Postado por: Espaco Espiritual | Quinta-feira, 17 Julho 2008

Ilustração para Aulas de Desenvolvimentos Mediúnicos.

 

APRESENTAÇÃO

 

Salve Deus!

Por ser nossa Doutrina dinâmica e universal, necessitamos entendê-la e conhecer algumas idéias e o significado de muita coisa que nos foi deixada por nossa querida Mãe Koatay 108, a Clarividente Tia Neiva, bem como buscar a palavra de Jesus. Na mensagem de 31.12.80, Pai Seta Branca nos disse que “o processo para se voltar ao Supremo é um ramo do conhecimento diferente, e é preciso aprendê-lo no Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo!”O que sinto é que nossa Doutrina nos foi trazida aos poucos, dependendo de cada um seu entendimento, e sendo mais Ciência do que Religião, muitas coisas nos foram parcialmente reveladas e precisamos juntar as partes. É como se fosse um imenso quebra-cabeças, onde as peças foram entregues, distribuídas por todos os Jaguares. Só que alguns possuem peças que outros não. Assim, minha preocupação foi juntar o máximo de peças para poder compor os quadros. O quadro geral está incompleto, mas já podemos vislumbrar, com maior abrangência, muitos de seus aspectos.

Nesse sentido, elaborei o presente trabalho, fruto da minha experiência, com a colaboração de muitos mestres, visando facilitar o entendimento do que significam várias das expressões que encontramos em nossa jornada, e, é claro, pedindo que também vocês me auxiliem, enviando críticas, sugestões e colaborações para melhor alcançar o objetivo de ampliar nossos conhecimentos.

O título “OBSERVAÇÕES” se faz necessário porque é o resultado de tudo quanto vimos, ouvimos e lemos em nossa convivência com Koatay 108 e os Trinos Triada, com minha apreciação e entendimento, colocados em ordem alfabética e com remissões para facilitar a busca. Também, por ser dinâmico este trabalho, na capa está a data que indicará uma provável atualização, com ampliação ou introdução de novos termos.

No propósito de poder estar contribuindo um pouco para melhor conhecimento desta perfeita Ciência da Doutrina do Amanhecer, mas na certeza de que não sou dono da verdade e nem quero impor qualquer caminho para você, agradeço a gentileza e a paciência de sua atenção.

 

Salve Deus!

José Carlos do Nascimento Silva

Trino Regente Triada TUMARÃ

 

 

 

TRIAGEM

 

A Triagem é a verificação da mediunidade – Apará ou Doutrinador – daquele que chega para começar o seu Desenvolvimento.

Na reunião de 01/07/03, com os Sub-Coordenadores e Presidentes, continuando a implantação dos trabalhos unificados, ficou estabelecido, pelo Trino Ajarã, o seguinte:

 

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A verificação da mediunidade (Triagem) será realizada na Mesa Evangélica, sem a necessidade da ocupação dos faróis, ou em outro local determinado.

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Após a Palestra Dominical, o Aspirante é conduzido à Mesa Evangélica, onde os bancos laterais já deverão estar afastados, e colocados, de forma que se sintam à vontade, mais ou menos metade de cada lado, com espaçamento entre eles, adequado ao trabalho.

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O menor não participa da Triagem (ver item 5 deste Roteiro).

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O Comandante deverá ser o mais simpático possível, para transmitir confiança e deixar o Aspirante mais à vontade, falando aos mesmos do objetivo da verificação mediúnica que cada um já dispõe.

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O Dirigente deverá estar mediunizado e atento às manifestações dos Aspirantes, para que possa estabelecer a mediunidade com maior precisão.

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Para diminuir a ansiedade evita-se falar “Teste Mediúnico“. Fala-se “Verificação de Mediunidade“.

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O Dirigente faz uma breve harmonização, o Pai Nosso, Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo (3 vezes), a Chave de Abertura, dando por aberto o trabalho de Triagem e finalmente Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo (3 vezes).

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Após a abertura o Dirigente pede aos Aspirantes que fechem os olhos, coloquem as mãos sobre os joelhos com as palmas voltadas para cima e, em seguida, usando a Chave, pede a presença dos mentores responsáveis pelos aparelhos.

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MODELO DE CONVITE: Jesus Divino e Amado Mestre, nesta bendita hora, reunidos em teu santo nome, pedimos a presença dos mentores responsáveis por estes aparelhos, para que, em Teu Santo nome, venham fazer a caridade. Sejam bem vindos em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.

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Em seguida, cada componente do grupo de Triagem se dirige, individualmente, a cada Aspirante e faz o convite da entidade para a confirmação da mediunidade. Terminado todos os recursos, se ainda houver dúvidas aquele Aspirante deverá ser passado a outro componente do grupo para uma conclusão final.

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Confirmada a mediunidade, os Aparás ficarão na lateral esquerda da Mesa e os Doutrinadores na lateral direita, quando deverão receber uma palestra a respeito dos próximos passos, feita por 2 (dois) mestres designados, um para o grupo dos Aparás e outro para o grupo dos Doutrinadores.

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O trabalho de Triagem não tem encerramento e o Aspirante deverá ser encaminhado a um local determinado para receber o seu cartão de desenvolvimento com a programação das próximas aulas, que deverá obedecer aos critérios de padronização estabelecidos pelo Manual de Instrução.

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O desenvolvimento será feito aos domingos, a partir das 10h, podendo ter desenvolvimento avançado na parte da tarde, dependendo do Corpo Mediúnico e da estrutura do Templo.

