nos tempos apostólicos.

A confissão auricular e a sua grande vitima.

Reforma necessária.

Confessai-vos uns aos outros

A IGREJA DE ROMA NA AMÉRICA DO SUL:

A grande usurpadora.

O Catolicismo na Europa moderna.

A Igreja Católica provocando a pobreza do mundo.

Amargos contrastes

O mundo tem sede do Cristo …..

AS PRETENSÕES CATÓLICAS:

O culto religioso e o Estado.

Sempre com César

MENSAGEM AOS MÉDIUNS:

Vigiar para vencer.

Quem são os médiuns na sua generalidade.

As oportunidades do sofrimento.

Necessidade da exemplificação.

O problema das mistificações.

Apelo aos médiuns

A PAZ DO ÚLTIMO DIA:

Os que se dedicam às coisas espirituais.

As almas torturadas.

A outra vida.

Espíritos felizes.

Aos meus irmãos

DOUTRINANDO A CIENCIA

AS INVESTIGAÇGES DA CIENCIA:

O resultado das investigações.

O fracasso de muitas iniciativas.

O utilitarismo.

Os tempos do porvir

A SUBCONSCIENCIA NOS FENÓMENOS PSÍQUICOS:

A subconsciência.

O olvido temporário.

As recordações

A IDEIA DA IMORTALIDADE:

A idéia de Deus.

A consciência.

O antropomorfismo.

O culto dos mortos.

A evolução dos sistemas religiosos

AS VIDAS SUCESSIVAS E OS MUNDOS HABITADOS:

Espontaneidade impossível.

Há mundos incontáveis.

Mundo de exílio e escola regeneradora.

O estímulo do conhecimento

SOBRE OS ANIMAIS:

A sombra dos princípios.

Os animais –nossos parentes próximos.

A alma dos animais.

Todos somos irmãos

A EUROPA MODERNA EM FACE DO EVANGELHO

Dores inevitáveis.

Ausência de unidade espiritual.

A paz armada.

Sociedades edificadas na pilhagem

A CIVILIZAQÃO OCIDENTAL:

Possibilidades do Oriente.

O fantasma da guerra.

Ânsia de domínio e de destruição.

O futuro das grandezas materiais

A DECADÊNCIA INTELECTUAL DOS TEMPOS MODERNOS

Profunda pobreza intelectual.

Ditaduras e problemas econômicos.

Necessidade da cooperação fraterna

CIVILIZAQÃO EM CRISE:

Fase de experimentações.

Na dependência da guerra.

Sentença de destruição.

O futuro pertencerá ao Evangelho

FLUIDOS MATERIAIS E FLUIDOS ESPIRITUAIS

A SAÚDE HUMANA:

A renovação dos métodos de cura.

Os problemas clínicos inquietantes.

Medicina espiritual.

O mundo marcha para a síntese

O CORPO ESPIRITUAL

A vida corporal – expressão da morte.

Inacessível aos processos da indagação cientifica.

Respondendo às objeções.

Através dos escaninhos do universo orgânico.

O santuário da memória.

O prodigioso alquimista.

Alma e corpo.

A evolução infinita

OS PODERES DO ESPÍRITO

Os mendigos da sabedoria.

A insuficiência sensorial.

A inútil tentativa.

Tudo é vibração espiritual.

A matéria

OS TEMPOS DO CONSOLADOR

A concepção da Divindade.

A Fé ante a Ciência.

Os esclarecimentos do Espiritismo.

Nós viveremos eternamente

OS DOGMAS E OS PRECONCEITOS:

Ações perturbadoras.

Características da sociedade moderna.

A Ciência e a Religião.

O trabalho dos intelectuais

AS COMUNICAÇÕES ESPÍRITAS

O mediunismo.

A comunhão dos dois mundos.

Os Espíritos benignos.

O que representam as comunicações.

Os planos da evolução

DO “MODUS OPERANDI” DOS ESPÍRITOS

O processo das comunicações.

Os aparelhos mediúnicos.

A ideoplasticidade do pensamento

EVANGELIZAQÃO DOS DESENCARMADOS.

A situação dos recém-libertos da carne.

As exortações evangélicas.

A lição das almas.

Ensinar e praticar

OS ESPÍRITOS DA TERRA:

Espíritos da Terra.

Como Se Opera o progresso geral

Os períodos de renovação.

– Missão do Espiritismo

DOS DESTINOS:

A vida verdadeira.

A escolha das provações.

O esquecimento do passado.

O homem e seu destino.

A vida é sempre amor

QUATRO QUESTÕES DE FILOSOFIA:

Determinismo e livre-arbítrio.

O tempo e o espaço.

Espírito e matéria.

O princípio de unidade

VOZES NO DESFRTO

EDUCAÇÂO EVANGÉLICA:

O resultado dos erros religiosos.

Fim de um ciclo evolutivo.

Urge reformar.

Necessidade da educação pura e simples.

Formação da mentalidade cristã

AOS TRABALHADORES DA VERDADE:

A fenomenologia espírita.

A psicologia e a “mens sana”.

O progresso anímico.

A trajetória das almas.

As realidades do futuro

A Tarefa dos Guias Espirituais

DOUTRINANDO A FÉ

 

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Publicado por: Espaco Espiritual | quarta-feira, 23 dezembro 2009

