Publicado por: Espaco Espiritual | Terça-feira, 24 Novembro 2009

TRABALHOS DOS GUIAS.

O Trabalho dos Guias

Quando sentires da tristeza o véu Cobrir-te a alma a soluçar de dor, Tudo perdido, as esperanças mortas, A vida escura sem nenhum calor… Quando sentires, nessas noites longas, Que a tua alma em sofrimento atroz Perdeu o rumo, como perde o barco Por entre a onda em vendaval feroz… E na amargura em que tu te consomes Ninguém te ajuda, nem um peito só; E quando vires que os amigos falsos, Inda te cobrem de mais lodo e pó… É nesse instante que na escuridão (Anjo celeste que enviou Jesus!) Alguém o pranto que teus olhos vertem, Aflito enxuga irradiando luz!, Anjo da Guarda de bondade imensa, Cuja missão é dirigir-te o passo, Contigo sofre porque não o ouviste, E te atiraste ao traiçoeiro laço! Anjo da Guarda de bondade imensa, Cuja missão é dirigir-te o passo, Contigo sofre porque não o ouviste, E te atiraste ao traiçoeiro laço! Oh! Quantas vezes! Quantas vezes! Quantas! Tu, fascinado com a ilusão do mundo, Ouviste o Anjo segredar baixinho: “Foge depressa, que o abismo é fundo!” Cumpre este Anjo sob a Luz do Cristo Missão sublime que lhe deu Maria: A de velar-te – não importa a hora, Seja de noite, madrugada ou dia! Quantas virtudes seu trabalho exige Para realizar-se em teu escuro mundo: Dedicação, que nem as mães possuem! A humildade e um amor profundo! Nos manicômios, no asilo ou creches, Nos hospitais ou nas prisões cruéis, Todos que sofrem nunca estão sozinhos, Nem mesmo as moças dos fatais bordéis! Por que não tentas conversar com o Guia? Ouvi-lo podes através da mente! E Anjo da Guarda tem visão do Cosmos! E vê além deste viver presente! Assim fazendo, encurtarás as provas Que se acumulam no passar do dia; Adeus tristezas, sofrimento, tédio! Ouve inda hoje a sábia voz do Guia!

Poema  Espirita de Cassimiro de Abreu.

Psicografado por Jorge Rizzini

Publicado por: Espaco Espiritual | Sábado, 7 Novembro 2009

Chakras: Centros de Força

Chakras: Centros de ForçaCORONÁRIO
960 RAIOS
COR: núcleo dourado, pétalas violetas douradas
LOCALIZAçãO: Acima da cabeça
GLNDULA: Pineal
PLEXO: Coronário

 

É o maior e o mais importante dos centros. Ele afeta toda a função do cérebro, mas está relacionado com a glndula pineal. Por causa da sua ligação com os outros chacras, qualquer perturbação no centro coronário se reflete na maioria dos centros. O “Lotus de mil Pétalas” da terminologia oriental está no alto da cabeça, com cores dos mais diversos matizes e atividade intensíssima.

A diminuição de sua luminosidade, em um homem normal, mostra abaixamento do tônus vibratório e pode estar indicando uma vítima de obsessão ou magia negra. Responsável pela sede da consciência do espírito e da Comunicação com o Plano Astral. Comanda os demais centros. As dimensões do núcleo, bem como suas outras características, fornecem uma indicação da capacidade do indivíduo de expandir sua consciência, ou mesmo de alcançar a continuidade de consciência entre o estado desperto e o do sono, pois esse é o centro através do qual normalmente saímos quando estamos dormindo.

O chacra mais elevado está situado aproximadamente a seis centímetros acima do alto da cabeça. Ele tem a forma de pires, sendo composto por 12 pétalas douradas centrais e um conjunto de 960 pétalas secundárias dispostas em volta das primeiras: por esse motivo, é chamado de ” LOTUS DE MIL PÉTALAS” no Tantrismo Indiano. Neste tipo de tantrismo, este chacra sahasrara, é descrito como a “sede especial e mais elevada de Jiva, a “alma”, sendo portanto diferenciado dos outros chacras situados ao longo da coluna vertebral.

 

FRONTAL
96 RAIOS
COR: Rosa/Amarelo e Azul/Roxo
LOCALIZAçãO: Entre os olhos
GLNDULA: Pituitária ou hipófise
PLEXO: Frontal

Localizado no centro da testa entre os dois olhos, ele está particularmente inter-relacionado com o centro coronário. De fato, em algumas das escrituras tibetanas, ele não é mencionado em separado, sendo considerado parte do “lótus de mil pétalas”. Quanto à sua estrutura, o chacra frontal difere dos outros centros pois parece estar dividido em dois segmentos, um metade cor-de-rosa e metade amarelo, e o outro azul e roxo. Este centro está relacionada com a glndula pituitária. Este chacra diz respeito fundamentalmente à integração das idéias e à experiência com a capacidade de organização.

 

Está localizado na fonte, entre as sobrancelhas, e se compõe de 48 raios, dividido em duas porções. É o chakra da espiritualidade superior. Nos fenômenos mediúnicos, é possível provocar a incorporação de qualquer espírito desencarnado (ou encarnado que esteja desdobrado do corpo físico) tocando com um dedo na área desse chakra, no médium, e ao mesmo tempo projetando energia para sintonizá-lo com o espírito comunicante. O centro frontal, ou chacra ajna, se compõe de noventa e seis pétalas.

LARÍNGEO
16 RAIOS
COR: Azul-Prateado
LOCALIZAçãO: Base do pescoço
GLNDULA:Tiróide
PLEXO: Laríngeo
Auxilia o Homem no desenvolvimento da audição (sons provindos do plano astral). Situado sobre a garganta, em frente à cartilagem tireóide, esse chakra tem faixas de freqüências energéticas distribuídas pelos dezesseis raios que o compõem. Prateado e brilhante, o próprio brilho do vórtice mostra que ele é de freqüência vibratória superior.

Uma das suas funções é aumentar o consumo de oxigênio, e ela regula portanto os processos de crescimento e diferenciação de tecidos. A glndula produz o hormônio tireoideano para o controle do metabolismo, e a calcitonina que ajuda a reduzir o cálcio no sangue. A glndula tiróide é essencial para o bom funcionamento normal do organismo, uma vez que se intensifica a síntese de proteína virtualmente em todos os tecidos do corpo.

O chacra laríngeo está ligado aos chacras coronário e frontal em determinados estados em que ocorre a expansão da consciência, além de ser especialmente importante no que diz respeito às interligações entre os campos mental e etérico. As ligações do chacra laríngeo com o corpo físico ocorrem através das glndulas tireóide e paratireóide, às quais fornece energia. Do ponto de vista da clarividência, uma cor límpida e um ritmo regular no centro laríngeo etérico apontam uma tireóide saudável.

 

 

CARDÍACO
12 RAIOS
COR: Amarelo-Dourado
LOCALIZAçãO: Entre os Omoplatas
GLNDULA: Timo
PLEXO: Cardíaco
Responsável pelo equilíbrio e intercmbio das emoções (sentimentos). Sobre o coração, este é de um dourado brilhante e se divide em doze partes ou raios. Está ligado às emoções superiores, afetos e sentimentos. Nele residem, por exemplo, a bondade, a afeição, a piedade e também o ódio.

Em suma, as emoções sob vontade. As violentas e descontroladas afetam diretamente a fisiologia do coração que pode sofrer até mesmo uma parada, provocando a morte. O centro do coração (Chacra anahata) está situado a meio caminho entre as omoplatas. Na pessoa normal, ele tem cerca de seis centímetros de dimetro, sendo composto de doze pétalas de um reluzente amarelo dourado. (No Tantrismo, sua cor é descrita como “enfumaçada”).

Uma cor límpida e um ritmo regular denotam uam condição saudável no coração, em um corpo físico vigoroso. No Tantrismo, o movimento é considerado sua qualidade característica. Este chacra está ligado às dimensões superiores da consciência e ao senso de existência da pessoa, e está estreitamente relacionado com as doze pétalas douradas do chacra coronário.

O centro cardíaco registra a qualidade e o poder do amor na vida do indivíduo. Quando alguém transforma os desejos e paixões pessoais no amor e compaixão universais por seus semelhantes, o coração transforma-se no foco das energias que se concentravam anteriormente no plexo solar.

 

 

ESPLêNICO
07 RAIOS
COR: Multicolorido com predominncia do amarelo e cor-de-rosa
LOCALIZAçãO: A esquerda do abdômem, abaixo da 10ª costela
GLNDULA: Baço
PLEXO: Mesentérico

Regula a entrada do prna no duplo etérico do homem. Localizado sobre o baço, a vitalidade que distribui é superior à do básico, quanto ao nível de freqüência.Chakra da vida vegetativa, compõe-se é mais brilhante que o anterior e tem colorido variável. Apresenta grande importncia nos fenômenos mediúnicos, pois é através de seu campo magnético que os espíritos incorporam nos médiuns.

As descrições dos chacras variam, e em algumas tradições e centro localizado acima do baço é considerado como um dos sete principais centros; em outras, é tido como subsidiário. Segundo as observações, o chacra esplênico não é considerado um dos principais, desempenhando contudo um papel bastante importante no sistema de chacras. Este centro possui seis pétalas ou seções que revelam todo um espectro de cores, com predominncia do amarelo e do vermelho rosado. Sua função mais importante é absorver a vitalidade do campo energético, modificá-la, e depois distribuí-la aos outros centros.

O chacra esplênico está situado à esquerda do abdômem, logo abaixo da décima costela, e está liago ao baço no corpo físico. Este centro possui em geral uma aparência brilhante e reluzente. Como é o principal transmissor do prana ou energia vital para o corpo físico, sua função mais importante repousa em sua habilidade de absorver a distribuir vitalidade.

 

UMBILICAL
10 RAIOS
COR: Multicolorido: vermelho e verde
LOCALIZAçãO: Umbigo
GLNDULA: Supra-renais(Pncreas)
PLEXO: Solar Interno, externo e médio.

O chacra do plexo solar ou umbilical (chacra manipura) está situado na região no umbigo. Possui dez pétalas, e em condições normais é multicolorido, com predominncia das cores vermelha e verde. Flutuações no ritmo, a hiperatividade, e distúrbios nos padrões de cor desse centro denotam uma pessoa que se identifica extremamente com as emoções, tendo dificuldades em controlar os sentimentos. Com relação ao campo emocional, este é o chacra mais importante, visto que está situado no ponto em que a energia astral penetra no campo etérico.

Ele também está estreitamente relacionado com os chacras do coração e da gargante (laríngeo). Na vida de uma pessoa comum, o umbilical é provavelmente o centro mais importante e mais ativo, uma vez que está extremamente envolvido com a vida emocional. Por este motivo, quando o estresse ou problemas emocionais afetam o sistema digestivo, ocorrem distúrbios na região do plexo solar.

 

Confere ao homem a sensibilidade (intuições e percepções). Situado sobre o umbigo, tem dez raios, também chamados de”pétalas”. De coloração que vai do avermelhado ao esverdeado, está ligado à fisiologia da alma, ao campo das emoções e sentimentos primários, e também ao sistema nervoso – razão porque as emoções violentas paralisam a digestão e repercutem sobre o fígado.

BÁSICO – 

04 RAIOS
COR: vermelho laranja
LOCALIZAçãO: Base da Espinha Dorsal
GLNDULA: Supra-renal
PLEXO: Sagrado

Coluna vertebral/Órgãos sexuais principal modelador dos estímulos superiores e inferiores da vida orgnica e espiritual do homem. Localiza-se na base da coluna vertebral, na região coccígea. Segundo os clarividentes, este chakra – o mais primário de todos – compõe-se de quatro raios de cor predominantemente vermelha.

Chakra vital por execelência se ativado (isto é, energizado) acentua-se essa cor, que se torna cada vez mais viva. Neste chakra tem uma energia chamada “Fogo Serpentino” ou “Kundalini”, devido à forma de serpente que toma ao subir ao longo do corpo para vitalizar outros chakras. O chacra raiz ou sexual, é tradicionalmente relacionado com a Kundalini, que está em geral ativa nas pessoas comuns.

O chacras raiz contudo ajuda a vitalizar também todos os outros centros. Alguns chamam, centro fundamental, raiz, sacro, sexual (chacra muladhara no idioma Snscrito).

 

 

 

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Publicado por: Espaco Espiritual | Sexta-Feira, 30 Outubro 2009

O MÉDIUM E O ESTUDO

O MÉDIUM E O ESTUDOQue o médium que não sinta com forças de perseverar no ensino espírita se abstenha, pois, não tornando proveitosa a luz que o esclareceis, será mais culpado e terá de expiar a sita cegueira.” Pascal – “O Livro dos Médiuns”, Allan Kardec, cap. XXXI – Dissertação nº 13

 

Walter Barcelos

“Mediunidade e Discernimento”

Ed. Didier, Aliança Espírita – Julho de 2000.

Não faça tua presença ser notada…
mas tua ausência ser profundamente sentida.”-(Sabedoria Popular)
Toda empresa humana responsável exige de seu operário que seja esforçado e atencioso, que estude sempre e aprenda continuadamente para se desenvolver, adquirindo competência e eficiência. Da mesma forma, o Espiritismo isto espera de seus profitentes

A Doutrina Espírita não alimenta ilusões nem fantasias de menor esforço para nenhum adepto, muito menos para aqueles que pertencem ao quadro de trabalhadores efetivos. No trecho em referência, o espírito Pascal em outras palavras quer nos dizer: ao médium que não se interessar pelo conhecimento da Doutrina Espírita, melhor será para ele abster-se da prática medianímica, ou seja, que paralise suas atividades, porque assim estará se isentando de cometer absurdos doutrinários, por permanecerem voluntária cegueira espiritual.

Não se justifica nenhum médium ficar longo período da vida em estado de ignorância doutrinária e estagnação moral, pois necessita alcançar a posição respeitável de bom instrumento psíquico afinado com as notas divinas da Doutrina dos Espíritos, para agir proveitosamente, tirando o máximo de crédito e lucros espirituais.

O médium espírita não poderá contar somente com a luz de seus guias espirituais. Indispensável conquistar sua própria luz interior, porque o guia nem sempre estará de sentinela, protegendo-o e livrando-o das dificuldades e tentações. Como manter o médium a sintonia mental elevada, a inspiração superior e a intuição construtiva, se pouco se interessa pelo estudo sério e aprofundado do Espiritismo, muito especialmente as obras de Allan Kardec? Como amar uma doutrina que muito mal conhece? O espírito Emmanuel no livro “O Consolador”, na questão n° 392, afirma, quanto ao dever de todo medianeiro espírita:

“O médium tem obrigação de estudar muito, observar intensamente e trabalharem todos os instantes pela sua própria iluminação”.

Quem serão esses médiuns? Obviamente, são todos aqueles engajados na casa espírita, principalmente das equipes de desobsessão, trabalho de passes, tratamento e cura espirituais.