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O médium deverá ser informado de que o desenvolvimento se dará, no mínimo, em 7 (sete) domingos consecutivos, sem contar com o domingo do ingresso

 

NOVA VERIFICAÇÃO DE MEDIUNIDADE

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Nos casos em que haja, no decorrer do desenvolvimento, sintomas que configurem alteração na sua mediunidade, o médium deverá ser apresentado, pelo instrutor, ao Coordenador do Desenvolvimento, que adotará as medidas adequadas para solucionar o problema

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Se o médium já tiver suas consagrações em um tipo de mediunidade - Apará ou Doutrina - deverá fazer todas as aulas do Desenvolvimento.em sua nova condição, fazendo, também, se for o caso, as aulas para Iniciação e para Elevação de Espada. Não precisa das demais aulas, sendo providenciada, pelos mestres Devas, a alteração de sua emissão e classificações.

 

 

Postado por: Espaco Espiritual | Sexta-Feira, 13 Junho 2008

TRINO SUMANÃ MESTRE MICHEL HANNA

Postado por: Espaco Espiritual | Sexta-Feira, 13 Junho 2008

SETE ANOS DO DESENCARNE DE TIA “NEIVA” PELO MESTRE BALSAMO.

Postado por: Espaco Espiritual | Sexta-Feira, 13 Junho 2008

SETE ANOS DE DESENCARNE DE TIA “NEIVA”.

Postado por: Espaco Espiritual | Sexta-Feira, 13 Junho 2008

PAI SETA BRANCA

Postado por: Espaco Espiritual | Sexta-Feira, 13 Junho 2008

VALE DO AMANHECER DIA 1º DE MAIO - DIA DO DOUTRINADOR

Postado por: Espaco Espiritual | Sábado, 24 Maio 2008

MÃE YARA.

Mãe Yara

Mãe Yara é um grandioso espírito de Luz que teve importância fundamental desde as primeiras manifestações mediúnicas de Mamãe, e é a responsável pelo desenvolvimento dos Doutrinadores. Inicialmente, usava uma roupagem de uma encarnação milenar, na qual havia ficado paralítica. Apresentava-se em uma cadeira de rodas, como uma senhora de porte elegante, muito digna, que logo de início cativou Mamãe, inspirando a confiança, de que tanto necessitava, naqueles primeiros anos de compreensão dos fenômenos mediúnicos, que a levariam à descoberta de sua missão. Em seu conflito, Mamãe – que ainda não aceitava a vidência – passou a interessar-se pela linda senhora, a quem carinhosamente chamava de “Senhora do Espaço”. Estabelecido interesse, Mãe Yara passou a narrar uma das suas encarnações, com o nome de Adelina, passando grandes lições, que muito vieram contribuir em seu desenvolvimento mediúnico. Mais tarde, revelou que era alma gêmea do grande Cacique Tupinambá (Pai Seta Branca) e hoje, sem dúvidas, podemos considerá-la a “Madrinha do Doutrinador”.

Calma, Neiva! Não se esqueça de que, na vida, quando você está esperando o Céu, a Terra está esperando por você. Sim, filha, antes de você subir ao Céu, terá que baixar na Terra. Não queira que as pessoas pensem como você. Seja imparcial no seu raciocínio e nada aceite sem entender. Não se esqueça de que ninguém possui a verdade total!” (Mãe Yara)

Postado por: Espaco Espiritual | Sábado, 24 Maio 2008

PAI “SETA BRANCA” E “MÃE YARA”.

 

Pai Seta Branca e Mãe Yara

Pai Seta Branca é um dos nomes recebidos pelo luminoso espírito de Oxalá, Orixá poderoso que preside todo o desenvolvimento cármico do nosso planeta, a quem foi dada a missão de espiritualizar o Homem. É o grandioso guardião do Oráculo de Simiromba, que administra todo o potencial de forças que agem e interagem na Terra. SIMIROMBA significa, em nossa Corrente, “Raízes do Céu”, e Pai Seta Branca é o Simiromba de Deus! De seu Oráculo, Simiromba realiza toda a grandeza presente em nossos trabalhos. Chegando aqui, liderando a missão dos Equitumans , quando ficou conhecido como Jaguar, e dos Tumuchy, Oxalá retornou no século XII, na Itália, como Francisco de Assis, junto com sua alma gêmea - Mãe Yara - como Clara de Assis, desenvolvendo magnífica obra dentro da Igreja Católica Apostólica Romana, criando a Ordem Franciscana, implantando as bases de sua Doutrina: Amor, Humildade e Tolerância, idéias das quais os Homens estavam afastados. Na época da conquista da América, no século XV, Oxalá era o grande cacique de uma tribo Inca, estabelecida em Machu-Pichu, tendo recebido o nome de Seta Branca por causa de sua lança armada com a presa de javali. Com as conquistas espanholas na região andina, houve uma ocasião em que os espanhóis chegaram nas proximidades daquela tribo, ameaçando-os. Seta Branca e seus oitocentos guerreiros aguardavam os invasores em um descampado. Quando estavam próximos para iniciar a batalha, Seta Branca começou a falar, ao mesmo tempo em que, com sua seta branca nas mãos, fazia como que uma oferenda aos céus. Sua voz ressoava por toda aquela região, gerando campo de forças que trouxe um clima de paz e tranqüilidade o qual influenciou todos aqueles corações. Guerreiros dos dois lados sentiram aquela emanação, e foram se ajoelhando. Seta Branca terminou sua invocação, trouxe sua seta até o plexo, e ficou em silêncio, de cabeça baixa, aguardando os acontecimentos. Os espanhóis foram se levantando e abandonando o campo, e retornaram para seus acampamentos, no oeste, sem qualquer confronto. Os Incas retornaram à sua cidade, sentindo o poder do amor sobre a força bruta. E ali viveram por muitos anos ainda, totalmente isolados. Esses espíritos retornaram no limiar do Terceiro Milênio, liderados por Oxalá, na roupagem de Pai Seta Branca, tendo como líder, no plano físico, Tia Neiva, que reuniu os Jaguares sob a Doutrina do Amanhecer. O aniversário natalício de Pai Seta Branca é reverenciado no dia 14 de fevereiro. Mensalmente, no primeiro domingo de cada mês, no Templo-Mãe, faz-se o ritual da Bênção de Pai Seta Branca, quando quatorze ninfas se revezam na incorporação do Pai, dando a bênção a centenas de pacientes e mestres, com a presença de Ministros que incorporam em Ajanãs. Nos Templos do Amanhecer, uma só ninfa – geralmente a Coordenadora – incorpora e dá mensagens e bênçãos de Pai Seta Branca, obedecendo ao ritual que se encontra no Livro de Leis. Todos os anos, a partir de 1971, Pai Seta Branca se dirige a seus filhos Jaguares através de mensagens que são pronunciadas no Templo-Mãe, à meia-noite do dia 31 de dezembro. Até 1984, foi a comunicação feita por Koatay 108. Depois, uma ninfa passou a ser designada para isso.