PALESTRA NA ESPIRITUALIDADE SOBRE MEDIUNIDADE MEDIUNIDADE E FENÔMENO

PALESTRA NA ESPIRITUALIDADE SOBRE MEDIUNIDADE MEDIUNIDADE E FENÔMENO André Luiz Era considerável o número de amigos encarnados, provisoriamente libertos do corpo físico através do sono, que se congregavam no vasto salão. Em primeiro lugar, junto da mesa diretora, onde Alexandre assumiu a chefia, instalaram-se os alunos diretos e permanentes do generoso e sábio instrutor. Distribuíam-se os demais em turmas sucessivas de segundo plano. Calculei a assistência de companheiros nessas condições em pouco mais de cem pessoas, aproximadamente, exceção dos desencarnados que acorriam até ali em mais vasta expressão. Além do grupo do Irmão Francisco, que trouxera os tutelados, outras associações da mesma natureza compareciam com os seus pupilos, interessados em novas instruções. Observei, porém, uma particularidade: somente os aprendizes comprometidos com Alexandre podiam relacionar suas dúvidas, pedidos e indagações, não em sentido verbal, mas através de consultas que eram previamente transmitidas a ele, antes de iniciar a dissertação. Atendendo-me a curiosidade, Sertório, que se mantinha a meu lado, explicou, atencioso: – Há muitas escolas deste gênero para os encarnados que se dispõem a aproveitar os momentos de sono físico. É natural que aos discípulos permanentes, desse ou daquele setor, caiba o direito de interrogar. Como vemos, não há particularismo. Trata-se de uma questão de ordem dos serviços, mesmo porque os aprendizes de comparecimento eventual terão direitos outros, por sua vez, nos núcleos a que pertencem. Satisfeito, pelo esclarecimento, indaguei: – Qual o tema da noite? Há programa pré-estabelecido? – Há sempre plano organizado para o trabalho – respondeu. – Contudo, os temas são improvisados por Alexandre, depois de receber as indagações e consultas dos freqüentadores habituais. O orientador examina, atentamente, as questões suscitadas pela maioria e fornece instruções de modo a satisfazer igualmente aos assuntos com minoria de interessados. – E poderá informar quanto ao tema provocado pela maioria dos aprendizes, nesta noite? – Creio que se refere à mediunidade e ao fenômeno, em geral. Em seguida, o companheiro, por especial gentileza, convidou-me a integrar, na assembléia, a equipe dos auxiliares do devotado instrutor que tomara a tribuna, iniciando os serviços educativos. Mais do que em outras ocasiões, realçava-se-lhe a figura veneranda e imponente. Irradiando a. luz que lhe era própria. Alexandre dominava a reunião de trabalhadores e estudantes, não pelo magnetismo absorvente dos oradores apaixonados, mas pela bondade simples e pela superioridade sem afetação. Todas as atenções centralizadas nele, começou a explanação com uma rogativa ao Senhor, suplicando-lhe o dom de compreender o auditório e de ser por ele compreendido. Era tocante e nova para mim semelhante oração, inteiramente espiritual e sem o mínimo laivo de personalismo. Todavia, quanto mais procurava impessoalizar-se, afirmando-se mero instrumento da Vontade Divina, mais destacado se tornava o orientador aos meus olhos, como verdadeiro expoente de sabedoria, humildade, prudência, fidelidade, confiança e luz. Finda a oração comovedora, começou a falar, dirigindo-se aos ouvintes com palavras firmes e diretas: – Irmãos, prosseguindo em nossos trabalhos, comentaremos hoje vossos pedidos de orientação mediúnica, em face das dificuldades que se vos apresentam na luta de cada dia e que classificais como impedimentos de natureza psíquico-fisiológica. Desejais realizações generosas nos domínios da revelação superior, sonhais conquistas gloriosas e realizações sublimes; entretanto, há que corrigir vossas atitudes mentais diante da vida humana. Como intentar construções sem bases legítimas, atingir os fins sem atender aos princípios? Não se reduz a fé a simples amontoado de promessas brilhantes, e o conjunto de ansiedades angustiosas que vos possui os corações, de modo algum poderia significar a realização espiritual propriamente dita. A edificação do reino interior com a luz divina reclama trabalho persistente e sereno. Não será tão somente ao preço de palavras que erguereis os templos da fé viva. Como acontece a comezinhos serviços de natureza terrestre, é imprescindível a escolha de material, esforços de aquisição, planos deliberados previamente, aplicação necessária, experimentação de solidez, demonstrações de equilíbrio, firmeza de linhas, harmonia de conjunto e primores de acabamento. Alexandre fez ligeira pausa, fixou atentamente a assembléia, como se estivesse a transmitir-lhe ondas vigorosas de magnetismo criador, e prosseguiu: – Reúnem-se aqui muitos irmãos que pretendem desenvolver as percepções mediúnicas; entretanto, aguardam simples expressões fenomênicas, supondo erroneamente que as forças espirituais permanecem circunscritas a puro mecanismo de forças cegas e fatais, sem qualquer ascendente de preparação, disciplina e construtividade. Requerem a clarividência, a clariaudiência, o serviço completo de intercâmbio com os planos mais elevados; no entanto, terão aprendido a ver, a ouvir e, sobretudo, a servir, na esfera de trabalho cotidiano? Terão dominado todos os impulsos inferiores, para se colocarem no rumo das regiões superiores? Poderá o feto caminhar e falar no plano físico? Deveríamos conferir à criança de cinco anos direitos cabíveis ao adulto de meio século? Se as leis humanas, ainda transitórias e imperfeitas, traçam linhas de controle aos incapazes, estariam as leis divinas, imutáveis e eternas, à mercê dos desordenados desejos da criatura? O. meus amigos, sem dúvida, há muitos gêneros e processos mediúnicos em função no mundo das formas em que viveis! Urge, porém, estimar o trabalho antes do repouso, aceitar o dever sem exigências, desenvolver as tarefas aparentemente pequeninas, antes de vos inquietardes pelas grandes obras, e colocar os desígnios do Senhor acima de todas as preocupações individuais! Urge fugir da apropriação indébita no comércio com as forças invisíveis, furtar-se ao encantamento temporário e à obsessão sutil e perversa! Coletivamente, não somos duas raças antagônicas ou dois grandes exércitos, rigorosamente separados através das linhas da vida e da morte, e, sim, a grande e infinita comunidade dos vivos, tão somente diferenciados uns dos outros pelos impositivos da vibração, mas quase sempre unidos para a mesma tarefa de redenção final! Não julgueis que a morte da forma santifique o ser que a habitou! Se o raio de sol não se contamina ao contacto do pântano, também o doente rebelde é o mesmo enfermo se apenas troca de residência. O corpo físico representa apenas o vaso em uso, durante algum tempo, e o vaso quebrado não significa redenção ou elevação do seu temporário possuidor. Recorremos a semelhante imagem para dizer-vos que o habitante da esfera, atualmente invisível aos vossos olhos, é um irmão nem sempre superior a vós outros, nos círculos evolutivos. Desencarnação não expressa santificação. Os companheiros que vos antecedem no plano espiritual não permanecem reunidos em aprendizagem muito diferente. Os elétrons e fótons que vos constituem a vestimenta física integram, igualmente, os nossos veículos de manifestação, em outras características vibratórias. E. necessário, portanto, atentardes para as vossas possibilidades interiores, para as maravilhas de vossa divindade potencial. Em vossos desejos insopitáveis de intercâmbio com o Invisível, naturalmente anelais a aproximação da sociedade celeste. Esperais a revelação da verdade divina, a par de elementos insofismáveis de certeza tranqüila; entretanto, para isso, é indispensável organizar e desenvolver vossos valores celestes, como criaturas celestiais que verdadeiramente sois. Todo um exército de trabalhadores do Cristo funciona em cada núcleo de vossas atividades relativas à espiritualização, convocando-vos ao sentimento iluminado, à virtude ativa, ao departamento superior da vida íntima; todavia, é ainda muito forte a vossa tendência de materializar todas as expressões do espírito, esquecidos de espiritualizar a matéria. Solicitais a luz, quase sempre perseverando nas sombras; reclamais felicidade, semeando sofrimentos; pedis amor, incentivando a separação; buscais a fé, duvidando até de vós mesmos. A possibilidade de comerciar emoções com as esferas invisíveis que vos rodeiam não representa, de modo algum, a realização espiritual imprescindível à edificação divina de cada um de nós, porque o problema da glória mediúnica não consiste em ser instrumento de determinadas Inteligências, mas em ser instrumento fiel da Divindade. Para que a alma encarnada efetue semelhante conquista é indispensável desenvolva os seus próprios princípios divinos. A bolota é o carvalho potencial. O punhado de sementes minúsculas é o trigal de amanhã. O gérmen insignificante será, em breves dias, a ave poderosa cortando amplidões. Alexandre estava cada vez mais empolgante e belo. Do alto, jorravam-lhe sobre a fronte fios irisados de brilhante luz. – Mediunidade – prosseguiu ele, arrebatando-nos os corações – constitui “meio de comunicação”, e o próprio Jesus nos afirma: “eu sou a porta… Se alguém entrar por mim será salvo e entrará, sairá e achará pastagens!” Por que audácia incompreensível imaginais a realização sublime sem vos afeiçoardes ao Espírito de Verdade, que é o próprio Senhor? Ouvi-me, irmãos meus!