Aqueles que se destacam pela sua força mediúnica e faculdades psíquicas avantajadas deveriam, com maior devotamento, se entregar à sagrada obrigação de estudar com mais seriedade e disciplina as obras espíritas, pois estão se posicionando como orientadores da multidão e aglutinadores das atenções para o Espiritismo.

No contato com dirigentes de centros espíritas, conversando sobre grupos mediúnicos, chegamos à conclusão de que diminuta é a percentagem de medianeiros que verdadeiramente gostam de estudar e aprender manuseando, principalmente, as obras básicas do Espiritismo.

Na atualidade, o médium espírita precisa estudar Kardec com método e perseverança, seja em particular – em sua residência – ou em equipe, principalmente na casa espírita, na forma de “Círculo de Estudos”, onde encontrará a luminosa oportunidade de dialogar, debater, opinar, ouvir diversas interpretações e dar também o seu entendimento, tudo dentro de um ambiente fraterno e familiar, promovendo luzes de verdade para todos.

Os médiuns que não gostam de estudar a Doutrina estão numa posição muito estranha, porque desejam servir com os espíritos da luz para consolar e esclarecer multidões de criaturas ignorantes, sendo que, por sua vez, permanecem com o cérebro embotado ao discernimento kardequiano. Os médiuns levianos fogem do esclarecimento espírita, alegando:

“Eu gosto mesmo é de trabalhar na mediunidade e ajudar os que mais sofrem, enfim fazer a caridade que Jesus nos ensinou. Não gosto da teoria! É muita falação! Eu prefiro a prática!

O que conheço de Espiritismo, somado à minha experiência, já é o bastante. Não preciso de mais estudo. Estudar muito a Doutrina perturba minha mente e o meu trabalho”.

Quanto de presunção e de vaidade encontramos nestas palavras saídas da boca de médiuns orgulhosos!

Devido aos médiuns, em grande maioria, não buscarem a pureza dos ensinos kardecistas, encontramos com facilidade por toda parte, centros espíritas realizando trabalhos mediúnicos os mais absurdos e exóticos, com absoluta ausência de disciplina, discernimento e prudência tão apregoados por Allan Kardec.

Alguém poderá indagar: Por que o bom médium precisa estudar, se ele sempre está com os mentores espirituais? Responderemos: Naturalmente, porque ele não é uma criatura infalível e nem possui privilégios e proteção especial dos Espíritos Superiores. O médium espírita é um aprendiz como qualquer outro companheiro de fé; um aluno necessitado de se iluminar constantemente; um discípulo chamado a conquistar as virtudes cristãs; um canal mediúnico sujeito a receber e aceitar tanto a inspiração de entidades benfazejas como das inteligências perversas e mistificadoras, dependendo sempre da direção e uso que dê à sua força mediúnica.

O estudo sério nunca perturbou ou fez adoecer pessoa alguma. Sendo assim, o médium precisa amar mais a Doutrina Espírita, estudando-a com prazer e disciplina, aplicação e perseverança.

Publicado por: Espaco Espiritual | Sábado, 24 Outubro 2009

SÃO FRANCISCO DE ASSIS ( PAI SETA BRANCA)

são francisco de assis

Senhor,

Ó Deus, sois o único Senhor de nossa vida, de nosso coração e de nosso destino. Libertai-nos dos falsos senhores que nos iludem com suas promessas, pois não trazem nem vida nem paz. Dai-nos força para resistir e para buscar a paz através da justiça e do serviço humilde a todos. Amém

Fazei-me um instrumento de vossa paz

Senhor, fazei-nos instrumento de vossa paz na medida em que procurarmos viver em paz com nós mesmos, com a comunidade mais próxima, com a sociedade desigual e no meio dos priores conflitos. Que possamos nos esforçar para suportar tensões e contradições, buscando manter comunhão com todas as criaturas e tornando visível a vossa paz. Amém

Onde houver ódio, que eu leve o amor

Senhor, onde houver ódio, que eu leve o amor. Fazei que desentranhemos de nós o amor escondido sob as cinzas de ódios secretos. Que nosso amor aos outros suscite o amor escondido neles, capaz de transformar o ódio. Fazei que o amor incendeie nossos corações, irradie em nossas atitudes e se realize em nossas ações, para que o ódio não tenha mais lugar dentro de nós. Amém.

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão

Senhor, onde houver ofensa, que eu leve o perdão. No dia em que fizerdes o balanço de nossa história, perdoai os que ofenderam e humilharam nossos irmãos e irmãs, pois eles também são vossos filhos e filhas. Mas dai-nos força para nunca fazermos o que eles fizeram. Antes tornai-nos seres de solidariedade, de compaixão e de amor ilimitado. Amém

Onde houver discórdia, que eu leve união

Onde há discórdia, que eu leve a união. Dai-nos sede de justiça, de compreensão e de tolerância para convivermos jovialmente uns com os outros. Dai-nos um coração que sinta o pulsar do coração do universo e de cada criatura, sintonizando com o vosso coração divino que tudo une, tudo diversifica e tudo faz convergir. Amém

Onde houver dúvida, que eu leve a fé

Senhor, onde houver dúvida, que eu leve a fé. Não deixeis que a dúvida apague as estrelas-guias que iluminam nossa caminhada. Dai-nos a fé-confiança que nos coloca em vossas mãos. Concedei-nos a fé-crença em vosso desígnio que nos quer reunidos em vosso reino junto com toda a criação. Amém

Onde houver erro, que eu leve a verdade

Senhor, onde houver erro, que eu leve a verdade. Fazei-nos corajosos na descoberta de nossos erros, especialmente daqueles que encobrem vossa presença em todas as coisas. Que a verdade brilhe por nossas palavras sinceras, por nossos gestos humanizadores, por nossas intenções puras e por nossa busca permanente de fidelidade à verdade. Nunca permitais que oprimamos os outros em nome da verdade religiosa. Amém

Onde houver desespero, que eu leve esperança

Senhor, onde houver desespero, que eu leve a esperança. Que eu seja solidário na luta dos que buscam a justiça. Que saiba criar uma atmosfera de confiança ilimitada no vosso misterioso projeto de amor. Que tenha palavras inspiradas para suscitar a esperança inarredável de vivermos para sempre em vossa casa com todos os que precederam na história. Amém

Onde houver tristeza, que eu leve alegria

Senhor, onde houver tristeza, que eu leve a alegria. Fazei que a minha alegria nasça da compaixão sincera pelos que sofrem, da solidariedade verdadeira com os injustiçados e de minha própria conversão à fraternidade universal. Amém

Onde houver trevas, que eu leve a luz

Senhor, onde houver trevas, que eu leve a luz. Vós sois a luz verdadeira que ilumina cada pessoa que vem a este mundo. Fazei que eu possa, por palavras inspiradas, por gestos consoladores e por um coração caloroso, dissipar as trevas humanas para que vossa luz nos mostre o caminho e trazer alegria à vida. Amém

Ó Mestre,

Ó Mestre, fazei que em nosso interior ressoe vossa sabedoria e o exemplo de vossa coerência até a morte. Que sejamos vossos discípulos fiéis na medida em que realizarmos o que nos ensinais para sermos verdadeiramente instrumentos de amor e de paz. Amém

Fazei que eu procure mais consolar, do que ser consolado

Ó Mestre, que eu possa sair da minha própria dor para escutar o grito de quem sofre ao meu lado. Que tenha palavras que consolem e gestos que criem serenidade, entrega confiante e paz profunda. Amém

Fazei que eu procure mais compreender, do que ser compreendido

Fazei que consiga acolher o outro assim como é. Só assim o compreenderei como quero ser compreendido. Concedei-me ver o menor sinal de verdade, de bondade e de amor no outro para reforçá-lo e permitir que venha à plena luz. Amém

Fazei que eu procure mais amar, que ser amado

Ó Mestre, que eu acolha com generosidade e alegria o amor que me é dado, mas que me empenhe sobretudo em fazer com que os que me cercam se sintam amados. Fazei que nos sintamos amados por Vós para experimentarmos a suprema felicidade concedida nesta vida. Amém

Pois é dando que se recebe,

Ó Mestre, fazei-nos entender que dando generosa e gratuitamente receberemos também com superabundância tudo o que precisamos. Que possamos orientar nossa vida pela generosidade que nos devolverá sempre mais compreensão, mais acolhida e mais amor. Amém

É perdoando que se é perdoado

Ó mestre, muitas vezes e de muitos modos nos perdoastes ilimitadamente, como uma Mãe amorosa perdoa um filho. Fazei que perdoemos também nós a quem nos tem ofendido. E que nunca deixemos de crer na generosidade do coração, capaz de perdoar mesmo quando injustamente ferido por muitas ofensas. Amém

E é morrendo que se vive para a vida eterna.

Ó mestre, ensinai-nos a viver de tal forma que acolhamos a morte como amiga e irmã. Ela não nos tira a vida, mas nos conduz à fonte de toda vida. Que possamos perceber na vida terrena o começo da vida celestial e eterna. Amém…

 

Publicado por: Espaco Espiritual | Quarta-feira, 14 Outubro 2009

OBSESSÃO E DOENÇA – A ESCOLHA É SUA

OBSESSÃO E DOENÇA – A ESCOLHA É SUA

PARASITOSE ENERGÉTICA EM FAMÍLIA:

- Falta de Preparo para o Desencarne – Obsessão Em Família:

Mesmo para os sabedores de que a única certeza da vida é a morte, ela quase sempre nos encontra, a todos, despreparados, ignorantes, medrosos, apegados às criaturas, sensações físicas, valores materiais.

Exemplo de uma pessoa comum, no momento dessa crise: sua crença ou descrença na vida depois da morte não faz diferença, pois crer ou descrer nas leis naturais não altera sua essência nem seu curso.

Para onde irá a pessoa que desencarnou? Seu padrão vibratório é que vai posicioná-la, segundo sua escolha do modo de vida; superada a fase do conturbado período de esgotamento da energia vital remanescente do corpo depois do desencarne, a pessoa será atraída ao que se mantém vinculada ou pelo apego que tinha na existência. Imaginemos que esteja imantada pela sintonia com familiares, apegados e problemáticos, ainda encarnados; sem que percebam, essas pessoas a aprisionam ao meio onde se encontrava antes; nesse simples descuido está a origem de um processo de simbiose, parasitismo ou vampirismo energético, alterando condutas e produzindo doenças. Se o “falecido” não tiver vícios além dos fisiológicos – gula e sexo exacerbado – é mais fácil desfazer a sintonia. Entretanto, se era viciado em fumo, bebida alcoólica, drogas, a situação torna-se mais complexa.

- Cobranças – Exigências – Recriminações – Vampirizaçao de Energias:

O corre-corre do estilo de vida atual fez com que o egoísmo viesse à tona e “liberou geral” para que os “vampiros de energia” roubassem a vitalidade uns dos outros. Nossa pobreza evolutiva nos impede de percebermos que nossas relações familiares com suas cobranças sistemáticas e exigências descabidas são formas cruéis de obsessão; até em pensamento torturamos uns aos outros.

A parasitose energética que se origina na forma de viver em família é um dos mais importantes fatores do cansaço crônico que nos assola no dia-a-dia.

- Obsessão na Infância:

Sendo um espírito que já vivenciou muitas experiências em outras encarnações, a criança está submetida a todas as leis que regem a interação entre encarnados e desencarnados.

A formação dos centros de forças (chacras) é gradual, e a ligação entre o corpo físico e perispírito ainda é mais ou menos frouxa, o que facilita os processos de vidência e de audiência de entidades que freqüentem o ambiente familiar. Essa condição natural pode trazer sérios distúrbios psicológicos e físicos aos componentes do grupo familiar que se atrasaram no entendimento das leis da vida, por vontade própria, pois ignorar ou rejeitar hoje a reencarnação dificulta muito a compreensão dos acontecimentos a que estamos submetidos no dia-a-dia, levando facilmente à doença física, angústia e ao pânico.

Obsessão ocasional: dependendo da qualidade energética dos espíritos que interagem com a criança, ela pode até adoecer. Essa interação é mais ou menos comum com desencarnados que fazem parte daquele grupo familiar e que por ignorância ou atraso ali permaneçam sintonizados.

Formas-pensamentos: idéias e palavras repetidas com freqüência criam formas que aparecem e impregnam o ambiente; como se fosse um filme ao qual a criança pode assistir, quase sempre à noite enquanto dorme, e que gera terror noturno ou sono conturbado.

Obsessão de vingança: há uma certa proteção à infância com relação a obsessões planejadas, pois os centros de força na criança ainda não estão totalmente formados, o que acontece no final do processo da adolescência. Completada essa fase é que o espírito pode ser reconhecido pelo seu padrão vibratório por seus inimigos, caso não tenha havido mudanças significativas na infância desta existência. Quando esse tipo de obsessão surge cedo, a situação é grave e os prejuízos à saúde física, mental e emocional podem ser intensos.

Obsessão entre encarnados: a relação obsessiva mais comum capaz de afetar a saúde infantil ocorre nas relações de extremo apego, em que falta soberania emocional ao adulto.

- Aborto x Obsessão:

O aborto é uma quebra de compromisso e suas conseqüências são proporcionais à qualidade evolutiva das criaturas envolvidas. Quem vai renascer não aceitará a interrupção da gravidez e sentir-se-á no direito de retaliar por meio da obsessão, intensificada quando a mãe mentalmente fixa a culpa e, dependendo da intensidade do processo, as doenças físicas ou psicológicas logo surgem. Se quem abortou não conseguir modificar o padrão vibratório, a retaliação prosseguirá por tempo indeterminado, até que um dos dois mude a freqüência, desmontando a sintonia. Mas o término da retaliação entre os envolvidos não modifica as lesões impressas no perispírito da mãe, que trará no corpo físico da encarnação seguinte tendências para adoecer em órgãos específicos pois, o perdão da justiça natural é o esquecimento do erro, nada mais. Para quem cometeu esse engano na vida, é bom não fixar qualquer tipo de culpa (isso só atrasa, não é útil), mas isso não pode ser feito de maneira mágica, mas sim com boa vontade, colocando suas capacidades a serviço do próximo: ajude, ampare, socorra a quantos surgirem na sua vida.

A cada dia, os cuidados com a prática do aborto devem ser maiores, pois o avanço da ciência no campo dos estudos fetais abre a possibilidade de decidir-se quem pode ou não nascer. A ciência necessita de liberdade para se desenvolver, é verdade; mas é necessário que ocorra concomitantemente o desenvolvimento ético e moral capaz de regular essa liberdade. Conhecimento implica responsabilidade. É preciso que a ciência seja eticamente livre; em contrapartida, necessita de responsabilidade crescente.

Em se tratando de ciência, ética e responsabilidade é preciso que fique bem claro que ninguém é vítima de ninguém; toda pessoa que hoje se deixa enganar é tão réu quanto aquele que imagina ser o máximo, o maioral da ciência.