Postado por: Espaco Espiritual | Sábado, 24 Maio 2008

MÃE TILDE.

Mãe Tilde

Mãe Tildes é uma grande Missionária, um Espírito de Luz que assume a roupagem de simples Preta Velha, na humildade de escrava que foi em um conga no Sul da Bahia, onde exerceu plenamente as atividades doutrinárias, buscando harmonizar as forças iniciática daqueles espíritos já interligados pelas origens de nossa Corrente que para ali foram, atraídos por suas faixas cármicas e por suas missões. Foi uma defensora da libertação dos escravos, para isso tendo que usar muitos dos conhecimentos sobre o transcendental daqueles senhores de engenho e sinhazinhas, buscando aliviar seus carmas e induzindo-os a se lançarem na Lei do Auxílio. É considerada a Padroeira do Lar, por seu amor e sábios conselhos para manter a união e a harmonia de casais e da família, nos atendendo em nossas complicações sentimentais e nos ajudando nos momentos difíceis de nossas vidas. Alma gêmea de Pai João de Enoque, veio com ele em diversas encarnações, especialmente quando do deslocamento das raízes africanas realizado pelos escravos que vieram para o Brasil Colônia. Uma das histórias envolvendo Mãe Tildes, que muito nos marcou por conter personagens que se encontram no Vale do Amanhecer, em cobranças e reajustes, é a da FAZENDA TRÊS COQUEIROS:

Havia, nas imediações de Angical, a Fazenda Três Coqueiros, uma enorme fazenda dos Pereiras, na época, pertencente a Alfredo e Márcia, recém-casados, que a receberam como herança. Havia uma cachoeira limitando a Fazenda Três Coqueiros com a fazenda dos Ferreiras, nobre e rica família, porém gananciosa, com cada membro querendo ser o mais rico, o maior, pois a vaidade e o orgulho eram as suas características. Naquela região, perto dos Ferreiras, havia inúmeras fazendas, grandes e pequenas, pertencentes a famílias que eram aliadas aos Ferreiras e participavam das mesmas idéias, cheias de maldade e ódio, pois a cobiça e a inveja faziam com que eles só pensassem em fazer o mal àqueles daquela bela Fazenda Três Coqueiros. Eram rixas transcendentais. Os Ferreiras e seus aliados sustentavam o ódio arraigado em seus corações. Estas duas famílias estavam sempre em choques e os aliados faziam trincheiras e tocaias, provocando mortes e destruições. Porém, as mortes eram só dos escravos (como diziam eles, escravos eram pagãos e não mereciam bons tratos; eram comprados como um animal qualquer!). Certo dia, Márcia saiu a passear a cavalo, e foi até a cachoeira, ficando admirada com a beleza daquele lugar, daquela linda cachoeira. Sim, aquela era a antiga Cachoeira do Jaguar, de Pai Zé Pedro, de Pai João e das Princesas! Sabia-se que ali existira um fenômeno, há cem anos. Márcia era uma médium de grande percepção. Parou e, deslumbrada, disse:

- É verdade!… Aqui existiu um grande fenômeno envolvendo alguns escravos!