… Se vos dispondes ao serviço divino, não há outro caminho senão Ele, que detém a infinita luz da verdade e a fonte inesgotável da vida! Não existe outra porta para a medi unidade celeste, para o acesso ao equilíbrio divino que anelais no recôndito santuário do coração! Somente através d’Ele, vivendo-lhe as sublimes lições, alcançareis a sagrada liberdade de entrar nos domínios da Espiritualidade e deles sair, conquistando o pão eterno que vos saciará a fome para sempre. Sem o Cristo, a mediunidade é simples “meio de comunicação” e nada mais, mera possibilidade de informação, como tantas outras, da qual poderão assenhorear-se também os interessados em perturbações, multiplicando presas infelizes. Lembrai-vos, contudo, de que a lei divina jamais endossou o cativeiro e nunca sancionou a escravidão! Esquecestes a palavra divina que pronunciou: <> ? Ao enunciar esta última frase, o orientador assumira atitude muito diversa. Pareceu-me que em pleno tórax acendera-se-lhe sublime luz, levemente anilada, luz que nos enviava, a todos, raios de inexprimível alegria. Seus cabelos semelhavam-se agora a fios de sol de safirina expressão. O olhar tomara-se-lhe mais sublime e profundo. E muitos de nós, desencarnados e encarnados, choramos de agradecimento e júbilo, tocados de inexplicável emoção. Após ligeiro intervalo, continuou o amoroso e sábio instrutor: – Ó meus amigos, a persistência na condição de animalidade vos perturba! Sois a coroa espiritual da face da Terra, pela razão com que fostes galardoados pelo Senhor do Universo. O facho esplendoroso do raciocínio clareia o santuário de vossas consciências, o sublime vos convida ao “mais além”, irmãos mais velhos vos convocam ao convívio do Pai; no entanto, buscais demorar voluntariamente na fauna da irracionalidade primitiva. No campo vibratório da mente humana. Sente-se ainda o veneno das víboras ingratas, o instinto dos lobos famulentos, as ciladas das raposas, o impulso sanguinário dos tigres vorazes, a vaidade e o orgulho dos leões. Não acrediteis que semelhantes atributos sejam característicos do corpo mortal simplesmente. São qualidades que o Espírito conserva em si, olvidando os patrimônios divinos. Ora, a morte física surpreende as criaturas na atitude que cultivaram. Modificam-se os planos de vibração, mas a essência espiritual é sempre a mesma. Daí o emaranhado de manifestações inferiores nas esferas mediúnicas de vossas atividades. Em muitas ocasiões, ao invés de cultivardes as qualidades positivas de realização com Jesus, permaneceis no fomento de interesses mesquinhos da concorrência humana aos centros passageiros de pura sensação. Tomados de enormes equívocos, nos círculos do desenvolvimento medianímico, acreditais seja possível vencer o domínio pesado das vibrações grosseiras, cristalizadas pela viciação de muitos séculos, tão somente à força de movimentação mecânica das células materiais. Sem qualquer preparação intentais a travessia das fronteiras vibratórias, invocando as potências invisíveis de qualquer natureza, para o adestramento de forças psíquicas, qual homem leviano que exigisse orientadores, ao acaso, em plena multidão, esquecido de que nem todos os transeuntes da via pública permanecem em condições de beneficiar, orientar e ensinar. Se as máquinas mais simples da Terra pedem o curso preparatório do operário, para que o setor da produção não desmereça em qualidade e quantidade, como esperais que a mediunidade sublime se reduza a serviços automáticos, a puras manifestações de mecanismo fisiológico, indene de educação e responsabilidade? Sempre será possível abrir meios de comunicação entre vós outros e os planos que vos são invisíveis, mas não esqueçais de que as afinidades são leis fatais de reunião e integração nos reinos infinitos do Espírito! Sem os valores da preparação, encontrareis irremediavelmente a companhia dos que fogem aos processos educativos do Senhor; e sem as bênçãos da responsabilidade encontrareis logicamente os irresponsáveis. Objetareis que o fenômeno é indispensável no campo experimental das conquistas científicas, que o inabitual deve ser convocado a favorecer novas convicções; entretanto, somos dos primeiros a reconhecer que os vossos caminhos na Crosta se desdobram entre fenômenos maravilhosos. Já resolvestes, acaso, o mistério da integração do hidrogênio e do oxigênio na gota d’água? Explicastes todo o segredo da respiração dos vegetais? Por que disposição da natureza viceja a cicuta que mata, ao lado do trigo que alimenta? Que dizeis da haste espinhosa: Da Terra oferecendo a flor, como graciosa taça de perfume celeste? Solucionastes todos os problemas biológicos das formas físicas que povoam o Planeta, nas diversas espécies? Qual é a vossa definição do raio de sol? Vistes, alguma vez, o eixo imaginário que sustenta o equilíbrio do mundo? Se semelhantes fenômenos, de caráter permanente na Crosta, não despertam as almas adormecidas, fornecendo-lhes a legítima concepção da existência de Deus, como esperais destruir a rebeldia milenária dos homens, exigindo espetáculos prematuros de manifestações da Espiritualidade superior? Não, meus amigos! Urge abandonar os setores de ruído externo para iniciardes o desenvolvimento interior das faculdades divinas! A paixão do fenômeno pode ser tão viciosa e destruidora para a alma, como a do álcool que embriaga e aniquila os centros da vida física! Vosso jogo de hipóteses, na maioria das circunstâncias, não passa de dança macabra dos raciocínios, fugindo às realidades universais e adiando, indefinidamente, a edificação real do espírito! Concordamos convosco em que a experimentação é necessária; que a pesquisa intelectual é o ponto de partida dos grandes empreendimentos evolutivos; que a curiosidade respeitável é mãe da ciência realizadora; que todo e qualquer processo de conhecimento exige campo de observação e trabalho, como é imprescindível o material didático, nas escolas mais simples. Entretanto, urge reconhecer que os elementos de aprendizagem não devem ser convertidos pelo aluno em meras expressões de brinquedo ou entretenimento. Além disso, ainda que os aprendizes se esclareçam, relativamente às lições, é forçoso observar que a informação não é tudo, porquanto o esclarecimento, educativo é apenas parte do aprendizado. Que dizer dos discípulos que estudam sempre, sem jamais aprenderem no terreno das aplicações legitimas? Que dizer dos companheiros, portadores de luzes verbais para os outros, que nunca se iluminam a si mesmos? Catalogar valores não significa vivê-los. Ensinar o caminho a viajores, não demonstra conhecimento direto e pessoal da jornada. Há excelentes estatísticos que nunca visitaram as fontes originais de seus recursos informativos, e eminentes geógrafos que raramente saem do lar. Referimo-nos a semelhantes imagens para fazer-vos sentir que, se é possível manter atitudes dessa ordem, no campo limitado da curta existência na Crosta, não se pode fazer o mesmo no reino infinito da vida espiritual, em cujos círculos viveis desde agora, apesar da vossa condição de criaturas ligadas aos veículos inferiores. Mediunidade não é disposição da carne transitória e sim expressão do Espírito imortal. Naturalmente, o intercâmbio aprimorado, entre os dois planos, requere sadias condições do vaso sagrado de possibilidades fisiológicas que o Senhor vos confiou para santificação; todavia, o corpo é instrumento elevado nas mãos do artista, que deve ser divino. Se aspirais ao desenvolvimento superior, abandonai os planos inferiores. Se pretendeis o intercâmbio com os sábios, crescei no conhecimento, valorizai as experiências, intensificai as luzes do raciocínio! Se aguardais a companhia sublime dos santos, santificai-vos na luta de cada dia, porque as entidades angélicas não se mantêm insuladas nos júbilos celestes e trabalham também pelo aperfeiçoamento do mundo, esperando a vossa angelização! Se desejais a presença dos bons, tornai-vos bondosos por vossa vez! Sem afabilidade e doçura, sem compreensão fraternal e sem atitudes edificantes, não podereis entender os Espíritos afáveis e amigos, elevados e construtivos. Se não seria razoável encontrar Platão ensinando filosofia avançada a tribos selvagens e primitivas, nem Francisco de Assis operando com salteadores, não será admissível a integração dos Espíritos esclarecidos e santificados com as almas rigorosamente agarradas às manifestações mais baixas e grosseiras da existência carnal. Em vossas atividades espiritualistas, lembrai-vos de que não vos encontrais perante uma doutrina sectária de homens em trânsito no Planeta! Permaneceis num movimento divino e mundial, de libertação das consciências, numa revelação sublime da vida eterna e de valores imortais para todas as criaturas de boa vontade! Acolhendo essa convicção, não vos detenhais na atitude exclusiva e presunçosa dos que supõem haver encontrado na mediunidade tão – somente um sexto sentido! O valor mediúnico não é dom de privilegiados, é qualidade comum a todos os homens demandando a boa vontade sincera no terreno da elevação. Por agora, é inegável que necessitamos das grandes tarefas estimuladoras, em que determinados companheiros encarnados são convocados aos grandes testemunhos nesse setor do esclarecimento coletivo, na disseminação da fé positiva e edificante; mas o futuro nos revelará que o serviço dessa natureza pertence a todas as criaturas, porque todos nós somos Espíritos imortais. Não alimenteis qualquer dúvida! Não permitais que o padrão vibratório das forças físicas vos apague a luz gloriosa da divina certeza deste momento, porque todos nós, amados amigos, nos encontramos diante da própria Espiritualidade sem fim, renovando energias viciadas de séculos consecutivos, a caminho de transformações que mal poderíeis imaginar, nos círculos de vosso presente evolutivo! Elevemo-nos, pois, no espírito do Senhor, que nos convidou ao banquete da luz, desde hoje! Levantemo-nos para o porvir, não no sentido de menosprezar a Terra, mas no propósito de aperfeiçoar as nossas qualidades individuais, para sermos verdadeiramente úteis às suas realizações que hão de vir! Entreamemo-nos intensamente, realizando os preceitos evangélicos e edifiquemo-nos, cada dia, erguendo-nos para a redenção final. Livro: Missionário de Luz – Médium: Francisco Cândido Xavier –