Muitos “aborteiros” do passado que já se encontram numa condição evolutiva melhor hoje são cientistas que tentam ajudar a fertilizar pessoas angustiadas para engravidar (suas vítimas do passado que abortaram pelas suas mãos) e que sofrem quando as tentativas fracassam; alguns continuam fracassando quando trabalham apenas para ganhar dinheiro ou satisfazer seu orgulho. Nem todos conseguem admitir um fracasso ou têm coragem de dizer: adote uma criança!

(Do Livro “Saúde ou Doença – A Escolha é Sua” – Américo Canhoto).

Fraternalmente.

Luciana Lins

Publicado por: Espaco Espiritual | Quinta-feira, 8 Outubro 2009

Mas o que é a Obsessão?

Mas o que é a Obsessão?

Henrique Fracalanza

 

A Obsessão é um dos graves problemas que infelicitam a humanidade.

Ela pode afetar a qualquer um, em qualquer lugar do planeta.

Quando consegue atingir suas vítimas produz estragos sem conta.

Mas o que é a Obsessão?

 

Na doutrina espírita denominamos obsessão a toda influencia maléfica exercida por um espírito sobre um encarnado, ou exercida por um encarnado sobre um espírito, um encarnado sobre outro encarnado, e finalmente um espírito sobre outro espírito.

No presente exame vamos nos ater somente a obsessão de um espírito sobre um encarnado, porque é a forma que nos interessa de perto e não é diagnosticável pela ciência médica terrena.

Essa obsessão é difícil de ser percebida dado que o espírito é invisível para o encarnado e para as demais pessoas que são procuradas para auxiliá-lo. Daí a dificuldade de ser combatida.

A obsessão se dá quando um espírito por alguma razão busca prejudicar o encarnado. Os motivos podem ser os mais variados, mas os mais comuns são: ódio e vingança, ciúme, despeito, trabalhos de magia, vampirização, e atração por afinidade vibratória.

As motivadas pelo ódio são, obviamente, as reações de parte de quem sofreu agressões. A pessoa que sofre um malefício, uma agressão ou maldade e não perdoa o agressor, pode voltar-se contra ele buscando vingança. Esta obsessão é pérfida porque o obsessor escondido em sua invisibilidade pode atuar com liberdade junto ao encarnado pelo tempo que quiser. Assim ele procura insuflar pensamentos que visam perturbar o encarnado, podendo levá-lo a desesperação, depressão, confusão mental, doenças e até a morte. A par com a irradiação de pensamentos ruins e forças magnéticas constritoras, a sua proximidade causa penosa impressão no encarnado que lhe sente as emanações de ódio.

O processo de obsessão tem muitas facetas e formas de ser implantado, mas um dos recursos cruéis usados pelos obsessores é colocar junto ao encarnado, imantado a ele, um espírito infeliz, geralmente dementado, para manter o obsediado em permanente estado depressivo.

 

Quanto às obsessões causadas pelo ciúme, dão-se quando uma pessoa desencarnada não consegue se afastar da pessoa a quem ama, e se lança contra aqueles que dele ou dela se aproximam para um relacionamento. De outras vezes é quando o desencarnado vê que o seu amor que ficou aqui na Terra não se mantêm fiel “até a morte” como ele (ou ela) desejaria, e lança-se contra o seu antigo amor cobrando fidelidade. Ainda pode ocorrer que um espírito reencontra um ser amado após muito tempo, séculos, e que não se conforma de ver que o outro (ou a outra) segue sua vida, com outro amor. Estes são apenas alguns exemplos de casos de obsessão causados por ciúme, mas muitas outras formas podem existir na manifestação deste vicio moral que nos institue como “donos” daqueles a quem amamos. A obsessão causada pelo despeito é quando um desencarnado não suportando ver o sucesso de alguém, moído de inveja lança-se contra o encarnado visando derrubá-lo de sua atual situação. Seja por motivo de sucesso financeiro, seja de uma conquista amorosa, ou por uma posição de destaque ou poder, e até do sucesso que alguém faz na conquista da sua elevação moral e espiritual.

A obsessão causada por “trabalhos de magia”, são os ataques de espíritos que foram requisitados por outros – geralmente encarnados – mediante pagamento, para perturbar algum encarnado. O objetivo pode ser para afastar um concorrente do seu caminho na conquista de uma promoção no emprego, na concorrência de negocios, na conquista de um amor, ou qualquer outro motivo em que uma pessoa deseja o que outro tem ou que poderá obter em seu lugar. Às vezes também é somente para fazer alguma maldade a alguém de quem não se goste.

Quanto a vampirização, trata-se da obsessão de um desencarnado sobre um encarnado que busca se aproveitar do vicio deste para satisfazer as suas paixões, visto que não tendo corpo físico, não tem como desfrutá-los senão por intermédio de uma ligação mental com uma pessoa encarnada. Assim, aqueles encarnados que se comprazem no consumo do álcool, da gula, das drogas, do fumo, do vicio do jogo, da maledicência, do sexo desregrado ou desnaturado, taras, e de qualquer outro desvio de comportamento que interesse a um desencarnado, pode considerar-se como potencial vitima de uma vampirização. Mas o que é isso? Vampirização é quando um desencarnado liga-se a um encarnado através dos seus fios mentais, quase que numa incorporação mediúnica. O desencarnado, por desejar cada vez mais locupletar-se, procura induzir o encarnado mais profundamente no vicio, levando-o muitas vezes a graves viciações que poderão redundar em perigosas enfermidades e até na morte.

E por fim, a obsessão por afinidade vibratória é quando uma pessoa vibrando negativamente por qualquer motivo, atrai por semelhança vibracional espíritos na mesma faixa de sintonia. Assim, como uma pessoa muito lamurienta e queixosa, que vive a dizer que é a ultima das criaturas, a mais sofrida, etc. poderá atrair espíritos que pensam da mesma maneira agravando um o estado do outro por uma simbiose nefasta. Outros que desconfiam sistematicamente do próximo, ou pensam sempre o pior das outras pessoas, tem comportamento raivoso e irado, impaciência crônica, crêem-se melhor do que os outros, querem mandar em tudo e em todos, que procuram trabalhos de magia, etc., podem atrair espíritos que concordam com sua forma de ser e sentindo-se bem ao lado desses encarnados, passam sem querer a ser seus obsessores involuntários, apoiando suas ações, num conúbio prejudicial a ambos.

O processo obsessivo é uma nefasta influencia que começa devagar e vai se consolidando na medida em que o encarnado não lhe opõe resistência, ou não busca socorro.

As pessoas que ouvem falar sobre a obsessão pela primeira vez, costumam se perguntar por que simplesmente o encarnado não repele o obsessor, ou porque Deus permite que tal violência seja cometida. Na verdade, o encarnado tem dificuldade de rechaçar tal influencia pelos seguintes motivos: no caso de vingança, ele tem a consciência pesada pelo crime que cometeu. Vê na pessoa do seu atual verdugo, a sua vitima do passado que vem cobrar desforra, e seu sentimento de culpa lhe dificulta ignora-lo e se afastar de sua perseguição. Em momentos do sono noturno, quando o espírito pode se afastar um pouco do corpo físico, o encarnado entra em contato com o mundo espiritual, e vê o seu obsessor cara a cara, sentindo muitas vezes extremo pavor, sendo isto causa de maior infortúnio e sofrimento.

Nos casos de ciúme é porque a vitima de qualquer forma tem uma ligação anterior com o obsessor e a dificuldade em afasta-lo(a) é a mesma que uma pessoa tem de afastar um assédio deste tipo aqui na Terra, com o agravante de que quem assedia está invisível.

Por despeito e trabalhos de magia, a dificuldade de se auto proteger reside simplesmente na invisibilidade do obsessor e no desconhecimento da maioria das pessoas sobre esses assuntos, o que as leva a atribuírem o desconforto a causas terrenas, e assim não combatem ou reagem contra a verdadeira causa de seus males.

Nos casos de vampirização, o desvio de conduta parte antes do próprio encarnado, que pelas suas preferências e ações atrai os espíritos que acabam por incomoda-lo(a) ou obsedia-lo(a).

Nos casos de afinidade vibratória, novamente a atração parte dos encarnados e a presença de espíritos perturbadores é mera conseqüência de sua forma de ser ou de agir.

E quanto à outra indagação – porque Deus permite – não é que Deus permita ou não tal maldade, é porque simplesmente a Lei de Causa e Efeito está se manifestando. A lei foi instituída por Deus e visa guiar-nos para a evolução, dando a cada um o fruto de seus atos. Como as criaturas ainda não aprenderam a comportar-se somente na diretriz do bem, e cometem faltas contra o próximo e contra si mesmas, colhem naturalmente as conseqüências de seus atos, e isso pode significar a presença de obsessores influenciando estes resgates ou desvios de comportamento. Portanto, não é uma sentença divina, mas reação natural a uma ação atual ou pregressa. Não se trata de Deus permitir ou não, mas simplesmente o resultado natural da nossa imprevidência.

Mas se é assim, por que se procura afastar o obsessor, já que ele está de certa forma cumprindo a lei de reação? Por três motivos muito importantes.

Primeiro: para evitar que o mal se perpetue. Quando um se vinga, pode induzir o outro a se vingar por sua vez, e mais adiante este um se vingará de novo do outro, que mais a frente se vingara do um, num moto continuo que só se desfazerá no dia que um deles vier a perdoar.

Segundo: para livrar o obsessor de penas futuras, pois o ato de vingança ou assedio não tem justificativa e gera um novo carma que deverá ser resgatado. Então, nos casos de vingança, aquele que se vinga porque sofreu – sofrimento este que serviu para resgatar um debito do seu passado – estará criando um novo debito para si mesmo no futuro. E nos outros casos porque qualquer perturbação que se faz aos outros ser-nos-a causa de sofrimentos no futuro.

Terceiro: para que o resgate ou aprendizado do encarnado se cumpra de forma natural, e não induzida por um espírito.

O espírito que busca vingança está agindo incorretamente, pois está querendo fazer justiça pelas próprias mãos. A ninguém é dado tomar a justiça de Deus em suas mãos. Nem na lei terrena se admite isso. O homem aqui na Terra não pode se vingar do seu adversário. Ele pode somente denuncia-lo as autoridades para que a lei dos homens aja e se faça a justiça. Também na lei de Deus é assim.

E os espíritos que perturbam os encarnados sob qualquer pretexto estão na verdade perturbando a ordem das coisas e sofrerão as conseqüências.

Mas como lutar contra este terrível mal que é a Obsessão?

A medicina e a psicologia terrena não conseguem ajudar, porque desconhecem a parte espiritual do problema. Ou seja, desconhecem a verdadeira causa. Tratando desses obsidiados como doentes comuns conseguem apenas classifica-los nas patologias mentais corriqueiras, tratando-os com medicamentos calmantes ou anti-ansioliticos, quando não terminam por interná-los em clinicas psiquiátricas. Em outras palavras, nada conseguem fazer.

O caminho mais adequado para se obter a cura desse mal é através da identificação da sua verdadeira causa, e do tratamento conveniente dessa causa. Para identificá-lo e trata-lo é necessário conhecer-se o mundo espiritual na sua verdadeira expressão, e sabemos que atualmente somente a Doutrina Espírita esclarece como é o mundo espiritual e suas manifestações. Portanto, somente numa casa espírita poderá um obsediado encontrar o adequado tratamento.

Assim, caso você sinta um desconforto renitente e não identifique o porque, desconfie de uma obsessão. Caso se defronte com um caso similar em um familiar ou em um amigo, ou em si mesmo, não vacile! Procure o mais rapidamente possível o socorro numa casa espírita, sabendo que a obsessão se torna mais grave com o passar do tempo e, portanto fica mais difícil de ser tratada, como qualquer doença.

Publicado por: Espaco Espiritual | Segunda-feira, 28 Setembro 2009

26 maneiras de identificar se uma comunicação provém de um bom espírito

 
 
 

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 26 maneiras de identificar

se uma comunicação
provém de um bom espírito
 
Estudando-se com cuidado o caráter dos espíritos que se apresentam, sobretudo do ponto de vista moral, se reconhece sua natureza e o grau de confiança que se lhe pode conceder. O bom-senso não poderia enganar
 

Seja você espírita ou não, provavelmente, já se viu em determinada situação em que alguém lhe transmitiu alguma “mensagem”, recebida por algum médium, adivinho ou “sensitivo”, tendo você como especial destinatário. É muito provável, também, você conhecer pessoas que andam consultando e recebendo instruções de espíritos por aí, na intenção de obter soluções rápidas para seus problemas ou aflições. Há também o caso daquele seu vizinho que “recebe” tal e qual entidade e “trabalha” em casa mesmo.
 
Pois bem, você deve ter ficado em dúvida, sem saber discernir o conteúdo dessas mensagens. Teria sido proveniente de um espírito mesmo? Ou então, no mínimo, teria esse espírito uma índole moral superior capaz de merecer a sua confiança?
 
Levando ainda essa questão para o campo estritamente psíquico, da influenciação espiritual, a que todos estamos sujeitos e que ocorre inconscientemente, na rotina de nossas vidas, podemos observar a natureza de nossas próprias cogitações mentais. O que estamos cogitando? Seja o que for, será algo digno de alguém preocupado com a auto-educação espiritual?
 
 
Respostas para dúvidas mediúnicas estão na obra de Allan Kardec

O codificador do espiritismo, Allan Kardec, em sua obra O Livro dos Médiuns, deixou tudo isso muito bem claro e, para os estudiosos da doutrina, o que falamos aqui não é nenhuma novidade. Mas, para quem está chegando agora e para os que se interessam em recapitular o aprendido, aqui vão 26 maneiras de identificar se uma comunicação é proveniente de um espírito superior ou não:
1.- Não há outro critério para discernir o valor dos espíritos senão o bom-senso.
 
2.- Conhecemos os espíritos pela sua linguagem e pelos seus conselhos, ou seja, pelos sentimentos que inspiram e os conselhos que dão.
 
3.- Uma vez admitido que os bons espíritos não podem dizer e fazer senão o bem, tudo o que for mau não pode provir de um bom espírito.
 
4.- A linguagem dos espíritos superiores é sempre digna, nobre e elevada, sem mistura de trivialidades. Dizem tudo com simplicidade e modéstia, não se gabam jamais, não exibem seu saber nem a sua posição entre os outros.

A linguagem dos espíritos inferiores ou vulgares tem sempre algum reflexo das paixões humanas. Toda expressão que indique baixeza, presunção, arrogância, fanfarrice, acrimônia, é indício característico de inferioridade, ou de fraude se o espírito se apresenta sob um nome respeitável e venerado.
 
5.- Não é pela forma material e nem pela correção do estilo que se julga um espírito mas, sim, sondando-lhe o íntimo, esquadrinhando suas palavras, pesando-as friamente, maduramente e sem prevenção. Todo desvio de lógica, razão e de sabedoria, não pode deixar dúvida quanto à sua origem, qualquer que seja o nome com o qual se vista a entidade espiritual comunicante.
 