Nisso, Valdemar Ferreira chegou e, abraçando a sinhazinha pelas costas, disse:

- Aqui houve um grande fenômeno, dizem os antigos, de Pretos Velhos forasteiros…

Imediatamente Márcia se lembrou de que Valdemar Ferreira era o mais triste dos inimigos de seu marido e, também, lembrou que seu esposo lhe havia dito que ela jamais pisasse naquele local. Livrando-se de Valdemar, ela saiu correndo. Mas o destino pregou-lhe uma peça: um pequeno escravo dos Ferreira viu Márcia ali com Valdemar e foi contar tudo a Alfredo. Márcia já esperava um filho de Alfredo. Todos os escravos de Valdemar odiavam a Fazenda Três Coqueiros, cheios de inveja, porque a vida dos escravos de Alfredo era boa, levando uma vida normal. Até mesmo os feitores de Alfredo eram bem tratados e eram bons com os escravos, o que não acontecia com o povo dos Ferreiras. Certo dia, o filho de Zefa - da Fazenda Três Coqueiros - começou a namorar uma crioula, escrava dos Ferreiras. Os escravos dos Ferreiras se revoltaram contra o filho de Zefa, esfaqueando-o, e o colocaram, semimorto, à porta de Alfredo, deixando um bilhete em que diziam que não queriam aquele cachorro por lá e, mais, que quando o filho de Márcia nascesse fosse mandado para Valdemar. Márcia, cansada e cheia de dores por causa da gravidez já adiantada, ouvindo os gritos de Zefa, correu ao encontro da velha escrava. É que Alfredo encontrara o rapaz esfaqueado e lera o bilhete. Cheio de ira, mandou que jogassem o rapaz no pasto, longe da Casa Grande. Mãe Zefa havia encontrado o filho e gritava por Márcia, para que ela ajudasse o rapaz. Márcia, mesmo cheia de dores, foi ajudar Zefa, saindo com Pai Zé Pedro para buscar o pobre escravo que havia passado a noite no relento, com urubus já sobrevoando seu corpo. A bondosa sinhazinha mandou que levassem o rapaz para dentro de casa e, então, houve um caso de desintegração: Márcia passou com o ferido perto de Alfredo e este não os viu! Assim que Alfredo encontrou Márcia mandou-a, sem explicações, para a senzala e mandou erguer um grande cercado para mantê-la prisioneira ali. Mandou que Mãe Tildes cuidasse dela. Mãe Tildes era confidente e grande amiga de Márcia. Alfredo comunicou que tão logo o filho de Márcia nascesse ele o mandaria para Valdemar. Márcia cativou todos aqueles escravos com seu amor e dedicação. Quando Zé Pedro, o velho nagô, chegou para falar com Márcia, esta perguntou:

- Quem é este homem?

- É um velho nagô - respondeu Mãe Tildes - que recebe espíritos no lombo!…

- Não, sinhazinha, não precisa ter medo! - disse Pai Zé Pedro se chegando, e se virando para Mãe Tildes, deu um muxoxo: - Linguaruda! Conversa demais!…

Márcia sentiu que o velho nagô tinha uma força do Céu e se afinou com ele. Numa manhã, quando o Sol já brilhava, encantando com seus raios toda a beleza daquela fazenda, eis que Márcia começou a passar mal e, mais tarde, a criança nasceu. Foi grande o reboliço, e os Pretos Velhos se mobilizaram. Mãe Tildes pegou a criança, enrolou-a numa coberta e a levou para Mãe Zefa, lá no meio do cafezal, dizendo:

- Vai, Zefa! Leva este menino porque Alfredo vai matá-lo!

Zefa saiu correndo com o bebê e o levou para a casa dos Ferreiras, onde, sem saberem o que estava acontecendo, entregou o menino à sinhazinha Emerenciana, mãe de Valdemar, que prometeu jamais revelar que aquela criança era filha de Alfredo. Era o grande segredo entre Mãe Zefa e Emerenciana. Zefa foi embora, e nunca mais se teve notícias dela. Quando Mãe Tildes voltou do cafezal, levou um susto: Márcia havia ganho mais outra criança, uma linda menina! Tinham nascido gêmeos! Mãe Tildes começou a chamar a menina de Marcinha. Vendo a dor tão grande de Márcia, Alfredo acreditou em sua inocência e a perdoou, mas Márcia não quis voltar à Casa Grande. Tanto Alfredo como Márcia não sabiam que haviam nascido duas crianças. Conheciam apenas aquela menina. Alfredo, até seu desencarne, pensava só ter nascido a menina. Certo dia, um crioulo apareceu para dar satisfações onde estava o menino. Mãe Tildes sofria, sem saber se devia revelar o segredo a Márcia. Foi consultar o nagô, e este lhe disse para jamais revelar a verdade. Fora um erro ela querer assumir a dívida de Márcia. Por outro lado, Mãe Tildes desconfiava de Márcia, ao ver o menino que se parecia demais com Valdemar. O nagô pediu que Márcia voltasse para a Casa Grande, porque seu marido estava caminhando para a loucura e teria um fim muito triste. Márcia saiu dali com o coração apertado, sabendo que Alfredo não tinha condições de continuar a viver daquele modo. O tempo passou ligeiro e Alfredo morreu louco. Márcia se enclausurou naquela casa. Marcinha, já mocinha, começou a namorar o filho de Valdemar! Quando o rapaz entrou, pela primeira vez, na Casa Grande da Fazenda Três Coqueiros, Mãe Tildes foi correndo até Pai Zé Pedro e lhe disse que estava perdida, pois tinha cortado o carma de Márcia e, agora, Marcinha iria se casar com o próprio irmão! Nisso, a porta se abriu e Marcinha, feliz, abraçou Pai Zé Pedro e Mãe Tildes, dizendo-lhes que iria se casar.