Publicado por: Espaco Espiritual | sábado, 19 dezembro 2009

CORPO DE JESUS…

Corpo de Jesus Certa feita assistimos uma película bastante interessante. Com a denominação de A investigação, o filme nos remete aos anos seguintes à morte do Cristo. A intenção parece clara, a princípio: tentar provar que verdadeiramente o Mestre não ressuscitou. É que os homens, por não entenderem das questões, acreditam que Jesus ressuscitou e apareceu com Seu corpo de carne. De fato surge a pergunta: O que aconteceu com o corpo de carne de Jesus? Pois se o corpo com que se apresenta à Madalena, aos discípulos e ascende aos céus, na Galiléia, é um corpo espiritual, diferente – onde está o de carne, que foi sepultado nos jardins de José de Arimatéia? Teriam os discípulos furtado o corpo? Possivelmente, não. Os quatro Evangelistas nos dizem que os discípulos se espantaram ao receberem a notícia da ressurreição do Cristo. À época, eles não entendiam as questões mais profundas que dizem respeito ao corpo espiritual. Eles estavam amedrontados, temiam as perseguições. Seriam incapazes de uma ação que requeria coragem, desde que os sacerdotes haviam tomado todas as providências para que o corpo não caísse nas mãos dos Apóstolos. Teriam os sacerdotes furtado o corpo? Também não. Eles, em especial, tinham o máximo interesse em conservar o corpo de Jesus no túmulo. Seria muito oportuno apresentar o corpo, quando os discípulos começassem a pregar o Evangelho do Senhor e falassem da ressurreição. O que eles desejavam mesmo era mostrar o corpo sepultado de Jesus, para provar que Ele não tinha a capacidade de ressurgir, como afirmara antes da Sua morte. Mas por que o corpo deveria desaparecer? É bom levar em consideração que até então, tanto os sacerdotes como os discípulos de Jesus levavam Suas palavras ao pé da letra. Não tinham idéia exata de como o Espírito sobrevivia à matéria. Se, portanto, os discípulos vissem o corpo de Jesus se dissolvendo no túmulo, pelo processo natural pós-morte e O vissem, ao mesmo tempo, vivo, ressuscitado, tomariam o Mestre por uma visão. Não acreditariam no que tinham visto. Dessa forma, o desaparecimento do corpo de Jesus trouxe duas vantagens ao movimento nascente. Primeira, fortificou a fé dos discípulos que, vendo o Mestre materializado perante eles, não mais duvidaram da Sua missão e saíram a pregar o Evangelho. Segunda, deixou os sacerdotes sem nenhuma arma para contradizer os ensinos de Jesus. Não puderam semear a confusão, como pretendiam, no seio do Cristianismo. Como desapareceu o corpo de Jesus? Possivelmente, Ele mesmo, o Senhor dos Espíritos, com todo o Seu poder, o terá desmaterializado. Já de outra feita, ainda em vida terrena, isso realizara, para escapar da sanha assassina dos que O pretendiam matar, lançando-O de cima de um grande monte. Ou então, amigos de Jesus transportaram o Seu corpo para algum túmulo distante e desconhecido. Ali se desfez, retornando a matéria ao reservatório da natureza, em processamento natural. De uma ou de outra forma, foi uma medida muito acertada para se evitar conseqüências danosas ao futuro do Evangelho. Com certeza, também para evitar que o Seu corpo se tornasse fruto de veneração, idolatria, em detrimento dos Seus ensinos imperecíveis. Afinal não foi o próprio Cristo que ensinou que se deveria adorar ao Pai em Espírito e Verdade? Como poderia Ele não providenciar para que o Seu corpo não se tornasse objeto de disputa ou adoração indevida? Mesmo na morte, percebe-se a grandeza desse Espírito excelso que é o Senhor Jesus, nosso Irmão e Mestre. * * * O túmulo onde foi encerrado o corpo de Jesus jamais fora utilizado anteriormente. Se ninguém reclamasse o corpo, ele seria atirado à vala comum. Ou como normalmente acontecia, apodreceria na cruz. José de Arimatéia era um dos muitos admiradores de Jesus. Pertencia à classe culta da Judéia e gozava de grande influência junto ao Governo. Sem medo, ele interfere e reclama o corpo de Jesus para Lhe dar sepultura decente. Gratidão do amigo a quem lhe trouxera os ensinamentos da vida eterna.

Publicado por: Espaco Espiritual | sexta-feira, 11 dezembro 2009

Comemoração Espírita do Natal

Comemoração Espírita do Natal As antigas e primitivas civilizações viviam quase que exclusivamente da caça e da pesca para a sobrevivência. O instinto sobrepujava a razão e a vida em coletividade propiciava certamente grandes reuniões em torno da comida caçada, seja para festejar a vitória do homem sobre o animal, para saciar a fome ou pelo prazer de estarem juntos. O progresso da humanidade pela utilização da inteligência proveu ao homem sua casa, sua roupa, suas armas, até a invenção das letras e o registro escrito das idéias, mas o senso de coletividade, da vida em sociedade descrito no Livro dos Espíritos(1) sempre existiram e todas as grandes ou pequenas reuniões sempre foram acompanhadas de farta alimentação, não raro para “informar” a condição social do grupo. Este hábito milenar não mudou. Pequenas e singelas reuniões espíritas também são acompanhadas do tradicional chazinho, bolinho, bolachinha e outros humildes “inhos”, reflexo das fortes impressões secularmente marcadas em nosso espírito. Daí, para entendermos a razão de comemorarmos o Natal com banquetes deslumbrantes, bebidas alcoólicas e demais desatinos não é necessário muito exercício de raciocínio. O que nos interessa, portanto, após a compreensão desse fato, é desvinculação dele do verdadeiro sentido da data natalina. Já que não podemos fugir da convenção da existência do 25 de dezembro como sendo a comemoração do nascimento de Jesus; não podemos nos esconder no porão da casa para fugir ao consumismo comercial provocado pela euforia da troca de presentes, nós espíritas devemos nos envolver mais profundamente com seu significado maior, lembrando aos amigos e freqüentadores das Casas Espíritas que Jesus, em nenhuma hipótese espera que comemoremos seu aniversário empanturrados de comida ou bêbados, pois Ele veio nos ensinar a viver em paz, a amar os semelhantes e a compreender Deus como Pai bondoso e sempre disposto a nos oferecer oportunidades de aprendizado através da reencarnação como forma de crescer espiritualmente e atingir as altas paragens espirituais, até sermos perfeitos(2). Lembrar aos espíritas, que a data é propícia para as famílias que realizam reuniões de estudos do Evangelho no Lar, oferecerem neste dia aos demais familiares a oportunidade de comemorar o Natal sem os exageros conhecidos. Participar da vida social normalmente, participando até das conhecidas brincadeiras de amigo secreto, almoço confraternativo na empresa também faz parte do nosso dia-a-dia terreno, porém , tendo sempre em mente a condição espírita: o Natal é uma alusão ao nascimento do Cristo e em nenhuma hipótese os exageros devam fazer parte de nossa vida e o nosso exemplo junto aos não espíritas poderá ser uma útil fonte para reflexões. Sander Salles Leite(Lamdel)