6.- A linguagem dos espíritos elevados é sempre idêntica, senão quanto à forma, pelo menos quanto ao fundo. Não são contraditórios.
 
7.- Os bons espíritos não dizem senão o que sabem, calam-se ou confessam sua ignorância sobre o que não sabem.

Os maus falam de tudo com segurança, sem se preocuparem com a verdade. Toda heresia científica notória, todo princípio que choque o bom-senso, mostra a fraude se o espírito se diz esclarecido.
 
8.- É fácil reconhecer os espíritos levianos pela facilidade com que predizem o futuro e precisam fatos materiais que não nos é dado conhecer. Os bons espíritos podem fazer pressentir as coisas futuras quando esse conhecimento for útil, mas não precisam jamais as datas: todo anúncio de acontecimento com época fixada é indício de uma mistificação.
 
9.- Os espíritos elevados se exprimem de maneira simples, sem prolixidade. Seu estilo é conciso, sem excluir a poesia de idéias, de expressões sempre inteligíveis e ao alcance de todos, sem exigir esforço para ser compreendido. Têm a arte de dizerem muitas coisas com poucas palavras, porque cada palavra tem sua importância.

Os espíritos inferiores, ou falsos sábios, escondem sob a presunção e ênfase o vazio dos pensamentos. Sua linguagem, freqüentemente, é pretensiosa, ridícula, ou obscura à força de querer parecer profunda. Mas não é.
 
10.- Os bons espíritos jamais ordenam: não se impõem, aconselham e, se não são escutados, se retiram. Os maus são imperiosos, dão ordens, querem ser obedecidos e permanecem mesmo assim. Todo espírito que se impõe, trai sua origem. São exclusivos e absolutos em suas opiniões, e pretender ter, só eles, o privilégio da verdade. Exigem uma crença cega e não apelam à razão, porque sabem que a razão os desmascariam.
 
11.- Os bons espíritos não lisonjeiam. Aprovam quando se faz o bem, mas sempre com reservas. Os maus dão elogios exagerados, estimulam o orgulho e a vaidade, pregando a humildade, e procuram exaltar a importância pessoal daqueles a quem desejam captar.
 
12.- Os espíritos superiores estão acima das puerilidades da forma e em todas as coisas. Só os espíritos vulgares podem dar importância a detalhes mesquinhos, incompatíveis com as idéias verdadeiramente elevadas. Toda prescrição meticulosa é um sinal certo de inferioridade e de fraude da parte de um espírito que toma um nome importante.
 
13.- Desconfie dos nomes bizarros e ridículos que tomam certos espíritos que querem se impor à credulidade. Seria soberanamente absurdo tomar esses nomes a sério.
 
14.- Desconfie também dos espíritos que se apresentam muito facilmente com nomes extremamente venerados e não aceite suas palavras senão com a maior reserva. Neste caso é necessário um controle severo e indispensável, porque, freqüentemente, é uma máscara que tomam para fazer crer em pretendidas relações íntimas com os espíritos excepcionais. Por esse meio afagam a vaidade do médium e dela se aproveitam para induzi-lo, constantemente, a diligências lamentáveis ou ridículas.
 
15.- Os bons espíritos são muito escrupulosos sobre as atitudes que podem aconselhar. Em todos os casos, não aconselham jamais se não houver um objetivo sério eminentemente útil. Deve-se considerar como suspeitas todas as que não tiverem esse caráter, ou não estiverem de acordo com a razão. É ainda necessário refletir maduramente todo conselho recebido para não correr o risco de expor-se a mistificações desagradáveis.
 
16.- Os bons espíritos podem também serem reconhecidos pela sua prudente reserva sobre todas as coisas que podem comprometer. Repugna-lhes revelar o mal.
 
Os espíritos levianos ou malévolos se comprazem em faze-lo realçar. Enquanto que os bons procuram suavizar os erros e pregam a indulgência, os maus os exageram e sopram a cizânia por meio de insinuações pérfidas.
 
17.- Os bons espíritos prescrevem unicamente o bem. Toda máxima, todo conselho que não esteja estritamente conforme a pura caridade evangélica, não pode ser obra dos bons espíritos.
 
18.- Os bons espíritos não aconselham jamais senão coisas perfeitamente racionais. Toda recomendação que se afaste da reta linha do bom-senso ou das leis imutáveis da natureza, acusa um espírito limitado e, por conseqüência, pouco digno de confiança.
 
19.- Os espíritos maus ou simplesmente imperfeitos se traem ainda por sinais materiais ante os quais a ninguém poderiam enganar. Sua ação sobre o médium é algumas vezes violenta, nele provocando movimentos bruscos e sacudidos, uma agitação febril e convulsiva, que se choca com a calma e a doçura dos bons espíritos.
 
20.- Os espíritos imperfeitos, freqüentemente, aproveitam os meios de comunicação de que dispõem para dar pérfidos conselhos. Excitam a desconfiança e animosidade contra aqueles que lhe são antipáticos, os que podem desmascarar suas imposturas são, sobretudo, o objeto de sua repreensão.
 
Os homens fracos são seu alvo para os induzir ao mal. Empregando, sucessivamente, os sofismas, os sarcasmos, as injúrias e até sinais materiais de seu poder oculto para melhor convencer, procuram desviá-los da senda da verdade.
 
21.- O espírito de homens que tiveram, na Terra, uma preocupação única, material ou moral, se não estão libertos da influência da matéria, estão ainda sob o império das idéias terrestres, e carregam consigo uma parte de preconceitos, de predileções e mesmo de manias que tinham neste mundo. O que é fácil de se reconhecer pela sua linguagem.
 
22.- Os conhecimentos com os quais certos espíritos se adornam, com uma espécie de ostentação, não são um sinal de sua superioridade. A inalterável pureza dos sentimentos morais é, a esse respeito, a verdadeira prova de sua superioridade moral.
 
23.- Não basta interrogar um espírito para conhecer a verdade. É preciso, antes de tudo, saber a quem se dirige, porque os espíritos inferiores, ignorantes eles mesmos, tratam com frivolidade as questões mais sérias.
 
Também não basta que um espírito tenha tido um grande nome na Terra, para ter, no mundo espírita, a soberana ciência. Só a virtude pode, em purificando-o, aproximá-lo de Deus e desenvolver seus conhecimentos.
 
24.- Da parte dos espíritos superiores, o gracejo, freqüentemente, é fino e picante, mas jamais é trivial. Entre os espíritos gracejadores que não são grosseiros, a sátira mordaz é sempre muito oportuna.
 
25.- Estudando-se com cuidado o caráter dos espíritos que se apresentam, sobretudo do ponto de vista moral, se reconhece sua natureza e o grau de confiança que se lhe pode conceder. O bom-senso não poderia enganar.
 
26.- Para julgar os espíritos, como para julgar os homens, é preciso saber primeiro julgar a si mesmo. Infelizmente, há muitas pessoas que tomam sua opinião pessoal por medida exclusiva do bom e do mau, do verdadeiro e do falso. Tudo o que contradiga sua maneira de ver, suas idéias, o sistema que conceberam ou adotaram, é mau aos seus olhos. A tais pessoas, evidentemente, falta a primeira qualidade para uma justa apreciação: a retidão do julgamento. Mas disso não suspeitam. É o defeito sobre o qual mais nos iludimos.
Acreditamos que tendo essas considerações em mente, fica bem mais fácil discernirmos a qualidade de nossos próprios pensamentos e também nos precavermos de tanta charlatanice que anda deturpando a essência esclarecedora do espiritismo por aí.

Equipe Consciesp
 
Centro de Estudos Espíritas Paulo Apóstolo
 
 

Publicado por: Espaco Espiritual | Segunda-feira, 24 Agosto 2009

Obsessões:Trocas involuntárias de energia!

Obsessões:

Trocas involuntárias de energia!


Sempre que o assunto é obsessão, é normal haver uma carga emocional muito forte sobre a questão. Pelo simples fato que temos o costume de separar obsessor e obsediado, e com facilidade formamos a figura da vítima(obsediado) e do vilão(obsessor), sem compreendermos que um não vive sem o outro, portanto ambos são co-responsáveis pelo processo.

Nosso objetivo é procurar expor o tema de uma forma diferente, com foco nos aprendizados que podem ser extraídos, por que na realidade dos fatos, as lições que tiramos desses eventos é o que mais importa. Os cenários mudam, os atores mudam, os locais mudam, mas quando o tema é obsessão, compreensões necessárias são sempre as mesmas.

Os estudo das interferências energéticas nocivas é amplamente difundido na comunidade espiritualista brasileira e mundial. Hoje em dia é comum encontrarmos dezenas de excelentes livros e publicações a respeito do tema e suas particularidades.
Contudo, como nosso maior objetivo é a evolução espiritual na prática, vamos desenvolver uma visão de contexto sobre o assunto, para não tratarmos de forma isolada do todo.
A obsessão é um processo em que um indivíduo, entidade, situação ou força, prejudica uma outra situação, entidade, pessoa ou força, exercendo influências que alterem seus estados. Essa influência pode ser consciente ou inconsciente, por ambas as partes.

É normalmente considerado obsessor aquele que exerce influência sobre um outro, alterando, diminuindo ou desorganizando a energia ou vibração de uma ou mais pessoas ou entidade. O Obsediado é a pessoa ou entidade que recebe essa influência, sofrendo as conseqüências dessa alteração, desorganização ou diminuição da energia.

Na comunidade espiritualista, é muito comum estudarmos o tema focando a atenção nas obsessões apenas do plano Espiritual. Isso acontece porque pouquíssimas pessoas nesse mundo capitalista está treinada para perceber as interferências de ordem sutil (espirituais), logo invisíveis aos olhos do individuo sem treino nas capacidades da da alma. Assim sendo, acabamos por nos preocupar mais com aquilo que não podemos ver.

É importantíssimo desenvolver habilidade e conhecimento sobre os processos envolvidos nas obsessões do plano espiritual, mas não podemos nos esquecer que grande parte das obsessões de desencarnados sobre encarnados se iniciaram aqui na Terra. Talvez se os envolvidos do processo obsessivo pudessem em vida ter tido o esclarecimento necessário, muito provavelmente a realidade seria outra.

Se todos compreendermos que muitas atitudes que temos com o nosso próximo tratam-se de comportamentos muitas vezes obsessivos, poderíamos diminuir essas conseqüências danosas ainda em vida, de pessoa para pessoa. Muitas obsessões de desencarnados para encarnados acontecem porque a morte não separa os laços kármicos.

Aquele que hoje morre com ódio mortal de seu vizinho em vida, quando no plano espiritual, tende e produzir da mesma forma seus fluídos perniciosos imanentes de seu psiquismo desequilibrado. E esse desencarnado, quando voltar a Terra, com sua personalidade congênita, tende a ser um encarnado que exerce influência negativa para aquele mesmo vizinho, porque seus corações não se harmonizaram. As obsessões atravessam as barreiras do tempo e das dimensões.

Tomemos como exemplo a educação no Brasil e no Mundo. Muitas nações já perceberam que a saída para a maioria dos problemas sócio-econômicos está na educação. Muitos pais investem tudo que tem para proporcionar aos filhos educação e estudo digno para torná-los almas mais evoluídas. E qual a conseqüência disso? A liberdade! Ou como diria Jesus: ” A Verdade que Liberta”.

Precisamos compreender o assunto, sabendo de suas causas raízes, para depois atuarmos condizentes, dizimando suas conseqüências negativas e proporcionando um aprendizado e evolução coletivo.
Queremos convidar a todos a pensar; sempre que o assunto em questão for obsessão, precisamos exercitar a visão do todo.

Precisamos procurar compreender a causa raiz, porque se centrarmos o nosso foco apenas na conseqüência ou no momento presente, jamais seremos efetivos, logo não estaremos evoluindo, apenas girando em círculos. Esse exercício de reflexão pretende fazer com que você perceba que trocamos de papel frequentemente, hora somos obsessor, hora obsediados.

-Somos obsessores do Planeta Terra, quando estamos destruindo, poluindo, explorando.
-Somos obsediados quando no trânsito, alguém nos xinga com força e raiva no olhar!
-Somos obsessores de tudo (de nós, dos outros, das coisas e ambientes) quando negativos, pessimistas ou vítimas.
-Somos obsediados quando permitimos que os outros nos desrespeitem, nos explorem, nos critique sem motivo.
-Somos obsessores quando culpamos. Somos obsediados quando somos culpados.

Sempre que há trocas de energias perniciosas, podemos considerar esse como um fluxo obsessivo. Porque há disputa, há combate, há conflito, mesmo que as duas partes estejam ou não conscientes. Sempre há desgaste, mesmo que invisível!

Uma obsessão começa quando uma parte tem interesse na energia do outro, e vice-versa. Uma obsessão termina quando uma ou as duas partes começam a ter consciência da obsessão e suas consequências. Quando somente uma das partes desperta para o entendimento, a cura (pelo menos de sua parte) pode acontecer.

O fato de uma das partes não aceitar a harmonização não impossibilita a cura por parte do interessado fim do vínculo obsessivo, no entanto, se buscada apenas por uma das partes, torna o processo mais difícil e demorado. E nesse caso, quando quem quer a cura consegue seu objetivo contrariando a outra parte, que não aceita a transformação, o ciclo obsessivo deverá continuar, sendo que nesse caso, o obsessor naturalmente irá procurar um novo alvo para obsidiar, porque ele tem dependência.

Em casos que há consciência, intenção e iniciativa por ambas a partes, para que o processo obsessivo seja transmutado, e em fim isso acontece, há no universo a formação de uma ponto de luz, que gira a engrenagem da evolução do mundo, porque manifesta iluminação, libertação e harmonia, diga-se de passagem, é tudo que o universo precisa!

Essas influências energéticas entre almas, situações, lugares, se dão em todos os níveis; físico, espiritual, emocional, espiritual. Também acontecem muito entre pessoas que se amam, entre pais e filhos, marido e mulher, chefe e empregado, professor e aluno, e assim por diante. Porque sempre que entendermos que precisamos da energia do outro para sobreviver estaremos sugando-lhe suas melhores vibrações. Porque sempre que esquecemos que fazemos parte do Todo, da Fonte ilimitada, estaremos no limitando, portando necessitaremos das migalhas que conseguiremos explorar do nosso próximo. Mas não se assuste, não se culpe, roubamos energia alheia porque não estamos treinados para receber energia abundante, ilimitada direto da Fonte.

As relações cotidianas de controle, ciúmes, posse, inveja são apenas indícios dos efeitos devastadores que as obsessões geram em toda malha magnética da Terra. Mais uma amostra de nosso egoísmo e alienação espiritual. Também é uma demonstração de que o desenvolvimento de nossas consciências espirituais é o grande trunfo que temos para mudar essa realidade para melhor.