- Ele quer se casar comigo! O coronel Valdemar tem dois filhos, sabem? O mais novo tem dois dedos emendados, um pregado no outro. Mas este não! É perfeito, e não se parece nada com o outro…

Depois que Marcinha saiu, Pai Zé Pedro falou:

- Não lhe disse, Mãe Tildes, que a grandeza de Deus não tem limites? Este não é o filho de Márcia…

E Mãe Tildes perdeu a voz até que Marcinha se casou com aquele rapaz! No dia do casamento de Marcinha, foi promulgada a Lei Áurea, a abolição da escravidão. Foi uma terrível confusão. Tiros… Brigas… Amália, esposa de Valdemar, morreu. Márcia não soube a verdade sobre seus filhos até o dia em que Emerenciana, já para morrer, a revelou: Jacó era seu filho! Tinha dois dedos emendados, que comprovavam ser ele filho de Alfredo, que tinha o mesmo defeito. Márcia, prestes a desencarnar, abraçou seu filho Jacó, cheia de emoção. Mãe Tildes, já um espírito evoluído, teve que pagar esta pena, por ter reparado um carma indevidamente. É o que acontece com quem corta ou interfere nos destinos dos outros!… O pessoal dos Ferreiras lançou-se contra a Fazenda Três Coqueiros. Foi uma grande mortandade. Iluminados pela força de Deus, Mãe Tildes, Pai Zé Pedro e duas crioulas - Uraí e Urail - fugiram para uma outra fazenda cafeeira. Marcinha fugiu, levando consigo seu irmão Jacó. No dia seguinte, uma volante - polícia baiana - chegou à Fazenda Três Coqueiros, onde muitos cadáveres exalavam terrível mal cheiro, e, com muita dificuldade, impôs a ordem. Na fazenda dos Ferreiras, ninguém triscava a mão! Vieram, de longe, velhos coronéis e sinhozinhos. Os pais de Alfredo e os de Márcia quiseram levar consigo os netos Marcinha e Jacó. Estes, porém, não quiseram ir. Todos os que passavam por ali comentavam a triste tragédia daquele povo, povo este composto por espíritos espartanos, vindo de nossa origem e que, aqui, não suportaram as velhas rixas. Alguns dos Ferreiras que fugiram, continuaram a se entrincheirar para novas tragédias. Mãe Tildes e Pai Zé Pedro fugiram para o Angical. É só o que posso dizer, pois aqui estão os malvados que precipitaram esta tragédia! Ainda faltam alguns componentes desta história. Não posso, neste instante, avaliar quais dos senhores e senhoras foram Ferreiras ou quais foram Pereiras... Salve Deus! Só Deus, neste instante, poderá avaliar quem foram…” (Tia Neiva)

Obs.: Em suas anotações biográficas, Tia Neiva informou que Carmem Lúcia, sua filha, era a reencarnação de Marcinha.

 

Postado por: Espaco Espiritual | Quarta-feira, 21 Maio 2008

CONDUTA DOUTRINARIA. - VALE DO AMANHECER.

Koatay 108 nos disse que o nosso conhecimento é a nossa disciplina, que nos obriga a uma maneira correta de nos conduzirmos na Vida, não só quando estamos no Templo, mas, sim, em qualquer lugar, a qualquer hora, em nossa jornada. É a conduta doutrinária, com a qual temos que nos preocupar, pois, fora dela, não podemos trilhar nosso caminho evolutivo na Doutrina, não há evolução individual do médium. Pela conduta doutrinária vamos adaptando nosso temperamento constitucional às condições ambientais, familiares, pedagógicas e sociais, certos de que somos o que pensamos, e o que pensamos se reflete em nossas palavras e em nossas ações.