Publicado por: Espaco Espiritual | sexta-feira, 4 dezembro 2009

O Passe Magnético

O Passe Magnético
Ao contrário do que podem pensar alguns, o uso do magnetismo – não confundir com magnetoterapia (uso de imãs para cura) – é bastante antigo, sendo utilizado desde a antiguidade.
Na Caldéia e na Índia, os magos e brmanes, respectivamente, curavam pela aplicação do olhar, no Egito, multidões acorriam ao templo da deusa Ísis, procurando o alívio dos sofrimentos junto aos sacerdotes, que lhes aplicavam a imposição das mãos, no próprio Evangelho vemos várias vezes Jesus curar através do uso do magnetismo.
Embora já bastante utilizado, pouco se conhecia sobre o mecanismo de ação do magnetismo, foi na idade média que os estudos evoluíram, encontrando no final do século XVIII com Fraz Anton Mesmer um grande desenvolvimento.
Mesmer iniciou suas pesquisas com uso de imãs e depois descobriu que o uso das mãos apresenta resultados análogos aos imãs. Mesmer acreditava na existência de uma força magnética que se manifestava através da atuação de um “fluido universalmente distribuído, que se insinuava na substncia dos nervos e dava, ao corpo humano, propriedades análogas ao do imã.
Esse fluido, sob controle, poderia ser usado como finalidade terapêutica”. Após muitas pesquisas começou a desenvolver e divulgar técnicas de fluidoterapia que ficou conhecido como Mesmerismo. O trabalho de Mesmer, apesar de apresentar bons resultados, gerou grande polêmica, sendo ele e seus seguidores duramente combatidos pela Faculdade de Medicina de Paris que proibia seus membros de adotar a nova técnica.
Apesar de toda a perseguição, pesquisadores como Marquês de Puységur, Du Potet, Charles Lafontaine, Charles Richet, Allan Kardec, dentre outros, continuaram os trabalhos de Mesmer, trazendo até nossos dias o uso terapêutico do magnetismo.
Mas afinal, o que é esse magnetismo?
Magnetismo animal, ou ainda, fluido animal é a denominação da parcela de energia vital doada por uma pessoa encarnada à outra, seu objetivo é propiciar o reequilíbrio físico e espiritual àquele que está, por alguma razão, com sua energias desequilibradas. Existem várias formas de se utilizar esse magnetismo.
Nas casas espíritas vemos a utilização do passe, que é amplamente empregado como complemento para outras terapêuticas. Segundo a Gênese, o passe, que não é uma doação de energias, mas na verdade é “uma transfusão de energias físico-psiquicas” (Emmanuel)
Pode ser divido em três tipos:
1. Humano – É o magnetismo propriamente dito, utiliza apenas as energias do encarnado, sendo sua eficácia determinado pela qualidade da energia do mesmo;
2. Espiritual – É aquele em que não há intervenção de um encarnado, o fluxo de energia vem diretamente do plano espiritual para o beneficiado. Assim como no caso anterior, a qualidade desse recurso está na razão direta das qualidades do espírito;
3. Mista – É aquela em que a uma combinação de energias espirituais e humanas (animais) de forma a tornar o passe mais eficaz. Este é o passe recomendado nas casas espíritas, pois seus resultados tendem a ser melhores para todos os envolvidos.
O termo transfusão é empregado porque quem recebe o passe tanto pode receber energia (caso esta lhe falte) como pode ter o excesso retirado (caso esta possa lhe trazer algum desequilíbrio). O passe vai agir no perispírito, que é nas palavras de Leon Denis “Um organismo fluídico; é a forma preexistente e sobrevivente do ser humano, sobre o qual se modela o envoltório carnal, como uma veste dupla, invisível, constituída de matéria quintessenciada”.
Sendo o corpo físico uma conseqüência do perispírito, a aplicação do passe no perispírito apresentará reflexos no corpo material.
Existem várias formas de se aplicar o passe, entretanto é preciso esclarecer que o principal fator é a vontade que dirige os fluídos, para que estes possam alcançar o objetivo desejado, sendo assim, devemos ter em mente que qualquer posição, movimento, apetrecho ou instrumento exterior é secundário e que a disposição mental tanto de quem aplica quanto de quem recebe o passe é que é o fator principal para o sucesso da transfusão fluídica. Ainda assim, a título de informação, falaremos de três das mais utilizadas formas de passe:
1. Imposição de mãos – esta é a forma mais comum, antiga e utilizada de aplicação de passe, consiste na colocação das mãos, com as palmas para baixo, sobre a cabeça de quem vai recebê-lo. O princípio deste passe é o de aplicá-lo no Chakra coronário (a moleira dos bebês) e sendo este Chakra o que coordena os demais, ele se encarrega de distribuir as energias pelo corpo;
2. Longitudinais – São aplicados ao longo do corpo, da cabeça aos pés, de cima para baixo, com as mãos abertas e as palmas na direção do paciente. Podem ter várias finalidades, mas é mais comumente utilizado para acalmar o paciente;
3. Transversais – utilizados para fins de dispersão de energias, não é recomendado em casas espíritas devido ao seu modo de aplicação que consiste em “estender os dois braços, com as mãos abertas, polegares para baixo e abrir rapidamente e com muita energia os braços no sentido horizontal e depois volta-se com vivacidade à posição primitiva para recomeçar logo a seguir da mesma maneira”;
Nas casas espíritas recomenda-se que o passista evite a todo custo tocar no paciente, como também apenas utilizar a imposição de mãos. Estas recomendações visam evitar constrangimentos para o paciente, evitar assustar aqueles que não conhecem bem o passe e podem ficar chocados com movimentos muito estranhos, bem como evitar preferências por determinado passista (que aplica determinado tipo de passe).
Impossível falar em passe sem fazer referência aos Chakras ou Centros de Força ou ainda Centros Vitais.
A palavra Chakra vem do snscrito e quer dizer roda.
Segundo o professor Carlos Pastorino: “são chamados rodas porque têm a aparência de pequeno exaustor ou ventilador, com suas pás (denominadas ”pétalas”), que giram incessantemente quase, já que é constante a “corrente de ar” que por elas passa”. Essa corrente de ar a qual o professor Pastorino se refere são as vibrações e elementos fluídicos do plano espiritual que entram e saem de nós pelos Chakras.
O Passe Magnético
Segundo André Luiz, no livro Evolução em Dois Mundos, os sete principais Chakras possuem as seguintes funções:
1. Coronário – “Instalado na região central do cérebro é a sede da mente, o centro que assimila os estímulos do Plano Superior e orienta a forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgnico e a vida consciencial da alma encarnada ou desencarnada. O Centro Coronário supervisiona, ainda, os outros centros vitais que lhe obedecem ao impulso, procedente do espírito.”
2. Cerebral – “Contíguo ao Coronário, com influência decisiva sobre os demais, governando o córtice encefálico na sustentação dos sentidos, marcando a atividade das glndulas endócrinas e administrando o sistema nervoso, em toda a sua organização, coordenação, atividade e mecanismo.”
3. Laríngeo – “Controla notadamente a respiração e a fonação.”
4. Cardíaco – “Dirige a emotividade e a circulação das forças de base.”
5. Esplênico – “Determina todas as atividades em que se exprime o sistema hemático, dentro das variações de meio e volume sanguíneo.”
6. Gástrico – “Responsável pela digestão e absorção dos alimentos densos e menos densos.”
7. Genésico – “Guia a modelagem de novas formas entre os homens ou o estabelecimento de estímulos criadores, com vistas ao trabalho, à associação e á realização entre almas.”
Como já dissemos anteriormente é sobre o Chakra Coronário que o passe por imposição de mãos é aplicado, este por sua vez, como controla os demais, é o encarregado de distribuir as energias do passe para os demais.
A aplicação do passe na casa espírita necessita de certos cuidados para que não tome um caráter místico. Todo e qualquer objeto exterior deve ser dispensado, talismãs, incensos, defumadores, roupas de cores especificas são práticas vãs e que só servem para criar no paciente uma idéia equivocada do passe.
A música pode ser usada, desde que com critério (música suave e baixa), para ajudar no relaxamento dos presentes. Além disso, como o objetivo do passe é o equilíbrio, é preciso esclarecer os presentes sobre a necessidade do silêncio e do clima de prece para facilitar a sintonia com o plano espiritual.
Também é fundamental que todos estejam fisicamente preparados para o passe, ou seja, que evitem atitudes que dificultem a absorção e a transmissão do passe pelos seus organismos físicos, questões como alimentação, vícios, sexo, entre outras devem ser observadas:
1. Alimentação – Apesar de não existir nenhum alimento proibido para aquele que vai receber o passe, ou desenvolver qualquer atividade na casa espírita, é preciso ter bom senso e evitar excessos alimentares, pois “o excesso de alimentação produz odores fétidos, através dos poros, bem com das saídas dos pulmões e do estômago, prejudicando as faculdades radiantes”;
2. Álcool – Assim como outras substancias tóxicas (fumo, drogas, etc), o álcool provoca distúrbios nos centros nervosos e modifica certas funções psíquicas o que anula os esforços de transmissão dos fluidos do passe;
3. Outros Vícios – Além dos vícios de natureza química, há também aqueles decorrentes da conduta do indivíduo, questões com jogos e todos os abusos que geram desequilíbrio psíquico devem ser evitados, pois dificultam sobremaneira a sintonia vibratória;
4. Sexo Antes do Passe – O sexo é coisa santa e como tal deve ser tratado, entretanto devido às descargas energéticas que ele acarreta, o mesmo deve ser evitado antes do passe, pois pode criar desequilíbrio fluídico no paciente o que pode dificultar a absorção e a retenção dos fluidos recebido no passe.
Não esperamos aqui esgotar o tema do passe, que é muito rico e tem várias implicações, entretanto esperamos ter levado um pouco de luz sobre o assunto, principalmente para aqueles que nada sabem sobre o mesmo.
Voltamos a lembrar que, mais do que qualquer outra coisa, o principal componente para o sucesso do passe é a boa vontade e o esforço para sintonizar com os planos superiores.
Esforço esse não apenas no momento do passe, mas em cada momento de nossas vidas, seguindo o roteiro seguro do Evangelho que é a melhor maneira de conquistarmos o auxílio da Divina Providência.
Fontes:
KARDEC, Allan. A Gênese. (1999) LAKE
Francisco Cndido. Nos domínios da Mediunidade. (2001) FEB
XAVIER, Francisco Cndido. Evolução em dois Mundos. Pelo Espírito André Luiz. (2003) FEB
PASTORINO, Carlos T. Técnicas de Mediunidade. (1969)
PERALVA, Martins. Estudando a Mediunidade (1998) FEB.
PERALVA, Martins. Mediunidade e Evolução (1998) FEB.
JACINTO, Roque. Desenvolvimento Mediúnico (1991) Editora Luz no Lar.
MELO, Jacob. O Passe – Seu estudo, suas técnicas, sua prática. (1992) JUNIOR, Eugênio Lysei. O Passe – Respostas às perguntas mais freqüentes. (1998) Casa do Caminho