Publicado por: Espaco Espiritual | Quinta-feira, 9 Julho 2009

INSTRUÇÕES PRATICAS PARA OS MEDIUNS 7

Pai Seta Branca e Mãe Yara

Instruções Práticas para os Médiuns

Fascículos 07 

 

ÍNDICE

Item Assunto Pág.
- Índice  1
- Prefácio do Fascículo VII  2
1 A Mente 3
2 A Função da Mente 3
3 A Razão 4
4 O equilíbrio 5
5 A Consciência 6
6 O Raciocínio 6
7 A Personalidade 8

 

PREFÁCIO DO FASCÍCULO VII

                   Caro Médium e Leitor:

                   A partir do Fascículo VI entramos na fase Iniciática de nosso aprendizado. Com a descrição do “Sol Interior” e seu “Sistema Coronário”, demos a infra-estrutura do Homem trino, três em um.

                   De agora para frente vamos entrando no mecanismo humano, no seu funcionamento e, na medida em que forem surgindo as muitas facetas, daremos a interpretação delas; isso fará com que retornemos com freqüência às bases do Sol Interior e aos mundos coronários.

                   Apesar da complexidade do assunto os Médiuns encon­trarão maior facilidade para entender. Isso porque eles já fazem parte de nossa vivência no Templo do Amanhecer, e os Médiuns não dependerem exclusivamente do mecanismo psicológico para sua compreensão.

                   O leigo que nos lê terá maior dificuldade devido a falta do instrumento mediúnico. Por isso sugerimos o afastamento momentâneo do raciocínio puramente cartesiano e maior foca­lização no mecanismo intuitivo, Iniciático.

                   A linguagem deste ensinamento é parte do vocabulário tradicional de nossa cultura – porém, a maioria das vezes com conotações diferentes. É preciso pois que o leitor atento pro­cure mais o sentido da frase e menos a exatidão. Não se pode ser muito sintético em tais assuntos e muito menos preciso.

                   Assim, por exemplo, ao falarmos dos átomos, estamos mais interessados em transmitir a idéia geral de sua mecânica do que essa mecânica em si. Isso é do domínio técnico dos cientistas, motivo pelo qual pedimos desculpas ante­cipadas pelas irreverências à Ciência.

                   Outras imprecisões resultam da dificuldade em se con­verter para denominadores comuns, coisas que não fazem parte do quotidiano e cujos conhecimentos têm sido sempre de indivíduos isolados ou de pequenos grupos da Sociedade.

                   Feita essa ressalva vamos prosseguir, entrando agora em maiores particularidades do mecanismo humano

 

                   1  A Mente

                   A palavra “mente” tem um largo espectro de significados, em sua maioria num sentido abstrato, sempre porém se re­ferindo a algo que possuímos, alguma coisa que faz parte da nossa Alma e, vagamente, de algo que está dentro de nossa cabeça. Sempre que falamos de mente tendemos a levantar a mão em direção a cabeça.

                   Na linha de nosso ensinamento, a mente é um campo de energias concentradas a que chamamos de “Energia Mental”. Seguindo-se o mesmo raciocínio da estrutura e funcionamento do átomo, o campo energético da mente é limitado em torno de uma massa densa, nuclear, ao redor da qual os mecanismos psicológicos giram como satélites.

                   Esses satélites são os instrumentos da vida mental, e suas categorias vão desde o sistema sensorial até a capacidade de abstração. Seu funcionamento é pulsativo em torno do seu núcleo. Ela recebe e transmite impulsos de diferentes gamas vi­bratórias, conforme a sintonia em que é colocada pela vonta­de. Essa é chamada de “Sintonia Mental”.

                   A mente é ligada diretamente aos centros coronários (esferas), através dos Plexos e dos Chacras Assim, ela influên­cia e é influenciada pelo “Sol Interior”, no movimento natural da vida, na dependência de todos os fatores que determinam a existência do Homem: tempo, espaço dimensionado, grau de evolução e fatores cármicos-transcendentes.

                   Nas sucessivas encarnações o centro coronário é manti­do, permanece e representa a Herança Espiritual de cada Ser Humano. Agora, tendo alcançado o grau Iniciático de nossos ensinamentos, temos aqui a explicação de fascículos anteriores, no qual afirmávamos que o sistema nervoso desencarnava junto com o Espírito.

                   Entendíamos então, que não eram as fibras ou as células, mas sim o “sistema”, ou o “esquema” que seguia para o Plano Etérico, em torno do qual se formava o Corpo Fluídico do desencarnado. Não tínhamos ainda a revela­ção do Sistema Coronário; agora sabemos que o esquema do sistema nervoso é apenas parte integrante do Sol Interior e seu centro coronári

                   A mente é proporcional e relativa ao Sol Interior. Isso significa que sua composição energética e seus instrumentos, são de conformidade com o estado em que o Ser se encontra. Desses “estados” nós só conhecemos três categorias: encarnados (nós os Homens), desencarnados (“mortinhos”, espíritos que ainda estão a caminho no Etérico) e os “Espíritos de Luz” ou “Espíritos Santos” (que já completaram suas trajetórias Cármicas ou que já operam na Lei do Auxílio integrando as Falanges dos Mestres Planetários).

               2  A função da Mente

                   O Sol Interior é o centro fisiológico, onde são elaboradas as mais variadas funções do Homem, onde se entrosam os mui­tos campos vibratórios que determinam o “esta­do” em que se encontra aquele Ser, individualizado e único. A mente é o centro de controle, o painel onde as comu­nicações são recebidas, computadas e emitidas. O sol interior trabalha na base do plexo inconsciente; a mente opera na base da consciência.

                   O sol interior é estrutural enquanto a mente é funcional.

                   No mecanismo da mente o EU é o núcleo em torno do qual giram as partículas, os ions, anions, cations e nêutrons mentais, à semelhança do átomo. É o “eu” que toma as deci­sões a cada segundo, com base nos dados fornecidos pelos satélites mentais devidamente elaborados.

                   Para o entendimento desse complicado sistema em que o “eu” é o elemento decisivo, nada melhor que a experimenta­ção do próprio leitor. Você mesmo terá que registrar o fato, uma vez que isso é impossível para nós que estamos fora de você.

                   Para ajudá-lo nessa observação e evidenciar a posição do “eu”, vamos dar nomes às “coisas” que se passam na sua men­te. Prossiga na leitura e verá como esses elementos começam a aparecer numa conotação lógica e simples, coisas essas que você sempre ouviu falar ou leu como sendo abstrações, teo­rias, tais como raciocínio, razão, memória e etc.

                   O leitor irá notar que a palavra “eu” sempre aparece na sua mente como sendo a sua pessoa. Você pensa: “eu estou lendo”, “eu não entendo”, “eu não acho”, “eu estou gostan­do”, etc., etc., sempre o eu em primeiro plano.

                   Depois vem o “eles”, as “coisas”, os “outros”, as “mi­nhas coisas”, o “meu pensamento”, etc., sempre algo de fora, sempre um universo em oposição ao “eu”.

                   Conclui-se então que o “eu” está sempre no centro de tudo que se passa em sua mente, sendo ele, o seu “eu” o nú­cleo, a massa central do campo energético que é sua mente. A partir de agora, ao descrevermos cada uma das funções da mente, o assunto se tornará mais compreensível. A alimen­tação da mente vem sob a forma de impulsos e projeções, em ondas cujos padrões vibratórios indicam sua origem.

                   Uma vez recebidas essas mensagens são assimiladas con­forme nossa capacidade. Essa capacidade é relativa as nossas heranças registradas no centro coronário. Em termos de assimi­lação e emissão, a energia mental é um fenômeno vivo de improvisação.

                   É ela que altera e recompõe todas as energias do Ser Humano, modificando a cada momento o nosso estado. As alterações produzidas pela mente são imediatamente refletidas pela nossa “aura”, cuja coloração e intensidade vibra­tória refletem o trabalho da mente.

                   3              A Razão

                   A vida do Homem gira ininterruptamente em torno de dois pólos, um positivo e outro negativo, situação essa que só termina quando o Espírito se liberta inteiramente da sua orbe terrestre. Enquanto encarnado, ou desencarnado e “à caminho de Deus”, ele a todo instante tem que tomar decisões, esco­lher entre duas ou mais opções. A escolha do caminho certo, a decisão com base no equilíbrio é que se pode chamar de razão.

                   Cada Ser Humano tem o seu ponto próprio de equilíbrio e, como conseqüência, tem a sua própria razão.

                   A vida entre­tanto é um movimento constante de equilíbrio, desequilíbrio e reequilíbrio, motivo pelo qual a razão não é um ponto fixo na mente, e sim, a meta que se move, o alvo que o Homem pro­cura acertar. O homem tem a cada momento de reajustar-se aos muitos fatores que influem em sua mente, e a razão, a deci­são equilibrada é que determina o índice de sua evolução.

                   Nem todos os fatores que influenciam a mente são conscientizados pelo Homem. O campo consciencional, onde o “eu” terá que se situar para a tomada das decisões, é limitado pela percepção sensorial. Na verdade a consciência do encarna­do é apenas uma janela, um painel que mostra cada vez uma parte do todo, uma verdade parcial.

                   Essa abertura da consciência – no sentido de saber-se – flutua, em termos de amplitude, dependendo dos fatores natu­rais da vida: idade, posição no meio ambiente e grau de respon­sabilidade que lhe cabe pelos fatores Cármicos, etc.

                   Temos assim, até este ponto, juntado dois mecanismos da mente que levam à razão: o equilíbrio e a consciência. Com­preendidos esses dois fatores, podemos partir para a compreen­são do raciocínio, e chegarmos ao mecanismo do pensamento, a última fase da mente que precede a ação.

                   4  O Equilíbrio

                   O Ser Humano é como o rio que corre tranqüilamente para o mar.

                   Nós estamos sempre ligados ao nosso princípio e ao nosso fim, assim como o rio está sempre ligado a sua nas­cente e à sua foz.

                   Em meio do caminho recebemos os “afluentes’ ou seja, as influências que nos atingem de ambos os lados, na nossa “margem esquerda” ou na “margem direita”.

                   A todos os instantes de nossa vida, nós podemos estar recebendo projeções de outras mentes, correntes negativas, boas ou más notícias, ou seja, a todos os momentos nós pode­mos nos desequilibrar. Nem sempre nós podemos afastar as coisas que nos desequilibram, mas sempre existe a necessidade do reequilíbrio.

                   É verdade que os fatos inconscientes, que atingem nossa mente, tanto podem ser positivos como negativos. Essa negati­vidade ou positividade nem sempre é intrínseca aos fatos, mas sim à maneira como eles são absorvidos e assimilados pela men­te. A conclusão que se chega desse mecanismo é que a mente é, em última análise, o campo visado, mas a responsabilidade é nos­sa, do nosso “eu”, de que ela seja atingida ou não.

                   Se alimentamos a nossa mente com maus desejos, pensa­mentos de ira ou de ódio, cria-se em torno dela uma atmosfera fluídica pesada, de energias de baixo teor vibratório, cheias de impurezas; se, ao contrário, a alimentarmos com aspirações nobres e pensamentos elevados, a atmosfera da mente é lím­pida. Conforme pois for o condicionamento da mente, assim será sua capacidade de absorver e modificar as emissões, quais­quer que sejam elas.

                   Sob o comando do “eu” a mente pode recompor as ener­gias em todas as direções e reequilibrar inclusive o “Sol Inte­rior”, feito isso ela se harmoniza no equilíbrio, estando pron­ta para novas tribulações.

                   Ao falarmos do equilíbrio, evidenciamos dois novos componentes que são as projeções e os fluidos que serão anali­sados nos itens subsequentes.

                   5              A Consciência

                   A consciência é o mecanismo abstrato da mente, de registro do que acontece a nós mesmos e em torno de nós. Em última análise a consciência significa saber o que se passa em torno de nós e conosco ou seja, ter a capacidade de “ver” e “ouvir”. Como as outras partes do mecanismo da mente, ela tem o seu começo e cresce ou decresce conforme o seu desen­volvimento. Sua mecânica se prende ao processo de focalização e sintonia como nas lentes óticas e nos receptores de rádio, depende de ajuste focal e luz, etc.

                   Ela existe em maior ou menor grau, conforme o equilí­brio de nossa mente, e na proporção da responsabilidade que assumimos perante a vida. Conforme a posição assumida assim é nossa consciência, de acordo com a concepção que fazemos de nós mesmos. Até certo ponto a consciência é apenas um problema de condicionamento, de educação. Paulatinamente ela vai se tornando uma questão de auto-educação, e de traba­lho de nossa vontade sobre nossos mecanismos de relação. Se desenvolvemos nossa capacidade de reequilíbrio constante, teremos uma consciência permanente. Equilíbrio e consciência são dois pólos de nossa mente que trabalham sempre juntos.

                   Uma consciência equilibrada, é como um farol que ilu­mina tudo que chega até nós, e nos dá a justa medida das coi­sas para posterior elaboração da mente. Esse fato se aplica nos três planos de nossa vida, e de nosso grau de consciência ou inconsciência, dependem as constituições de nossas esferas co­ronárias e, por conseqüência, de nosso Sol Interior.

                   6  O Raciocínio

                   O raciocínio é o mecanismo analítico da mente que leva à formação do todo. É o exame das coisas que a consciência apreende e que permite ao “eu” a escolha do que deve perma­necer ou ser rejeitado. Raciocinar é colocar as informações, que a psiquê recebe, de forma ordenada segundo o critério aplicado ao objetivo que queremos alcançar.

                   O principal instrumento do raciocínio é a inteligência ou seja, a capacidade de aprofundar o exame dos componentes que chegam até nós através da consciência.

                   O raciocínio com a inteligência são instrumentos de veri­ficação; o pensamento é o meio de expressão, de manifesta­ção da nossa mente.

                   “Raciocinar” significa aglutinar, associar as idéias. Idéias são os impulsos, sensações, imagens, etc. revestidos de uma for­ma, uma concepção. De todos os mecanismos da mente é o raciocínio a parte mais ativa, mais atuante. É a expressão da mente.

                   Para que o Médium e leitor possa melhor se situar em torno da importância da mente em sua relação com o Sol Inte­rior, e compreender a si mesmo como o instrumento do Espíri­to, vamos recordar ligeiramente os itens anteriores deste Fascículo até chegarmos ao raciocínio e nele nos demorar um pouco mais.

                   Começamos no item 1 a descrever a mente como um campo energético isto é, energias concentradas num campo delimitado e sua relação com o sol interior, sendo ele a estru­tura e a mente o funcionamento; descrevemos no item 2 a forma desse funcionamento, destacando a posição do “eu” no seu mecanismo; em seguida, no item 3 passamos a falar da razão como o caminho da decisão, entre o processo de reequi­líbrio constante; explicamos então no item 4 o que signifi­ca o equilíbrio; a partir do tem 5 começamos a analisar o fenômeno da consciência, como fornecedora dos dados para o raciocínio, que vem explicado no item 6 e chegamos ao item em que abordamos o mecanismo do pensamento.