CONDUTA DOUTRINARIA.
Dentro da correta conduta doutrinária e por sua percepção, o médium considera tudo de forma isenta de simpatias ou antipatias, transformando seus conceitos em ação, pelo uso correto de seu discernimento, dentro das situações em que foi colocado pelo seu transcendental, enfrenta a sua sombra, procurando se harmonizar, buscando o conhecimento, o conceito verdadeiro de tudo que o cerca e se disciplina, trabalha com mais precisão na Lei do Auxílio, e se aperfeiçoando na expressão das palavras corretas, manipula um grande potencial de energia e faz proveitosa utilização das forças de que dispõe. Sabe que existe uma necessidade, tanto fisiológica como psicológica, para interação com outras pessoas. Não são suficientes as impressões sensoriais transmitidas pelo plano físico, mas sim as que estão ligadas aos campos vibracionais gerados pelo conjunto de indivíduos. O médium do Amanhecer é consagrado, tem seu plexo iniciático, pelo Desenvolvimento penetra nos segredos da Vida e da Morte, tem consciência de sua missão, de seu carma, das Leis que o regem. Tem todas as condições para fazer o traçado de sua jornada, dentro do seu conhecimento universal. Mas, existe o livre arbítrio.
O Jaguar sabe o que é certo, mas, por vaidade, ambição, preconceitos e desamor, deixa-se levar por outros caminhos, desobedecendo leis sociais, morais e doutrinárias, deixando prevalecer sua sombra. Alguns pensam que as Leis do Amanhecer são para serem cumpridas apenas em seus trabalhos no Templo. E quando chegarem a Pedra Branca, forem se encontrar consigo mesmos e com a realidade de suas vidas, terão grandes choques ao ver o quanto deixaram de fazer por estarem fora da conduta doutrinária. Segundo Tia Neiva, o Templo é um lugar onde os espíritos estão à vontade. Ali, tudo é possível. O comportamento do médium pode lhe ser prejudicial, pois numa conversa, com gesticulações, abre sua guarda e fica com seu plexo exposto, podendo captar uma força esparsa ou algum espírito que, por alguma afinidade, possa estar próximo, e seguir o médium. Também nos disse para tomar cuidado para não importunarmos os outros, principalmente os médiuns, pois ninguém tem o direito de aborrecer ninguém, chamando a atenção ou dizendo “não deves fazer isso, não deves fazer aquilo…”.
Na Doutrina do Amanhecer somos preparados, desde o condicionamento do sono cultural, quando nos preparávamos para esta reencarnação, para o cumprimento de uma missão simétrica, dentro do poder dos Tumuchys que, gradativamente, chega até nós, com o objetivo unicamente da cura desobsessiva. Não temos missão de realizar fenômenos físicos nem de curar pessoas. Não temos motivos para exibicionismos nem vaidade. Temos, sim, que ter o maior cuidado com o nosso comportamento, com atos e palavras, para não criar choques com nossos irmãos, encarnados e desencarnados, gerando conflitos e fazendo desaparecer a sintonia com a Espiritualidade Maior, que nos acompanha passo a passo, e que não pode ser enganada. Segundo Mateus (15-8 a 20), Jesus nos advertiu: “Mas o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem, porque do coração procedem os maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias… São estas coisas que contaminam o homem!” Estamos sendo preparados para as horas de desespero da Humanidade, para a libertação de espíritos, para a ajuda de pessoas que estão perdidas em suas desesperanças.
Temos que ter equilíbrio, firmeza e, o principal, amor incondicional. Para isso, é preciso ter a mente equilibrada e a consciência esclarecida, o que só conseguiremos por meio da correta conduta doutrinária. Por ela, respeitamos e nos fazemos respeitar em um mundo conturbado. Pela conduta doutrinária podemos superar nosso carma, caminhando com a Ciência e com a Fé, complementando com a Lei de Deus a Lei dos Homens, para ter um conjunto completo de normas e diretrizes que farão com se cumpra a parte do Mantra Universal, o Pai Nosso, onde emitimos: “Seja feita a Tua vontade assim na Terra como nos Planos Espirituais…”. Com isso, estaremos equilibrando nossas vidas, tanto na parte física como na espiritual, trabalhando materialmente, executando nossas funções biológicas, sociais e psicológicas, em sintonia com os nossos Mentores, criando para nós mesmos condições ideais para o trabalho na Lei do Auxílio. Temos que ter nossa percepção consciente ligada a uma bem desenvolvida sensibilidade, de modo que possamos ver cada coisa, cada pessoa do universo que nos cerca, com os olhos, com a mente, com a consciência e com a alma. Nossa personalidade transitória, sujeita a problemas, tanto sentimentais como físicos, nos leva a insatisfações, dores, angústias, sofrimentos e irrealizações, que devem ser avaliados e entendidos por nossa individualidade transcendental, depois de analisados por nossa consciência. Vamos evitar palavras que criem discórdias, conflitos ou confusão; vamos evitar mentiras e boatos; vamos deixar que cada um leve a vida que quiser; vamos evitar críticas ou julgamentos; vamos nos preocupar em não ser nossa presença uma vibração pesada e desagradável. Vamos, sim, nos cuidar para que estejamos sempre bem, com a vibração positiva, esforçando-nos para conciliar e resolver conflitos, ajudar e equilibrar os que estão ao nosso redor. Vamos cuidar do nosso corpo e de nossa saúde física e mental, preservando nossa energia vital, que é a ferramenta que nos foi dada para cumprimento de nossa missão. Não vamos fazer algo ilegal ou danoso a alguém porque ninguém nos está vendo! Lembre-se daqueles dois Olhos em seu colete: nos alertam para que saibamos que a Espiritualidade nos contempla, penetrando esse Olhar nos nossos pensamentos, nos nossos corações, sabendo exatamente a realidade de nossas intenções, o que pretendemos com nossas palavras e ações a cada momento, nos avaliando, nos observando, nos julgando, nos entendendo e… nos amando!