Publicado por: Espaco Espiritual | quarta-feira, 2 dezembro 2009

A LEI DE DEUS.

 

LEI DE DEUS

 

Procuremos, todos nós,introduzir em nossa vida a maior dose percentual de Evangelho que possamos

Aplicá-lo todo, cento por cento, imediatamente, requer a força dos

Mas, comecemos por etapas, procurando aumentar as doses à proporção

Será esforço, mas certamente, poderemos

Seremos os pioneiros dos grandes continentes

Espalhemos a cada momento, em redor de nós, atos

As vibrações de cada movimento jamais se

E, com o tempo voltarão para

“Quem faz o bem o faz a si

 

 

 

suportar. santos. que aumentarem nossas forças. fazê-lo, quando temos consciência da nossa participação na grandiosa obra de regeneração da sociedade humana, fazendo evoluir da animalidade para a verdadeira civilização. inexplorados do espírito. de sinceridade e de bondade. perdem e alcançam distâncias inimagináveis. nós em forma de bênçãos e de benefício próprio.

mesmo e quem faz o mal a si mesmo o faz”. vontade de fazê-lo. Não procuremos justificar nossa preguiça, dizendo que essa subida é muito difícil; nem escapar às nossas responsabilidades, jogando a culpa sobre os outros. exigindo-as do próximo. salientando-lhe os defeitos. esforços que achamos demais árduos para nos. Não nos esqueçamos de que não estamos sós. Quem se encaminha por essa estrada não pode deixar de ter o auxilio de Deus, Que ajuda a todos nos esforços de realização da Sua Lei. Deus dirige o grande caminho da evolução, através do qual atrai todos os seres a Si, Deus dirige a. História e o desenvolvimento do progresso humano, voltado para novos tipos de civilização, em que o espírito dominará. arrastados pela torrente da onda histórica, que lhes valorizará o esforço, fazendo-os alcançar resultados inesperados.

Não nos espantemos pelo fato de que agora nos achamos no fundo da

Quem conhece a estrutura do fenômeno sabe que a descida

descida da onda da evolução, isto é, em pleno período involutivo, expresso pelo materialismo. preludia o progresso na direção do alto e que, brevemente, no inicio do novo milênio, nos espera uma reação fecunda e construtiva, de renovação espiritual.

Seu resultado será o nascimento de novo tipo de civilização, a nova civilização

É, pois, a própria natureza do presente momento

do Terceiro Milênio, em que o espírito triunfará e a matéria será sua escrava. Nessa civilização, o Evangelho não será apenas pregado, mas vivido, inclusive pelas instituições sociais. histórico que, como nunca, torna atual a aplicação do mandamento de Amor evangélico, porque rapidamente se avizinha o dia de tornar-se realidade a palavra que Cristo lançou como Sua maior recordação e seu maior ensinamento:

“AMAI-VOS UNS AOS OUTROS

COMO EU VOS AMEI”.

(trecho extraido do livro:

A Lei de Deus – Pietro Ubaldi )

Publicado por: Espaco Espiritual | domingo, 29 novembro 2009

A DOR DA PERDA…

“A dor da perda só é processada quando há aceitação do fato. Sem aceitação, não há nenhuma superação, só revolta e sofrimento. Não posso provar para vocês que há vida após a morte. Só posso contar o que vejo nas viagens espirituais. Se eu pudesse, levaria vocês comigo numa delas. Então, vocês veriam todo mundo vivo ‘do lado de lá’. E depois, voltariam para o ‘lado de cá’, cheios de alegria e de vida. Vocês ainda sentiriam falta do rapaz, mas administrariam isso bem melhor. Pai e mãe, – se é que posso chamá-los assim -, também sou pai. Assim como há um Pai de todos nós, que está em tudo. E não estou falando de um cara ‘lá em cima’, mas dentro de cada coração. É Nele que penso agora, por vocês e pelo seu filho, para iluminá-los. Ah, como eu gostaria de abraçar a vocês, por seu filho, para curar essa dor… Ele sabe que vocês o amam muito. E está bem vivo, mais do que nunca… Não está dentro de cova alguma, pois nada segura o espírito, que é luz. Ele quer que vocês se lembrem do olhar dele, com brilho e clareza. Sim, é isso. O grande olhar límpido dele, tão conhecido de vocês. E vocês sabem da generosidade dele e de seu gosto espiritual. Pai e mãe, é isso. Algumas palavras podem curar. Ninguém morre! Não tenho como dizer mais, mas sei que vocês compreenderão o essencial. Nada de pêsames ou cemitério. O lance da luz é no coração. O amor é maior! E vocês se encontrarão, na hora certa. Por enquanto, apenas aceitem e se curem. Vocês são bons pais e ele é um bom filho. Então, está tudo bem. Confiem nesse amor de vocês e toquem a vida, do melhor jeito possível. Que O Grande Espírito abençoe essas linhas e leve luz a vocês”. PS: Desculpem-me se não posso dizer mais do que isso, mas não tenho nenhuma autoridade espiritual para atravessar os caminhos fora do momento em que o Alto determinar. Só posso lhes dizer que o grande olhar brilhante do seu filho continua brilhando por aí, tão vivo quanto antes, como deve ser… Paz e Luz.