                   Assim, começamos com mente e seu funcionamento, passamos para razão, o equilíbrio, a consciência, o raciocínio e chegamos ao pensamento que irá fechar o assunto da mente. A partir de então poderemos saber como mentalizar, e como manter a nossa mente no padrão que quisermos, pelo conhe­cimento e controle do pensamento.

                   Pensar significa na verdade dar forma e dirigir todas as energias da mente para algum objetivo e é por ele que determi­namos o rumo de nossa vida. Embora ele se forme espontaneamente, conforme os estímulos que o alimentam, nós, o nosso eu é quem escolhe, aceita, rejeita, demora-se mais ou me­nos em torno deste ou daquele pensamento. Conforme eu “penso”, isto é conforme o pensamento que eu escolho para pensar (ou demorar-me pensando) eu determino o meu pre­sente e preparo o meu futuro.

                   Pelo pensamento nós tecemos ininterruptamente a teia no centro da qual está a mente. Formamos assim uma verda­deira rede emissora e receptora, na qual a mente caminha no vai e vem quotidiano. As energias da mente dão a força do pensamento. Essa força será dispersa ou atingirá os alvos conforme controlamos a formação da rede.

                   Força é energia aplicada, em movimento, e isso significa que estamos agindo sempre na direção de nossos pensamentos. Como o campo vibracional do corpo e da Alma são mais lentos do que o campo vibracional em que se situa o pensamento, sempre estamos fazendo algo em que pensamos antes, mesmo que no momento da ação não estejamos pensando naquilo que estamos fazendo.

                   Antes de eu dobrar uma esquina o meu pensamento já a dobrou, antes de chegar a um destino meu pensamento já se antecipou e chegou lá. Isso significa que ele tem forma, é ener­gia em movimento; sendo energia ele atua sobre tudo em que é direcionado. Se eu dirijo o meu pensamento para o meu corpo, meu organismo acabará por ser afetado pelas energias que ele conduziu. O mesmo fenômeno poderá acontecer para onde quer que eu dirija o pensamento.

                   Como todos os Seres Humanos pensam, isso quer dizer que existe um relacionamento permanente entre as pessoas, à revelia de se conhecerem ou de se relacionarem no plano físico ou social.

                   Lembremo-nos do último item do fascículo VI:

                   “… pelo pensamento neste instante, vou controlar minha força vital-mental, e nenhum pensamento negativo poderá penetrar em minha mente…”

                   E teremos nesse exemplo uma idéia explícita de como funciona o pensamento.

                   Nos itens subsequentes procuraremos dar mais alguns elementos em torno do assunto, analisando a memória, os impulsos, a dúvida, a lógica, as tendências instintivas, os sentimentos, as vibrações, o sistema nervoso e outros itens que esclarecerão melhor nossa mensagem.

                   Feito isso, tendo fornecido ao Médium e leitor, os ele­mentos essenciais do mecanismo Humano, poderemos então entrar em considerações puramente doutrinárias e Iniciáticas, que são o nosso objetivo principal. Por ora o caro leitor terá que se acostumar à difícil tarefa de se conhecer e saber como funciona o veículo do Espírito que é o conjunto trino Plexo, Micro Plexo e Macro Plexo (Perispírito).

                   7  A Personalidade

                   No item 9 do nosso primeiro fascículo tecemos alguns comentários em torno da diferença entre a personalidade e a individualidade.

                   Vamos aproveitar agora o raciocínio do leitor, em torno do mecanismo humano, para ampliar um pouco a idéia de personalidade. O entendimento desse conceito irá constituir um verdadeiro alicerce para a construção filosófica, que o pró­prio leitor irá fazer.

                   “Persona” é o nome latino de um apetrecho teatral, uma máscara que os atores da Grécia antiga chamavam de “pros­ópon” (Projeção da face).

                   Os anfiteatros gregos eram enormes, semelhantes aos nossos campos de futebol ao ar livre. Naturalmente isso apre­sentava dois problemas sérios: o som e a imagem.

                   Por esse motivo os artistas gregos usavam a “persona” ou seja a máscara de contornos bem definidos que permitiam ao espectador distinguir o personagem representado de qualquer ponto em que estivesse; tais máscaras eram relativamente maio­res que as cabeças dos atores, formando um oco que amplifi­cava a voz do ator e delineava acentuadamente o personagem.

                   Esse sistema é usado até hoje nos teatros orientais que conservam as tradições. No teatro Chinês e no Japonês, Corea­no e etc. a mascara serve para dar voz soturna e cara feia ao vilão, voz fina e rosto bonito à heroína, etc.

                   Essa é a origem da palavra “personalidade” que significa radicalmente, a caracterização que determina um “persona­gem”. Em toda representação, teatro, novelas ou cinema, os artistas “representam”, isto é, procuram ao máximo de sua habilidade, com auxilio de ma­quilagem, roupas, disfarces, atitudes e gestos, corresponder ao “personagem” imaginado pelo autor da peça ou da estória.

                   Assim, o mesmo ator representa, conforme a estória e as circunstâncias, personagens diversos. O exemplo mais banal e mais ao nosso alcance está nas novelas de TV. Nelas nós já estávamos habituados com os atores e muitas vezes, ao contar um episódio a outra pessoa, nós usamos o nome do ator por não lembrar o nome do “personagem”. Para completar esse exemplo basta lembrar ao leitor que muitas vezes nós ficamos sabendo como o ator é em sua “vida real”, se ele é bom ou mau ator, se representou bem ou mal aquele ou este “personagem”, distinguindo-o portanto dos personagens que ele tem represen­tado.

                   Temos então uma perfeita analogia entre a “individuali­dade” (o Ator) e a “personalidade” (o Personagem ou a perso­nificação).

                   Usemos agora essa analogia para começar a entender o problema das reencarnações em que o Espírito é a Individua­lidade e a nossa presente encarnação a personalidade.

                   A primeira precaução que devemos tomar, ao entender esse fato, é saber que o problema da personalidade e da indivi­dualidade não é tão simples como uma representação teatral.

                   Nós podemos saber quase tudo sobre um ator, onde nas­ceu, se estudou ou não, se teve uma origem pobre ou rica, etc., porém sobre o Espírito nós podemos saber muito pouco.

                   Para começar é importante que se saiba, que ninguém, nenhuma ciência, filosofia ou religião pode dizer “quando” e “como” foi criado o Universo ou a Criação. Nem mesmo a Terra que é um pequeno Planeta do Sistema Solar, a Ciência não tem meios de dizer “como” e “quando” ela foi criada.

                   Existe muita especulação, muita teoria mas todas esbar­ram nos mesmos problemas, principalmente na questão do tempo. A Ciência clássica, essa cujas teorias são explicadas nos livros escolares, estabeleceu certa contagem de tempo, certa divisão de “Eras” que nos acostumamos a aceitar como sendo o           “certo”. Assim é que ouvimos falar em “Era Glacial”, “Idade Geológica”, “Nebulosa”, “Era Paleolítica”, “Era Megalítica” e etc. Conceitos que envolvem milhões e até bilhões de anos. Fora do âmbito científico, nas religiões antigas o proble­ma fica na mesma, embora haja algumas religiões que traduzem as coisas em termos de números, o que no fundo é tão aleatório, tão teórico como as afirmações da Ciência.

                   O problema se complica ainda mais quando se trata de determinar a origem da vida. Nesse ponto a Ciência é ainda mais emaranhada e mais teórica uma vez que ela só considera “Vida” as coisas que nós chamamos de natureza física.

                   Mas, mesmo sem poder determinar a origem do Univer­so, do Planeta Terra e da Vida, a Ciência se arrisca a determinar (e a cada período se corrigir) a origem do Homem. Nesse pon­to então as contradições se amontoam de tal forma que, teo­rias que eram aceitas como verdade até pouco tempo hoje são objetivos de galhofas dos próprios cientistas.

 

                   Em relação ao Espírito a Ciência não cogita de sua exis­tência, e até agora não existe admissão científica de que o espí­rito exista.

                   Para ela, a Ciência Oficial, o Espírito é apenas um componente do Ser Humano, um mecanismo abstrato, que se confunde com o sistema psicológico. Essa palavra “psicológi­co” deriva de uma palavra grega que significa Alma (Psyquê).

                   Assim, qualquer referência que se ouça ou se leia, quer sobre Alma ou sobre o Espírito, as duas palavras aparecem sem­pre como sendo a mesma coisa, a não ser que se trate de adje­tivação poética ou literária tais como “tenacidade do Espírito”, “fortaleza de Alma”, etc.

                   Mas, para nós do Vale do Amanhecer Alma e Espírito são considerados como coisas de naturezas diferentes: a Alma é o mecanismo psicológico que tem sua base física no sistema ner­voso, que é formada em cada encarnação, conforme a progra­mação para esse período de existência do Espírito na Terra. Nesse caso a Alma (como o corpo) é um dos instrumentos do Espírito. Assim, pode-se dizer que um Espírito tem um corpo forte e uma Alma impávida nesta encarnação mas, que teve um corpo fraco e uma Alma vacilante em outra encarnação, etc.

                   Naturalmente a pergunta que surge expontânea desta afirmação é: “Qual a diferença entre a Alma e o Espírito?”

                   Para evitar cairmos nas abstrações teológicas ou filosófi­cas vamos procurar dar aqui uma resposta que seja plausível e de relativa possibilidade de verificação, consoante a didática da Corrente do Amanhecer.

                   A percepção da diferença entre a Alma e o Espírito é uma experiência pessoal que qualquer pessoa pode fazer, independente da sua situação cultural ou escolar, na qual entram con­ceitos de valores, de tempo e o senso comum.

                   Comecemos por definir o conhecimento que temos da existência de nosso corpo. Nós percebemos o nosso corpo pelas manifestações que ele comunica a cada momento à nossa mente através dos sentidos. Assim nós sabemos quando é preciso comer, dormir, alterar as condições a ele proporcionadas e etc.

                   Em seguida passemos a separar dessas sensações as ma­nifestações de natureza psicológica, os fatos abstratos, tais como sentir afeto ou ódio, imaginar, raciocinar e etc. Percebe­mos então que esse mecanismo obedece aos estímulos que tanto podem partir do corpo como das coisas externas ao nosso corpo. Nas “coisas” externas são o nosso universo, o meio ambiente em que vivemos, representados por “coisas” e “pessoas”.

                   Sabemos então quando a natureza de nossas sensações são de necessidade física ou psicológica. Para esse fim temos uma série de valores aos quais estamos condicionados: a gente toma café de manhã, almoça ao meio dia, janta à noite, etc. etc. A gente confia nos costumes de transeunte, de proteção da lei, da moral e etc., enfim, nós distinguimos com certa facilidade o que são fatos físicos e fatos psicológi­cos, embora os dois sejam inseparáveis.

                   Na nossa Pira na figura chamada “Presença Divina” exis­tem dois Triângulos, ambos com as pontas voltadas para baixo mas entrelaçados que simbolizam o corpo e a alma.

                   Outro ângulo que qualquer pessoa pode analisar, para distinguir o que é físico e o que é psíquico, é o fato de que nossos pensamentos e nossos intercâmbios vibratórios podem ser distinguidos: nosso corpo se move com muito maior difi­culdade do que nossa Alma. Na verdade é nossa Alma que vai em busca de nossas necessidades, nossos anseios, nossos impulsos e etc.

                   Sempre que nós temos sensações, impulsos, anseios, desejos e, tais estímulos nos levam a ações que não se coadunam com um principio de bom senso ou de lógica, quando as coisas pensadas e sentidas ultrapassam nossa com­preensão ou a compreensão do meio que nos cerca – os fatos chamados impropriamente de inexplicáveis podemos detectar aí a presença de nosso Espírito.

                   Essa experiência é tida por todos os Seres humanos da Terra e é a causa principal de toda criação religiosa ou doutri­nária. Em resumo nós sabemos quando as coisas partem de nosso corpo, de nossa Alma ou de nosso Espírito, pelo sim­ples fato de que, na maioria das vezes as coisas de nosso Espí­rito contrariam as coisas de nosso corpo e de nossa Alma ou, ao contrário, as coisas de nosso corpo contrariam as coisas de nossa Alma ou de nosso Espírito. Esse movimento em nosso campo consciencional é contínuo e os diferentes fatores se dis­tinguem pelo contraste, pela contradição.

                   A partir desse ponto, pela nossa própria experiência, nós vamos percebendo as nossas tendências, as inclinações que divergem das inclinações dos que nos cercam e, aos poucos va­mos distinguindo a nossa individualidade ou seja, um conjunto de tendências que forma um uno, um que não é divisível, um todo indivisível.

                   Essa individualidade representa um conflito permanente com o papel que somos chamados a representar na Sociedade, papel esse que é formado por uma série de conceitos e formas que fixamos à nossa revelia desde que fomos concebidos até que morremos. A maneira como envergamos essas “máscaras”, essas “personas”, nossos mecanismos de defesa, nosso esforço para sair dos padrões é que constituem a nossa personalidade.

                   A individualidade tem um impulso fundamental e trans­cendente, é a energia latente enquanto que a personalidade é a forma de expressão a energia do Espírito que tenta romper os grilhões da personalidade, é o artista que sobrepuja o papel ou o papel que afoga o artista.

                   O personagem ou a personalidade é relativamente previ­sível pois ela obedece a um roteiro, um enredo pré-estabelecido enquanto que a Individualidade tenta sempre romper em ca­minhos diferentes. O símbolo mais perfeito dessa luta (e dessa diferença) nos tempos modernos é um novo tipo de teatro que às vezes aparece nos palcos do Mundo em que os artistas fazem o que lhes dá na cabeça, sem ter que obedecer a roteiro algum.

                   Cremos ter dado assim um principio do conhecimento da constituição do Ser Humano, do Homem visto à luz da Dou­trina Crística. Mas esse aprendizado terá que ser aprofundado no conhecimento dos princípios atômicos moleculares e celu­lares desses componentes.

                   As heranças que formam o Centro Coronário ou Sol Interior, cada “centro” formado pelas moléculas defeituosas de encarnações anteriores – a origem das Doenças Cármicas – os caracteres hereditários das Famílias Espirituais – as afinidades psicológicas ou, ao contrário, as con­tradições de caráter na mesma família, etc., tudo isso terá que ser estudado por nossos Mestres com uma atitude científica pois somos “cientistas espirituais”.