Sabemos que a Espiritualidade é, sobretudo, justa. De acordo com nosso merecimento, dela recebemos tudo o que precisamos. E nosso merecimento depende de nossa conduta doutrinária. Não se deixar levar pelos caminhos floridos que levam aos negros abismos; não desafiar as leis físicas e sociais; não contrariar sua consciência levado pelas paixões ou pelo falso brilho das tentações e da vaidade; não largar seus compromissos materiais, a vida no lar, a família, enfim, estar sempre alerta para o cumprimento das Leis. Cumprir e fazer cumprir as Leis, eis o segredo da conduta doutrinária. Mesmo aquele que relega seus compromissos materiais e se dedica quase que exclusivamente a seu trabalho na Doutrina, está fora da conduta doutrinária, não aumentará seu merecimento.
Uma frase Koatay 108 repetiu em várias ocasiões, dizendo que só sabemos que estamos evoluindo quando deixamos de nos preocupar com a vida dos outros, que é a base para uma perfeita conduta doutrinária. Nosso cuidado deverá ser maior em tudo que envolva ações doutrinárias, quando estamos trabalhando no Templo ou realizando qualquer outro trabalho na Lei do Auxílio. A seriedade e concentração nos permitem agir plenamente, obedecendo às Leis que nos regem. Aquele que leva inovações ou desconhece as Leis, que brinca ou não respeita os médiuns em um trabalho, está fora da conduta doutrinária. É triste ver o que acontece com muitos instrutores que, esquecidos de suas responsabilidades sociais e doutrinárias, deixam-se levar pelos encantos de ninfas em desenvolvimento, aumentando seus carmas. Especialmente em qualquer trabalho na Doutrina do Amanhecer, Pai Seta Branca exige a conduta doutrinária, isto é, além do comportamento do médium, a perfeita obediência ao estabelecido no Livro de Leis e Chaves Ritualísticas (Edição de 1999 – A Definitiva).
“Não me contem, não venham me contar os desatinos dos mestres! Não venham me contar que um mestre bebeu; que um mestre fez trabalhos (em outras linhas); que um mestre deixou a família; que um mestre fez isso ou aquilo… Não venham me contar! Não gosto de saber! Eu sou como uma mãe que recebe reclamações de um filho. Não venham me contar porque, além de eu não ter nada com a vida particular do médium, acho que, também, quem me conta, muito menos. Salve Deus! Não me contem que eu não gosto de saber! Se o mestre está errado para você, que está me contando, ele não está errado para mim, e às vezes você entra em conflito comigo. Vamos cuidar de nossa vida, pois temos grandes fenômenos a realizar!”
Tia Neiva – 27/06/1976
“Vamos elevar a nossa mente a Jesus e que nossas vibrações possam chegar, constantes, ao Oráculo de Simiromba, emitindo e irradiando amor! Que a conduta doutrinária, que é a conduta de sua vida de caminheiro, seja perfeita, para que possa equilibrar os três reinos de seu Centro Coronário, e o seu Sol Interior possa irradiar sua luz bendita. O Homem equilibrado é a presença divina na Terra, realizando, com sua mente sábia, uma constante conjunção dos dois planos, levando sua vida na simplicidade e com disponibilidade, a iluminar com seu trabalho espiritual constante.”
Tia Neiva – 09/04/1978
“Evitar a disciplina relacionada com os outros. Lembra-Te sempre que, enquanto tiveres um corpo material, terás que enfrentar as forças do teu plexo físico: nascimento, velhice, doença e morte! Não devemos pagar nada além das necessidades da vida física.(…) Discernir entre o que é importante e o que não é. Ser firme como uma rocha quando, à tua frente, tiveres que decidir entre o Bem e o Mal. Esforça-te para averiguar o que vale a pena ser feito, não usando em vão as tuas armas. Não se apegar a nada que o faça sofrer. Seguir os princípios do Santo Evangelho e de suas revelações, ficando-se nas comunicações reveladas. Não causar ansiedade para os outros, pelas ações de teu corpo, pelos pensamentos de tua mente ou por tuas palavras!”
Tia Neiva – 17/05/1978
“O teu padrão, meu querido Adjunto, é o princípio e o fim de tua obra, de tua missão! Entenda, filho, que havendo à tua frente três hierarquias, três raios de forças desiguais, tu só as manipulas pelo teu sábio comportamento, isto é, as forças vêm ou chegam cruas para serem preparadas e distintamente manipuladas.”
Tia Neiva – Lei do Adjunto – 17/05/1978
“Observas bem o que fazer do tempo, do teu tempo, do teu sacerdócio e da tua missão. Nele procures impregnar todo o teu amor, o que puderes da perfeição de tua conduta, emitindo e comunicando a Doutrina que te foi confiada, para não perderes qualquer afeto na fronteira da Morte! O Sol que brilha, a nuvem que passa, o vento da despedida, o luar que alimenta com o perfume da dor. Aproveite, filho, estes momentos de tranqüilidade que a Terra, com toda a sua riqueza, ainda vai cobrar aos que não aproveitaram seus frutos(…) Novamente se levanta o Homem! Eletrônica, conquista de novas terras, de novos mares… Então, a força magnética é como a rama percorrendo nas raízes, levantando seres, ultrapassando o neutrom, queimando a Terra, destruindo a verde rama e o Homem. Deus se esvai, deixando-se ser imortal. Sim, filho, aquele que segue somente o caminho da devoção, faz com ele um círculo vicioso, até se impregnar pela superstição. Há muitas naturezas neste mundo, como há muitas riquezas no Céu!”
Tia Neiva – 12/12/1978
“Ouve a voz que te rege no cumprimento desta missão, deste Terceiro Sétimo, porque, filho, o teu sacerdócio exige que sejas o talismã da vida, o medianeiro de todas as forças. Filho querido, não deves temer as grandes revelações, os abismos que vão se abrir, descortinando seres que, arremessados pela sua força, se extrairão da terra em busca de amor. Verás, filho, lindos fluxos de luz que, também, extraídos de tua energia, virão trazer-te a cura para a tua evolução. Somente com a conduta moral doutrinária, do teu sol interior poderás emitir todo o bem na luz deste Amanhecer. Felicidades, filho, neste Terceiro Sétimo. Filho Jaguar, das minhas esperanças! Roga a Deus o teu Pai Seta Branca, em Cristo Jesus!”