Publicado por: Espaco Espiritual | quinta-feira, 26 novembro 2009

Espíritos desencarnados

Espíritos desencarnados

Espíritos desencarnados As missões de que podem ser encarregados os Espíritos errantes são tão variadas que impossível fora descrevê-las. Muitas há mesmo que não podeis compreender. Os Espíritos executam as vontades de Deus e não vos é dado penetrar-lhe todos os desígnios. As missões dos Espíritos têm sempre por objeto o bem. Quer como Espíritos, quer como homens, são incumbidos de auxiliar o progresso da Humanidade, dos povos ou dos indivíduos, dentro de um círculo de idéias maisou menos amplas, mais ou menos especiais e de velar pela execução dedeterminadas coisas. Alguns desempenham missões mais restritas e, de certo modo, pessoais ouinteiramente locais, como sejam assistir os enfermos, os agonizantes, osaflitos, velar por aqueles de quem se constituíram guias e protetores, dirigi-los, dando-lhes conselhos ou inspirando-lhes bons pensamentos. Pode dizer-se que há tantos gêneros de missões quantas as espécies deinteresses a resguardar, assim no mundo físico, como no moral. O Espírito se adianta conforme à maneira por que desempenha a sua tarefa. Cada Espírito é recompensado de acordo com as suas obras, com o bem que intentou fazer e com a retidão de suas intenções. Os Espíritos encarnados têm ocupações inerentes às suas existênciascorpóreas. No estado de erraticidade, ou de desmaterialização, tais ocupações são adequadas ao grau de adiantamento deles. Uns percorrem os mundos, se ocupam com o progresso, dirigindo osacontecimentos e sugerindo idéias que lhe sejam propícias. Assistem os homens de gênio que concorrem para o adiantamento da Humanidade. Outros encarnam com determinada missão de progresso. Outros tomam sob sua tutela os indivíduos, as famílias, as reuniões, ascidades e os povos, dos quais se constituem os anjos guardiães, os gênios protetores e os Espíritos familiares. Outros, finalmente, presidem aos fenômenos da Natureza, de que se fazem os agentes diretos. Os Espíritos vulgares se imiscuem em nossas ocupações e diversões. Os impuros ou imperfeitos aguardam, em sofrimentos e angústias, o momento em que praza a Deus proporcionar-lhes meios de se adiantarem. Se praticam o mal, é pelo despeito de ainda não poderem gozar do bem.

Publicado por: Espaco Espiritual | terça-feira, 24 novembro 2009

TRABALHOS DOS GUIAS.

O Trabalho dos Guias

Quando sentires da tristeza o véu Cobrir-te a alma a soluçar de dor, Tudo perdido, as esperanças mortas, A vida escura sem nenhum calor… Quando sentires, nessas noites longas, Que a tua alma em sofrimento atroz Perdeu o rumo, como perde o barco Por entre a onda em vendaval feroz… E na amargura em que tu te consomes Ninguém te ajuda, nem um peito só; E quando vires que os amigos falsos, Inda te cobrem de mais lodo e pó… É nesse instante que na escuridão (Anjo celeste que enviou Jesus!) Alguém o pranto que teus olhos vertem, Aflito enxuga irradiando luz!, Anjo da Guarda de bondade imensa, Cuja missão é dirigir-te o passo, Contigo sofre porque não o ouviste, E te atiraste ao traiçoeiro laço! Anjo da Guarda de bondade imensa, Cuja missão é dirigir-te o passo, Contigo sofre porque não o ouviste, E te atiraste ao traiçoeiro laço! Oh! Quantas vezes! Quantas vezes! Quantas! Tu, fascinado com a ilusão do mundo, Ouviste o Anjo segredar baixinho: “Foge depressa, que o abismo é fundo!” Cumpre este Anjo sob a Luz do Cristo Missão sublime que lhe deu Maria: A de velar-te – não importa a hora, Seja de noite, madrugada ou dia! Quantas virtudes seu trabalho exige Para realizar-se em teu escuro mundo: Dedicação, que nem as mães possuem! A humildade e um amor profundo! Nos manicômios, no asilo ou creches, Nos hospitais ou nas prisões cruéis, Todos que sofrem nunca estão sozinhos, Nem mesmo as moças dos fatais bordéis! Por que não tentas conversar com o Guia? Ouvi-lo podes através da mente! E Anjo da Guarda tem visão do Cosmos! E vê além deste viver presente! Assim fazendo, encurtarás as provas Que se acumulam no passar do dia; Adeus tristezas, sofrimento, tédio! Ouve inda hoje a sábia voz do Guia!

Poema  Espirita de Cassimiro de Abreu.

Psicografado por Jorge Rizzini

Publicado por: Espaco Espiritual | sábado, 7 novembro 2009

Chakras: Centros de Força

Chakras: Centros de ForçaCORONÁRIO
960 RAIOS
COR: núcleo dourado, pétalas violetas douradas
LOCALIZAçãO: Acima da cabeça
GLNDULA: Pineal
PLEXO: Coronário

 

É o maior e o mais importante dos centros. Ele afeta toda a função do cérebro, mas está relacionado com a glndula pineal. Por causa da sua ligação com os outros chacras, qualquer perturbação no centro coronário se reflete na maioria dos centros. O “Lotus de mil Pétalas” da terminologia oriental está no alto da cabeça, com cores dos mais diversos matizes e atividade intensíssima.

A diminuição de sua luminosidade, em um homem normal, mostra abaixamento do tônus vibratório e pode estar indicando uma vítima de obsessão ou magia negra. Responsável pela sede da consciência do espírito e da Comunicação com o Plano Astral. Comanda os demais centros. As dimensões do núcleo, bem como suas outras características, fornecem uma indicação da capacidade do indivíduo de expandir sua consciência, ou mesmo de alcançar a continuidade de consciência entre o estado desperto e o do sono, pois esse é o centro através do qual normalmente saímos quando estamos dormindo.

O chacra mais elevado está situado aproximadamente a seis centímetros acima do alto da cabeça. Ele tem a forma de pires, sendo composto por 12 pétalas douradas centrais e um conjunto de 960 pétalas secundárias dispostas em volta das primeiras: por esse motivo, é chamado de ” LOTUS DE MIL PÉTALAS” no Tantrismo Indiano. Neste tipo de tantrismo, este chacra sahasrara, é descrito como a “sede especial e mais elevada de Jiva, a “alma”, sendo portanto diferenciado dos outros chacras situados ao longo da coluna vertebral.

 

FRONTAL
96 RAIOS
COR: Rosa/Amarelo e Azul/Roxo
LOCALIZAçãO: Entre os olhos
GLNDULA: Pituitária ou hipófise
PLEXO: Frontal

Localizado no centro da testa entre os dois olhos, ele está particularmente inter-relacionado com o centro coronário. De fato, em algumas das escrituras tibetanas, ele não é mencionado em separado, sendo considerado parte do “lótus de mil pétalas”. Quanto à sua estrutura, o chacra frontal difere dos outros centros pois parece estar dividido em dois segmentos, um metade cor-de-rosa e metade amarelo, e o outro azul e roxo. Este centro está relacionada com a glndula pituitária. Este chacra diz respeito fundamentalmente à integração das idéias e à experiência com a capacidade de organização.