Marcos Antônio de Souza – Adj. ANORO

*** Presidente ***

Publicado por: Espaco Espiritual | Quinta-feira, 9 Julho 2009

INSTRUÇÕES PRATICAS PARA OS MEDIUNS 6

Pai Seta Branca e Mãe Yara

Instruções Práticas para os Médiuns

Fascículo 06 

 

ÍNDICE 

Item Assunto Pág.
- Índice 1
- Prefácio do Fascículo V 2
1 Humahan 3
2 O Sol Interior 4
3 O Sistema Coronário 5
4 O Plexo Físico 5
5 O Micro-Plexo 6
6 O Plexo Etérico 7
7 O Sistema Planetário Humano 7
8 O Neutrôm 9

 

Marcos Antônio de Souza – Adj. ANORO

*** Presidente **

PREFÁCIO DO VI FASCÍCULO

Caro Médium e Leitor:

O Mundo-Escola-Planeta-Terra em que vivemos, está numa fase culminante, decisiva de sua trajetória de milhões de anos e, em nenhum lugar de sua alon­gada dimensão esférica, este fato é mais sentido que aqui no Vale do Amanhecer. A todo o momento, dia e noite, por meio dos milhares de Seres Humanos que nos procuram mensalmente, nós vive­mos com intensidade os problemas fundamentais de nosso tempo. Por isso a Doutrina do Amanhecer é sempre atual e objetiva.

É por isso também, que ela é dinâmica, funcional e clara, sem margens de dúvidas ou incertezas, pois é aplicada e vivida, antes de ser escrita e institucionali­zada.

Até o Fascículo V destas Instruções Doutrinárias, nos mantivemos nos limites das primeiras fases de nossa Missão: mostramos sua situação com Mé­dium Aspirante e de Médium Iniciado. Neste Fas­cículo o conduziremos à fase de Mestrado.

Entretanto, é preciso notar que estas instruções são extremamente sintéticas, resumidas, para atuarem como lembretes; a análise do que tem sido dito até agora é feita de três maneiras: através dos livros já publicados pela Ordem, da vivência Mediúnica no Templo e da sua elaboração pessoal. As coisas escritas estão a disposição  de todos os Médiuns na vida quotidiana do Templo, para cada um segundo sua experiência, sua cultura, seu grau evolutivo e sua curiosidade.

Ser um Mestre deste Templo significa sua par­ticipação, consciente ou não, na Alta Magia ou, como preferimos dizer aqui, na Magia Branca de Nosso Se­nhor Jesus Cristo. Portanto, vamos abordar essa difícil assunto, procurando a forma mais simples possível. Como falar em Magia é se reportar diretamente à nossa Clarividente, vamos começar por falar do seu Mestre no Tibet, o querido Humahan. Sua árdua Missão foi de abrir a atual personalidade de Neiva para sua Milenar Individualidade de Sacerdotisa da Magia.

Que Humahan nos ilumine na Luz Branca do Cristo!

                   1  Humahan

                   Humahan (pronuncia-se u-ma-rã) é um velho Monge Tibetano que viveu no Tibet quando Tia Neiva estava sendo preparada para a Missão. Em sua companhia viveram alguns poucos Monges, em sua maioria velhos remanescentes de uma teocracia em fase de extinção.

                   Sabemos muito pouco de como viveram, a não ser o fato de que ele e seus companheiros tiveram pouco contato com o mundo exterior e estavam fora do alcance dos atuais dominadores chineses desse antigo País.

                   Os chineses invadiram o Tibet em 1959 e o Dalai Lhama de então refugiou-se na índia onde ainda vive. Os invasores empossaram outro Dalai e implantaram o regime da China atual no País.

                   Em 1959, quando a Clarividente Neiva já havia fundado a UESB (União Espiritualista Seta Branca) na Serra do Ouro, ela já havia aceito sua Clarividência e se achava preparada para receber  os ensinamentos para sua missão.

                   Certa vez ela queixou-se a Pai Seta Branca de sua ignorância e ele  prometeu-lhe um Mestre, tão logo ela estivesse senhora das técnicas do transporte, nas modalidades de nossa Corrente.

                   Certo dia ela adormeceu, foi transportada para o Tibet e, quando deu conta de si, estava sentada dian­te de um velho Monge de aspecto estranho, olhos pu­xados como dos chineses e uma barbinha rala que des­cia do queixo esmaecido.

                   No mesmo instante em que se conscientizou do acontecido ela se viu claramente em sua casa na UESB, velada por Mãe Nenêm. Para sua surpresa ele falava em português e lhe explicou a finalidade de sua vinda. Era o Mestre prometido por Pai Seta Branca.

                   Ela teria que comparecer ás aulas todos os dias e o “Curso” iria durar cerca de cinco anos. Durante esse tempo ela teria que se abster de remédios e, muito provavelmente ela iria adoecer, o que de fato aconteceu.

                   O “Curso” realmente durou cinco anos. Ao fim desse tempo ela estava tuberculosa e acabou sendo le­vada em estado de semi-coma para um sanatório em Belo Horizonte. Lá ela ficou cerca de três meses e saiu com as deficiências respiratórias que a afetaram até seu desencarne.

                   Mas, ela realmente havia aprendido a “Lição”!

                   Seu Espírito Espartano havia se ligado às suas ori­gens e ela estava então em condições de transmitir a mensagem do Amanhecer e formar o Doutrinador.

                   Humahan continuou a envelhecer e a lhe dar as­sistência, sempre esperançoso de sua missão junto à Neiva terminar e ele poder embarcar para sua origem.

                   Embora Tia Neiva soubesse todo o necessário para ser transmitido aos Mestres, Humarran a assistia na parte prática, manifestando-se no seu aparelho, fazendo filosofias da Doutrina do Amanhecer e até mesmo dando assistência Espiritual à Tia Neiva e aos Mestres que com ela tratavam mais diretamente.

                   Dizia ele que a vida no Tibet estava cada vez mais difícil para ele e seus companheiros e que invejava a nossa posição de Jaguares, cuja missão tem o dinamismo do contato direto com a Humanidade; ele para “exercer” sua missão teve que aguardar essa oportunidade que só se apresentou no fim de sua vida física e nessas difíceis condições. No seu filosofar essa queixa encer­rava certa censura ao sistema monástico e à clausura.

                   Tia Neiva ocupou uma das mais difíceis posições na Missão do Amanhecer, uma vez que teve que apresen­tar sua ação no plano dos encarnados e dos desencarnados em plena consciência; Humahan participou mais ou menos nas suas condições, mas com a desvantagem de ter um corpo velho e aprisionado nas montanhas tibetanas.

                   2  O Sol Interior

                   Uma das unidades de vida mais completa e mais complexa do Planeta Terra é o Homem. Nessa condição ele é também a condensação máxima das energias universais, das forças do Universo manifestadas na Terra, num ser consciente.

                   Condensação, que pode também ser chamada concentração, produz magnetismo e, isso significa capacidade de atração ou de repulsão, conforme as energias se colocam ou são colocadas.

                   Assim, cada Homem, cada Ser Humano é uma potente usina de recepção e de emissão de energias. Receber e emitir é a função mais fundamental do Ho­mem.

                   Energias em movimento chamam-se forças.

                   As forças universais na Terra se manifestam, são perceptíveis, em três posições diferentes: anion, cation e neutron: anion é uma energia positivada, cation uma energia negativada e neutron uma energia neutra em movimento entre o anion e o cation. Esse é o princi­pio básico do átomo o qual, naturalmente, é muito mais complicado que esta síntese simplificada. O importan­te para nosso entendimento doutrinário é a sua mecânica, isto é, a maneira como as energias operam, ou então, para maior clareza, como as forças se mani­festam.

                   Também, para sermos mais explícitos doutrinariamente, devemos saber que esses “impulsos” das energias partem de dois pólos conhecidos: o Sol e a Lua.

                   Esse fenômeno acontece tanto no infinitamente pequeno (micro-cosmo), como no infinitamente gran­de (macro-cosmo). A palavra “cosmo” é um “abrasileiramento” da palavra grega “kósmos” que quer dizer “Universo”.

                   Filosoficamente poderemos dizer que os micro­cosmos são as unidades mínimas e os macrocosmos as unidades máximas, relativas e geometricamente dispostas, num sentido do menos infinito para o mais infinito e vice versa.

                   Com base nesses elementos para a formação da idéia vamos agora ao nosso “Sol Interior”.

                   No íntimo de cada Ser Humano, situado na re­gião do Plexo Solar, na área do umbigo, existem três esferas, umas girando sobre as outras, que formam o Sistema Coronário ou Centro Coronário. Essas esfe­ras não são físicas, isto é, não são formadas de teci­dos ou de qualquer substância palpável.

                   Desse Centro Coronário partem sete raios de energia ou sete forças que se distribuem pelo orga­nismo. Cada um desses “raios” termina num ponto do corpo. Nesse ponto o “raio coronário” forma um centro de Emissão e recepção de energias. Esse “cen­tro”  se chama “Chacra” e sua função é a recepção e distribuição de energias pelo corpo.

                   Tanto o Centro Coronário como os Chacras re­pousam no plano físico, sobre o sistema nervoso. Assim, no plano físico nós temos o Plexo Solar e os vários plexos; no Plano Etérico do corpo nós temos o Centro Coronário e os Chacras, o mesmo sistema em dois planos diferentes.

                   3  O Sistema Coronário

                   O Sistema Coronário é o Centro Vital do Ser Humano, a estação receptora e emissora das energias. É composto de três esferas que funcionam umas so­bre as outras: uma no plano físico, “plexo físico”, outra no plano psíquico, “micro plexo” e outra no plano etérico, “plexo etérico”. Essas três expressões representam o corpo, a Alma e o Espírito.

                   Temos assim três planos vibratórios diferentes, três maneiras do “Sopro Divino”, do “Verbo” se mani­festar na Terra.

                   Cada um desses planos é regido pela sua Lei den­tro de uma relativa autonomia. Na descrição do fun­cionamento de cada um vai se percebendo o relacionamento dos três planos. Esses acabam por formar uma unidade composta de três elementos diferencia­dos, que olhados sob o ponto de vista Iniciático cons­tituem o mistério do “Trino”, “Tríade” ou “Trindade”.

                   4  O Plexo Físico

                   O Plexo Físico ou Esfera Coronária Física cons­titui o Centro Vital onde as energias pré-existentes na Terra são assimiladas, transformadas e distribuídas. Falamos aqui de um sistema energético mais sutil e com­plexo do que o sistema de alimentação. Neste o ali­mento é ingerido, digerido e acaba por se transformar em nutrimento. Este é absorvido pelas paredes intes­tinais e entra na corrente sangüínea. O sangue por sua vez recebe alimentação do sistema respiratório e circula controlado pela tônica cardíaca. Essa “tônica” vem da Esfera Coronária Física, através do “Plexo Cardíaco”.

                   Temos assim dois pontos distintos de suprimento energético: o alimento físico, molecular, que vem da transformação da matéria (pela alimentação do sistema digestivo e do sistema respiratório) e o suprimento energético que vem do Plexo Físico através da corrente nervosa.

                   Este “alimento” diferencia-se do nutrimento (resultante da ingestão da comida e do ar) pelo fato de possuir energias de outra natureza em fusão, isto é, fundidas com energias da alma e do Espírito. É por isso que ele é chamado de “centro vital”.

                   Sem esse sistema existe apenas vida vegetativa, simples vida animal, vida “presente”, sem passado e sem futuro. Na Esfera Coronária Física são registra­dos todos os fatos da existência, as heranças genéti­cas, as resultantes Cármicas, as atuações da Alma e as elaborações do Espírito.

                   Essa é a razão pela qual o coração é chamado de sede do sentimento, uma vez que é através do Plexo Cardíaco e do “Chacra” correspondente que as coisas da vida são comunicadas e sentidas à revelia da cons­ciência sensorial. Voltaremos a falar nisso quando ex­plicarmos a diferença entre as emanações mentais e as emanações “mentais-fluídicas”. Quando falamos, aqui no Vale do Amanhecer, que temos por obrigação de cuidar de nossa vida física, de nosso corpo, não esta­mos, é evidente, falando apenas da vida animal, mas sim de algo mais sutil e mais complexo; estamos fa­lando do “centro vital” cujo equilíbrio não depende apenas de alimento, respiração e exercícios. Ele de­pende da compreensão de nós mesmos, de nossas ori­gens, de nossa programação Cármica, de nossos pensa­mentos e da inteligência que empregarmos em nossa vivência. Cuidar do corpo compreendendo esses fato­res é viver em função do Espírito e da “vida global”, não apenas da “vida da matéria”.

                   O Plexo Físico (Esfera Coronária Física) é sepa­rado e mantém sua interdependência do Plexo Eté­rico (Macro-Plexo) pela existência, entre os dois, do Micro Plexo que é a sede da alma.

                   5  O Micro-Plexo

                   A segunda Esfera Coronária constitui o Micro Plexo que comanda as funções da alma (a “psyquê” dos gregos). Não se pode estabelecer uma escala de importância das partes que constituem o Homem. A Alma não pode existir sem um corpo, seja ele de natu­reza densa (da superfície da Terra) ou de natureza Etérica (dos planos sutis da mesma Terra). Devemos olhar a diferença em termos de funções. A função do Plexo Físico é propiciar a existência no plano Físico da Terra e agir como intermediário entre ela e o Ho­mem.

                   A função do Micro Plexo é de absorver, assimilar e emitir as energias dos dois planos, o do Espírito e do corpo. Em linguagem Iniciática o Micro Plexo é o “Neutrôm”, cujas funções são similares (mas não iguais) ao Neutron do Átomo. Em termos puramente atômicos são partículas que “caminham” entre o Anion e o Cation, aumentando ou diminuindo a positividade ou a negatividade de cada um desses pólos.

                   O Neutrôm (neu-trôm, com acento tônico na úl­tima sílaba) atua com base em duas forças, a força “centrípeta” (da periferia para o centro) e “centrífu­ga” (do centro para a periferia). Ele “pulsa” dentro de limites esféricos de um lado o Plexo Físico e de outro o Macro Plexo (um embaixo e outro em cima), se alimenta dos dois e, ao mesmo tempo, os alimenta. O Micro Plexo obedece às leis mais sutis, um plano mais vibrátil do que o Plexo Físico. Ele comanda a percepção e a comunicação do Homem. Enquanto o corpo é limitado no tempo e no espaço, pelas leis da matéria física, a Alma age dentro de limites mais am­plos no tempo e no espaço.

                   É a alma que vai em busca dos desejos e da satis­fação dos anseios, que emite e recebe as vibrações, que influencia e é influenciada pelas mentes, que alimenta e é alimentada pela inteligência. A mais impor­tante de suas funções é receber os eflúvios do Plano Espiritual e levar a personalidade a agir de acordo com as leis transcendentes. Por causa dessa função ampla e quase ilimitada é que a Alma se confunde com o Espírito.

                   6  O Plexo Etérico

                   A Esfera Coronária do Espírito é o instrumento do Espírito para sua ação no Homem. Nossa mente não tem possibilidade de conhecer o Espírito na sua essência. Para se tornar perceptível e cognoscível o Espírito se reveste de energias. Essas energias conden­sadas a um certo ponto dão a ele uma forma, uma aparência. Mesmo assim essa forma ou aparência não é perceptível pelos sentidos físicos. Mesmo dentro dos processos da vidência ou da materialização o que é visto não é o Espírito, mas sim o seu “Exterior”, a maneira como ele se apresenta. Por isso o Espírito na Terra é chamado de “Perispírito”.