Pai Seta Branca – 29/12/1978
“Eu não peço disciplina, porém, harmonia e dedicação do Espírito Espartano, que sabe marchar para a Vida e para a Morte com o mesmo esclarecimento do espírito da Verdade. Sim, filho, um trabalho bem dirigido na individualidade de uma conduta doutrinária. nos dá a certeza do fenômeno da cura ou do progresso material na individualidade e na vida física. O chakra da Vida exige o equilíbrio da matéria. Sendo assim, nossos Mentores se preocupam com nossas profissões e negócios, na medida do possível.”
Tia Neiva – 28/03/1979
“E para que possamos condenar sem precipitação, o teu comportamento é o único sentimento a ser julgado. Você, filho Jaguar, RAIO LUNAR, é a própria revelação. Sim, muitas vezes, um aparelho em sua conduta moral agasalha um espírito das Trevas, dando-lhe a oportunidade de ser gente, isto é segurando suas terríveis e pesadas vibrações e, com amor, o deixa falar ou promover um diálogo com o Doutrinador. Filho, muitas vezes, eu, tua mãe clarividente, vejo muitas oportunidades perdidas: um feroz exu que, por falta de um diálogo, poderia voltar para Deus. No entanto, só diz heresias por falta do bom comportamento do sensitivo. Filho, todos nós precisamos de carinho e, eles, apesar do seu endurecimento, são carentes de amor. Eis a razão do Doutrinador, em Cristo Jesus, sabendo conduzir o anjo e o demônio em sua conduta doutrinária. É assim, filho, um aparelho sensitivo espiritual pelo qual as forças extra-sensoriais se manifestam. Por conseguinte, você é o próprio poder da Justiça, se engrandece ou se condena. Sim, a consciência fecha o ciclo evolutivo da força psíquica sensitiva. Então, filho, com um pouco de reflexo poderá concluir as mensagens e se souber colocar esta candeia viva nos mais tristes recantos da dor, mais uma vez poderá aliviar e esclarecer os incompreendidos.”
Tia Neiva – 08/04/1979
“É muito sério nossa conduta doutrinária no Templo. Muitas vezes buscamos a caridade dos espíritos e os magoamos antes, não lhes dando tempo para reajustar-se em nós, por falta de nossa conduta doutrinária!”
Tia Neiva
“Ser honesto, em todos os sentidos. Não se esqueça de que, por mais escondido que esteja, sua sombra poderá ser vista. Eis porque, meu filho, as dificuldades do Homem quando precisa caminhar, mesmo sendo por curtas passagens, pelas sombras!”
Tia Neiva – 24/05/1980
“Visando o Vale do Amanhecer, tenho um sério compromisso de não aceitar, absolutamente, homens ou mulheres de shorts na rua ou em lugares iniciáticos. Considero o nosso Vale do Amanhecer um recanto iniciático. Um jovem indo para o seu esporte… mas que não entre no Templo. Compreendo, porém não queira teimar comigo. Talvez, fisicamente, não irei importuná-los, porém não ficará bom. Não falo em conduta doutrinária. Falo da impressão que nos causa uma mulher missionária ou um mestre em trajes não condizentes com a Doutrina.”
Tia Neiva – Circular n.º 2/83 – de 14/01/1983
“É preciso saber que aqui temos um roteiro de nossas vidas. Filhos, ensinei a vocês o conhecimento que temos de uma bagagem quando em nossas passagens aqui na Terra, bagagem esta que não lhes dá o direito de errar em seus caminhos espirituais. Sinto dizer a vocês que não é tão fácil uma conduta doutrinária sem erros. Sempre lhes falei que a conduta doutrinária é o caminho para a sua Hierarquia Transcendental!”
Tia Neiva – 17/05/1984
“Na força absoluta deste Universo há lírios que se decantam em cada canto e, como se ouvissem Deus, num amor absoluto, desabrocham e começam a vibrar, alimentando os olhares, curando na Impregnação de seu lugar. O seu aroma se esvai aos demais e a brancura, no verde lodo, o faz mais perfeito, mais lindo, chegando, mesmo, a quem o colhe se perfumar. E o lodo é deixado, porque nele outros lírios nascerão!… Por que não faz o Homem como o lírio, simplificando a vida, amando e se fazendo saudade por onde passa? Sim, meus filhos, pois as dificuldades da vida não são pelas intempéries do tempo, nem tão pouco pelos amores que se avizinham. Não são pelos nossos conflitos, e, sim, pela vã tolerância, pela incapacidade de poder assimilar a diferença entre o Bem e o Mal; a falta de consideração em não se encontrar consigo mesmo; saber com quem deverá viver, como viver; enfim, ser honesto consigo mesmo para clarear a sua estrada sem se debater, incomodando os demais, fazendo dos seus familiares um rosário de dor!”
Tia Neiva – Mensagem Aluxã – Amanhecer em Pirapora
“O Adjunto tem por obrigação registrar em sua Lei um Retiro, que seja evangelizado e comandado por ele mesmo, pelo menos uma vez por mês, razão pela qual um Adjunto é um médium perfeito. Para ser perfeito, é preciso conhecer a Lei do Auxílio em todos os ângulos, pois o mestre que não comanda o seu Retiro perde a seqüência de sua sintonia direta. O mestre não pode se ausentar das constantes sintonias diversas, como também, sendo um Adjunto, torna-se um mau exemplo para um componente. O Adjunto tem que ser completo em todos os setores. Apesar de suas obrigações nos trabalhos, deve escolher um dia para realizar o seu Retiro. Filhos, hierarquia foi do que avisei! Somente o Adjunto pode remover seus mestres e promover eventos, ou, sabe Deus, o que lhe convém. Em iminência de fatos contrários à Doutrina, princípios sociais do Templo ou na conduta doutrinária, os Trinos Presidentes estão autorizados por mim, na figura de Koatay 108, a impedir ou mudar uma ordem de um mestre Adjunto.”
Tia Neiva

 

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