 

Está localizado na fonte, entre as sobrancelhas, e se compõe de 48 raios, dividido em duas porções. É o chakra da espiritualidade superior. Nos fenômenos mediúnicos, é possível provocar a incorporação de qualquer espírito desencarnado (ou encarnado que esteja desdobrado do corpo físico) tocando com um dedo na área desse chakra, no médium, e ao mesmo tempo projetando energia para sintonizá-lo com o espírito comunicante. O centro frontal, ou chacra ajna, se compõe de noventa e seis pétalas.

LARÍNGEO
16 RAIOS
COR: Azul-Prateado
LOCALIZAçãO: Base do pescoço
GLNDULA:Tiróide
PLEXO: Laríngeo
Auxilia o Homem no desenvolvimento da audição (sons provindos do plano astral). Situado sobre a garganta, em frente à cartilagem tireóide, esse chakra tem faixas de freqüências energéticas distribuídas pelos dezesseis raios que o compõem. Prateado e brilhante, o próprio brilho do vórtice mostra que ele é de freqüência vibratória superior.

Uma das suas funções é aumentar o consumo de oxigênio, e ela regula portanto os processos de crescimento e diferenciação de tecidos. A glndula produz o hormônio tireoideano para o controle do metabolismo, e a calcitonina que ajuda a reduzir o cálcio no sangue. A glndula tiróide é essencial para o bom funcionamento normal do organismo, uma vez que se intensifica a síntese de proteína virtualmente em todos os tecidos do corpo.

O chacra laríngeo está ligado aos chacras coronário e frontal em determinados estados em que ocorre a expansão da consciência, além de ser especialmente importante no que diz respeito às interligações entre os campos mental e etérico. As ligações do chacra laríngeo com o corpo físico ocorrem através das glndulas tireóide e paratireóide, às quais fornece energia. Do ponto de vista da clarividência, uma cor límpida e um ritmo regular no centro laríngeo etérico apontam uma tireóide saudável.

 

 

CARDÍACO
12 RAIOS
COR: Amarelo-Dourado
LOCALIZAçãO: Entre os Omoplatas
GLNDULA: Timo
PLEXO: Cardíaco
Responsável pelo equilíbrio e intercmbio das emoções (sentimentos). Sobre o coração, este é de um dourado brilhante e se divide em doze partes ou raios. Está ligado às emoções superiores, afetos e sentimentos. Nele residem, por exemplo, a bondade, a afeição, a piedade e também o ódio.

Em suma, as emoções sob vontade. As violentas e descontroladas afetam diretamente a fisiologia do coração que pode sofrer até mesmo uma parada, provocando a morte. O centro do coração (Chacra anahata) está situado a meio caminho entre as omoplatas. Na pessoa normal, ele tem cerca de seis centímetros de dimetro, sendo composto de doze pétalas de um reluzente amarelo dourado. (No Tantrismo, sua cor é descrita como “enfumaçada”).

Uma cor límpida e um ritmo regular denotam uam condição saudável no coração, em um corpo físico vigoroso. No Tantrismo, o movimento é considerado sua qualidade característica. Este chacra está ligado às dimensões superiores da consciência e ao senso de existência da pessoa, e está estreitamente relacionado com as doze pétalas douradas do chacra coronário.

O centro cardíaco registra a qualidade e o poder do amor na vida do indivíduo. Quando alguém transforma os desejos e paixões pessoais no amor e compaixão universais por seus semelhantes, o coração transforma-se no foco das energias que se concentravam anteriormente no plexo solar.

 

 

ESPLêNICO
07 RAIOS
COR: Multicolorido com predominncia do amarelo e cor-de-rosa
LOCALIZAçãO: A esquerda do abdômem, abaixo da 10ª costela
GLNDULA: Baço
PLEXO: Mesentérico

Regula a entrada do prna no duplo etérico do homem. Localizado sobre o baço, a vitalidade que distribui é superior à do básico, quanto ao nível de freqüência.Chakra da vida vegetativa, compõe-se é mais brilhante que o anterior e tem colorido variável. Apresenta grande importncia nos fenômenos mediúnicos, pois é através de seu campo magnético que os espíritos incorporam nos médiuns.

As descrições dos chacras variam, e em algumas tradições e centro localizado acima do baço é considerado como um dos sete principais centros; em outras, é tido como subsidiário. Segundo as observações, o chacra esplênico não é considerado um dos principais, desempenhando contudo um papel bastante importante no sistema de chacras. Este centro possui seis pétalas ou seções que revelam todo um espectro de cores, com predominncia do amarelo e do vermelho rosado. Sua função mais importante é absorver a vitalidade do campo energético, modificá-la, e depois distribuí-la aos outros centros.

O chacra esplênico está situado à esquerda do abdômem, logo abaixo da décima costela, e está liago ao baço no corpo físico. Este centro possui em geral uma aparência brilhante e reluzente. Como é o principal transmissor do prana ou energia vital para o corpo físico, sua função mais importante repousa em sua habilidade de absorver a distribuir vitalidade.

 

UMBILICAL
10 RAIOS
COR: Multicolorido: vermelho e verde
LOCALIZAçãO: Umbigo
GLNDULA: Supra-renais(Pncreas)
PLEXO: Solar Interno, externo e médio.

O chacra do plexo solar ou umbilical (chacra manipura) está situado na região no umbigo. Possui dez pétalas, e em condições normais é multicolorido, com predominncia das cores vermelha e verde. Flutuações no ritmo, a hiperatividade, e distúrbios nos padrões de cor desse centro denotam uma pessoa que se identifica extremamente com as emoções, tendo dificuldades em controlar os sentimentos. Com relação ao campo emocional, este é o chacra mais importante, visto que está situado no ponto em que a energia astral penetra no campo etérico.

Ele também está estreitamente relacionado com os chacras do coração e da gargante (laríngeo). Na vida de uma pessoa comum, o umbilical é provavelmente o centro mais importante e mais ativo, uma vez que está extremamente envolvido com a vida emocional. Por este motivo, quando o estresse ou problemas emocionais afetam o sistema digestivo, ocorrem distúrbios na região do plexo solar.

 

Confere ao homem a sensibilidade (intuições e percepções). Situado sobre o umbigo, tem dez raios, também chamados de”pétalas”. De coloração que vai do avermelhado ao esverdeado, está ligado à fisiologia da alma, ao campo das emoções e sentimentos primários, e também ao sistema nervoso – razão porque as emoções violentas paralisam a digestão e repercutem sobre o fígado.

BÁSICO – 

04 RAIOS
COR: vermelho laranja
LOCALIZAçãO: Base da Espinha Dorsal
GLNDULA: Supra-renal
PLEXO: Sagrado

Coluna vertebral/Órgãos sexuais principal modelador dos estímulos superiores e inferiores da vida orgnica e espiritual do homem. Localiza-se na base da coluna vertebral, na região coccígea. Segundo os clarividentes, este chakra – o mais primário de todos – compõe-se de quatro raios de cor predominantemente vermelha.

Chakra vital por execelência se ativado (isto é, energizado) acentua-se essa cor, que se torna cada vez mais viva. Neste chakra tem uma energia chamada “Fogo Serpentino” ou “Kundalini”, devido à forma de serpente que toma ao subir ao longo do corpo para vitalizar outros chakras. O chacra raiz ou sexual, é tradicionalmente relacionado com a Kundalini, que está em geral ativa nas pessoas comuns.

O chacras raiz contudo ajuda a vitalizar também todos os outros centros. Alguns chamam, centro fundamental, raiz, sacro, sexual (chacra muladhara no idioma Snscrito).

 

 

 

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