                   A ação do Perispírito se faz sobre a Alma e através dela. A Alma busca as coisas no Perispírito e emite no plano horizontal. Por isso a Alma não cria, apenas transforma o que já está criado. Por esse axioma se deduz que o ato de criar é apenas o ato de perceber através da Alma as coisas que o Espírito traz. A Alma é dimensionada e limitada pelo Neutrôm; o Espírito ultrapassa as barreiras do Neutrôm e busca no ultra-som, na ultra-luz e na ultra-matéria as coisas que o alimentam e alimentam o Homem.

                   Entretanto é preciso entender com clareza que o Perispírito é o Espírito aprisionado na situação de “encarnado”. Esta posição foi aceita por ele deliberadamente, pelos seus compromissos com a Lei de Causa e Efeito, ou “Carma”. Essa é uma situação de “prova”, de “teste” através da qual ele terá que obter sua evolução. Sendo assim, embora recebendo o ali­mento do seu próprio “plano evolutivo”, isto é, o grau evolutivo conquistado por ele até o presente, ele será influenciado pela sua Alma e seu corpo. A maneira como ele irá receber as decisões de sua Alma é que irão determinar o bom ou mau aproveitamento da situação de encarnado.

                   As provas foram escolhidas por ele e a aprovação ou reprovação, quando essas provas se efetivam, de­pendem dele. Nisso reside a verdade do “Livre Arbítrio” cuja vigência começou desde que o Espírito se ma­triculou na Escola Planetária. Se por um lado é difí­cil saber como esse percurso começou, por outro é relativamente fácil de se entender o porquê dos “Es­píritos a caminho”.

                   Na Terra o Espírito terá que percorrer sua es­trada com seus veículos físicos ou Etéricos. Mesmo depois de desencarnado ele está sujeito às leis desses planos. Quando o percurso terminar isso significa que ele estará “Santificado”, isto é, ele será então um “Espírito de Luz”.

                   7  O Sistema Planetário Humano

                   As Esferas Coronárias trabalham, umas sobre as outras, governadas pelo Eixo Solar de nossa natureza.

                   Chama-se “Sistema Planetário Humano”, pela seme­lhança que apresenta com o Sistema Solar, em que os corpos celestes gravitam em torno do Sol. O Eixo Solar do Ser Humano é uma espiral de energias que atua de forma perpendicular sobre a cabe­ça do Homem. Temos assim caracterizado cada Ser Humano como um “Sistema” particularizado e individual, governado por algo específico de si mesmo – seu Ei­xo Solar. Esse assunto será melhor explicado quando falarmos, nos capítulos seguintes, das “origens”.

                   Assim como o Sistema Planetário do qual faz parte a Terra, chamado Sistema Solar, está em per­pétuo movimento – estável mas não estático – assim também o Sistema Planetário Humano se move con­tinuamente no âmbito de sua Orbe Terrestre.

                   O Ser Humano, encarnado ou desencarnado, es­tá sempre sofrendo alterações em suas esferas coroná­rias, uma vez que o Espírito nunca pára sua evolução. Ele (o Espírito) está sempre modificando e reno­vando seus instrumentos e os altera para combiná-los, conforme os mundos e suas diferentes matérias. Ele não cria essas matérias mas apenas utiliza o que já está criado.

                   Nós nos aprimoramos ou nos degradamos de acordo com a sintonia mental em que nos colocamos, pois somos preparados nos Planos Espirituais. Con­forme o tipo de sintonia nós estabelecemos o tipo de ação, construtiva ou destrutiva, sempre ligados às nossas heranças, nossas raízes. Há Espíritos que vêm como instrumentos construtivos, outros destrutivos, conforme as linhas Cármicas e as sintonias específicas que eles produzem.

                   Os “mundos” de onde saímos para a Terra nos dão sua orientação e nos preparam para a tarefa na Terra, sempre no sentido da evolução. Onde quer que estejamos sentimos em Deus esta sintonia universal.

                   A matéria de que os Espíritos se utilizam não organiza, ela é organizada. Sua função deriva de uma modalidade de energia esparsa que é atraída conforme a função, e por isso também . Por isso os nossos elementos no plano físi­co chegam a ultrapassar as barreiras do Neutrôm, con­forme a função e conforme a formação de nosso Sistema Plane­tário.

                   As junções ou injunções de energias que se fun­dem no Plexo Físico é que alimentam o Neutrôm. Es­te (o Neutrôm) forma uma nebulosa (uma espécie de nuvem com limites), controlada pela força da gra­vidade que o pressiona em toda sua periferia fazen­do sua substância se dirigir para o centro da esfera.

                   Isso provoca um movimento circular que vai paulatinamente modificando sua forma. Esse movi­mento toma um sentido mais ou menos espiralado, que acompanha o movimento circular giratório deno­minado “Proteção de Deus”. A lei de ação e reação provoca o movimento contrário tornando a “Proteção de Deus” centrípeta e centrifuga ao mesmo tempo. O Neutrôm pulsa se contraindo e descontraindo como se fosse um coração esfereoidal.

                   A Força Centrípeta reúne as energias e fluidos ectoplasmáticos no Centro Coronário. A Força Centrí­fuga afasta e emite numa faixa horizontal, as energias conforme o comando de nosso Eixo Solar.

                   8  O Neutrôm

                   Até este item temos falado Sol Interior procu­rando dar uma idéia generalizada de sua estrutura e de seu mecanismo. Omitimos até agora detalhes, que só poderão ser entendidos se forem descritos, no seu relacionamento com outros aspectos do Homem e do Universo. Isso será feito na medida em que formos desenvolvendo os outros itens desta Doutrina Iniciática.

                   Cremos que facilitará o entendimento de nos­sos Mestres saber que o organismo físico, o corpo hu­mano, é em tudo uma reprodução do Corpo Etérico, também chamado Corpo Fluídico. Por esse motivo às vezes a mesma linguagem é empregada para designar aspectos de um ou de outro corpo. Por exemplo, a gente usa a palavra “Plexo” no lugar de “Chacra”. Isso porque ambos se situam mais ou menos no mesmo lu­gar do corpo, com a diferença que o “Chacra” se si­tua embaixo da pele enquanto que o “Plexo” fica no interior do corpo, parte integrante que é do Sis­tema Nervoso.

                   Antes porém de prosseguir, vamos descrever me­lhor a idéia do que seja o “Neutrôm”, uma vez que essa será a palavra que mais o Mestre ouvirá (e tam­bém que usará) no seu aprendizado Iniciático. Para começar com respeito à Ciência, vamos descrever o Neutron como uma das partículas do átomo.

                   O átomo é composto por um núcleo central (massa) que é rodeado por uma nuvem de partículas sem carga elétrica. Essas partículas se chamam “Neu­tron”. Além disso ele possui outras partículas, os “elétrons” que, negativamente carregadas se chamam “ânions” e positivamente carregadas se chamam “ca­tions”; a partícula que as carrega chama-se ion.

                   Naturalmente essa é uma descrição de leigo para lei­go, sem maiores detalhamentos.

                   Feito isso, voltemos à descrição do nosso “Neu­trôm” Iniciático.

                   Como no átomo da Física ele representa uma nuvem, um turbilhão de partículas em movimento, do centro para a periferia e da periferia para o centro (movimento, centrífugo e centrípeto). A periferia em que ele se move não é uma superfície física, isto é, ele não está rodeado de substância ou tecido algum; o que estabelece a periferia onde o Neutrôm se move é uma força gravitacional que o pressiona, o “empurra” de todos os pontos dessa periferia. Esse fato é que es­tabelece a diferença entre o Neutron da Física e o Neutrôm Iniciático O mesmo nome com diferença apenas na acentuação da última sílaba se deve ao fato de que o princípio é o mesmo: o átomo é o símbolo do Universo, na afirmativa de que o “micro-cosmo” é igual ao “macro-cosmo” na sua estrutura e funcio­namento.

                   Um átomo é bem menor que este ponto. Entre­tanto a distância relativa, o espaço entre as partí­culas é tão grande como a distância entre os planetas e estrelas. Sempre porém há um limite, uma circuns­crição: no átomo físico seu limite é microscópico; no átomo Iniciático o limite é de acordo com a unidade que está sendo descrita.

                   No caso do Ser Humano o li­mite, a barreira é a força da gravidade, pressionando da periferia para o centro, que é resultante do sistema planetário humano: do Eixo Solar para o Macro Plexo e deste para o Plexo Físico – sendo que o Neu­trôm irá constituir o Micro Plexo.

                   Também como no átomo físico, a função do Neutrôm é separar, limitar dois mundos diferentes: o Físico e o Espiritual. Num estado em que se poderia considerar de “normal”, esse turbilhão em perpétuo movimento, está sempre contido na barreira gravitacional; se essa barreira é rompida, se o Neutrôm pe­netra num ou outro mundo (Físico ou Perispiritual) provoca uma “explosão”, um estado de relativa anor­malidade.

                   Isso acontece na Física, através da mani­pulação deliberada da intimidade do átomo e aconte­ce também no Ser Humano pela manipulação Iniciá­tica.

                   Naturalmente deve acontecer também aos corpos celestes pela manipulação dos deuses, dos Mestres Pla­netários que nós do Vale do Amanhecer chamamos de “Ministros”.

                   Dentre os “instrumentos dos Espíritos” o Neu­trôm constitui uma das  principais “ferramentas”. Vamos descrever em seguida, com base nos ensina­mentos de Tia Neiva, que os recebeu de Humahan, como age o Neutrôm.

                   O Neutrôm, ou melhor, o “turbilhão neutrôni­co” que constitui o nosso Micro Plexo, nossa Alma, produz e permite a existência de certa quantidade de Luz.

                   Essa luz clareia, ilumina o caminho para nossa mente, de forma a permitir as nossas decisões. Para que nossas atitudes possam ser coerentes com nossa presente posição, na trajetória que fazemos na Terra, o Neutrôm estabelece um limite de percepção.

                   Isso significa que só temos à nossa disposição urna visão limitada, mas inteiramente suficiente, para tudo que precisamos na presente existência.

                   Se assim não fosse nós seriamos destruídos pela excessiva complexidade do que na verdade nos cerca. Pois seríamos incapazes de discernir umas coisas das outras. O equilíbrio da mente é proporcionado pelos elementos mais ou menos estáveis que nos são permi­tidos perceber; temos uma noção de tempo, de espa­ço, de distância e de movimento; podemos prever mais ou menos o comportamento das pessoas e coisas animadas ou inanimadas; conhecemos relativamen­te bem o comportamento de nosso organismo, e assim por diante. Em resumo, tudo que precisamos para “viver” está à disposição de nossa mente e seus instru­mentos que são os sentidos.

                   Se porém o Neutrôm é ultrapassado nas suas bar­reiras, percebemos e registramos elementos que nos levam ao descontrole e ao desequilíbrio, a um estado de anormalidade. Por exemplo: nós vivemos rodeados de Espíritos desencarnados, de formações ectoplasmá­ticas e miríades de construções energéticas. Esses “mundos invisíveis” existem, se movimentam, atuam e têm as suas leis. Porém entre esses mundos e a nos­sa percepção existe a barreira do Neutrôm. Para melhor elucidação do que estamos afirman­do vamos transcrever aqui um Conjunto Mântrico que nossos Mestres usam ao qual chamamos “Prece do Equilíbrio”:

                   “Senhor!, faze com que habite em mim a verdadeira tranqüilidade da minha alma;

                   Não deixe que ela se manche com os vícios do mundo;

                   Dai-me for­ças Senhor, para que eu mesmo possa corrigir os meus erros;

                   Não permita que eu seja joguete das ilu­sões do mundo;

                   Pelo pensamento neste instante vou controlar a minha força vital-mental e nenhum pensa­mento negativo poderá entrar em minha men

                   Analisando esse “Mantra” poderemos compreender melhor a função do Neutrôm. Vejamos:

                   “… a verda­deira tranqüilidade da minha alma…” – isso signifi­ca que pedimos a Deus que nossa “função neutrôni­ca” esteja e permaneça no seu nível normal;

                   “… não deixe que ela se manche com os vícios do mundo…” – Nesse caso estamos pedindo que a Força Divina evite que as formas densas das baixas vibrações “man­chem” a luz do Neutrôm;

                   “… dai-me forças Senhor, para que eu mesmo possa corrigir os meus erros…” – nesse caso estamos pedindo auxílio do Alto para que possamos imprimir a direção certa aos nossos pensamentos e corrigir suas distorções;

                   “…pelo pensa­mento, neste instante, vou controlar a minha força vital-mental, e nenhum pensamento negativo poderá penetrar em minha mente…” – este último propósito faz com que controlemos, pela nossa vontade, a força vital que emana do plexo físico, e essa energia impregne nossa mente.

                   Assim vitalizada, a mente se torna impermeável às emanações de baixo teor vi­bratório. Os pensamentos negativos não podem assim penetrar no nosso “campo mental” e assim consegui­mos o equilíbrio.

                   Frisamos bem a palavra “penetrar” para que nossos Mestres entendam bem o problema:

                    ”Pensamen­tos” são construções energizadas, eles têm “formas”, e uma vez formados eles “existem” e podem ser percebidos pelo som, pela palavra escrita, etc.

                   Nós não podemos eliminar sua existência. Mas nós podemos evitar que eles penetrem em nossa mente, mesmo que eles atinjam os nossos sentidos. A gente pode ouvi-los, senti-los, percebê-los, mas não precisamos neces­sariamente mentalizá-los ou pensá-los, desde que tenhamos, para isso a necessária força vital-mental.

                   O ônus de nosso livre arbítrio é essa constante luta, essa escolha que temos que fazer a cada se­gundo de nossas vidas: o teor vibratório das coisas que abrigamos em nossas mentes. Esse teor determina o que somos ou melhor, o que “estamos sendo” a cada momento.

                   Cremos que com o que foi dito até agora, nós temos os elementos para compreender o que é, em li­nhas gerais o nosso “Sol Interior”, nossas “Esferas Coronárias” e, principalmente, a função do “Neu­trôm”. Isso é apenas um começo, pois nos resta saber muita coisa ainda.

                   Para maior facilidade no entendi­mento, vamos, no fascículo seguinte, analisar se­paradamente as funções mais íntimas do “Micro Ple­xo” e do “Perispírito”, embora seja difícil falar de um deles sem falar nos outros, pois todos funcionam ao mesmo tempo na “unidade trina” que é o Homem.

LEIA NO PRÓXIMO FASCÍCULO:

                   A Mente

                   A Função da Mente

                   A Razão

                   O equilíbrio

                   A Consciência

                   O Raciocínio

                   A Personalidade

Marcos Antônio de Souza – Adj. ANORO

*** Presidente ***

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